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Geral

Consulta Com Um Ortopedista

A Consulta Com Um Ortopedista 

A Consulta Com Um Ortopedista  2560 1707 Iberê Datti

Você agendou uma consulta com um ortopedista. 

O que esperar dessa primeira consulta? 

Como se preparar para essa consulta? 

Quais as principais possibilidades de tratamento que podem ser propostos? 

Cada paciente e cada consulta são únicas, mas segue uma explicação geral. 

O que Esperar Durante a Consulta com um Ortopedista

Durante a primeira consulta uma avaliação minuciosa deve ser realizada. Isso inclui anamnese completa, com perguntas a respeito de diversos aspectos dos seus sintomas e sua vida (até mesmo algumas perguntas que para você podem não fazer muito sentido em um primeiro momento), seguida de um exame físico detalhado. 

Após essa avaliação inicial é possível estabelecer as primeiras hipóteses diagnósticas para o seu problema e a partir delas definir se exames complementares são necessários.  

Os exames complementares que o ortopedista mais solicita são radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Mas outros exames como cintilografia óssea, densitometria óssea e exames laboratoriais podem ser necessário para melhor avaliação de cada paciente. 

Juntando as informações obtidas por meio da anamnese, exame físico e exames complementares seu médico deve discutir com você as principais hipóteses diagnósticas para o seu problema e orientar os prós e contras de cada possibilidade de tratamento. 

Preparação para a Consulta 

  • Faça uma lista de todos os medicamentos que você toma, incluindo medicamentos que dispensam prescrição médica, remédios naturais, vitaminas e suplementos 
  • Reúna registros médicos relevantes de outros profissionais de saúde, incluindo exames de imagem, laboratoriais, relatórios e resumos de alta. 
  • Escreva uma lista de perguntas para fazer ao médico sobre seu diagnóstico e/ou tratamento 

Tratamento Não Cirúrgico 

Muitos dos problemas ortopédicos podem ser tratados sem precisar de cirurgia. A maioria dos pacientes obtém sucesso com o tratamento não cirúrgico.  

Os tratamentos conservadores, sem cirurgia, combinam uma gama de estratégias que envolvem uso de medicações orais e injetáveis, infiltração, fisioterapia, controle de comorbidades, terapia por ondas de choque, mudança do estilo de vida, perda de peso, prática de atividade física, psicoterapia, adequação e periodização da rotina de treinos. 

Tratamento Cirúrgico 

O objetivo é sempre conseguir o melhor resultado funcional para o paciente sendo o menos invasivo possível. Felizmente a maioria dos pacientes e das doenças vai responder bem ao tratamento conservador, mas eventualmente um procedimento mais invasivo ou cirúrgico pode ser necessário. 

Sou ortopedista especialista em cirurgia de Joelho pela USP.

Há 10 anos ajudo meus pacientes a recuperar a função de seus joelhos e retomar a qualidade de vida.

Sei que também posso te ajudar.

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Transplante de tecido musculoesquelético em ortopedia

Transplante de Tecido Musculo-Esquelético

Transplante de Tecido Musculo-Esquelético 2000 1125 Iberê Datti

Você foi informado que o tratamento do seu problema ortopédico irá precisar de uso de banco de tecido ou transplante de tecido musculoesquelético (tendão, osso, cartilagem ou menisco). Então esse artigo é para você. 

A Importância do Sistema Musculoesquelético 

O sistema musculoesquelético é composto músculos, nervos, ossos, articulações, tendões e ligamentos que nos proporcionam a capacidade de nos movimentarmos para realizar as tarefas da vida diária. 

Doenças ortopédicas acometem o sistema musculoesquelético e impactam significativamente a qualidade de vida. Esses problemas são altamente prevalentes em nossa sociedade e além de poderem ser muito incapacitantes também podem ter um peso financeiro alto para o paciente. 

O custo social das doenças ortopédicas é da casa de vários bilhões por ano. O custo humano, no entanto, vai além. A limitação de mobilidade e funcionalidade, dor persistente ou intensa, e deformidades têm um enorme impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes. 

O Ortopedista 

O ortopedista é o médico especializado em cuidar dessas afecções ortopédicas que causam tanto prejuízo. Utilizamos diversas estratégias para tentar recuperar a função e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O processo para se tornar um ortopedista especializado é longo. Além da faculdade é necessário fazer a residência de ortopedia geral e mais a sub-especialização. Um processo que dura 4 ou 5 anos e demanda muitas horas de estudo e de prática no centro cirúrgico (cuidado com os especialistas de curso de fim de semana).

Quais Tecidos Podem Ser Transplantados em Ortopedia?

O tecido transplantado de uma pessoa para outra pessoa é chamado de aloenxerto. Em cirurgia de joelho podemos usar osso, cartilagem, tendões e menisco.

De Onde Vem O Aloenxerto para Transplante? 

Esses tecidos são captados de doadores de órgãos. Da mesma forma que são doados córnea, coração, rim, fígado, entre outros órgãos, também é possível doar tecido musculoesquelético como: tendões, osso, cartilagem e menisco 

Como Esse Tecido é Obtido? 

No Brasil a triagem, captação, processamento, armazenamento e distribuição dos tecidos musculoesqueléticos para transplante são regulados pelos bancos de tecido. Os profissionais ligados aos bancos de tecido são altamente qualificados e treinados em todas as etapas do processo. Fora isso, há normas rigorosas para processamento dos tecidos e cuidados contra infecção e transmissão de doenças. 

Como é feita a triagem? 

Antes da doação, todos os potenciais doadores passam por rigorosa triagem que inclui exame físico, histórico médico completo e triagem laboratorial e microbiológica para diversas doenças infecciosas (HIV, sífilis, hepatites e várias outras).

Todas as informações são avaliadas por uma equipe de especialistas que determinam se esse tecido pode ou não ser utilizado em outro paciente. 

Quão seguro é? 

A preparação do tecido para transplante começa com a remoção de detritos e matéria orgânica.

O aloenxerto é então imerso em várias soluções para evitar a transmissão de bactérias e vírus.

O processamento e o embalamento são realizados com técnicas estéreis em condições de sala limpa para manter a integridade biológica. Radiação em baixa dose pode ser utilizada para auxiliar na esterilização.

Os tecidos processados finalmente são testados quanto à contaminação micro-organismos.

Embora haja algum risco de transmissão de doenças, o rigor no manejo desses produtos reduz significativamente esse risco. 

O que acontece com o aloenxerto de osso ou tecido após o transplante? 

O aloenxerto serve como uma matriz temporária que permitirá ao corpo do receptor se recuperar. Esse aloenxerto é lentamente convertido em novo osso ou tecido vivo e incorporado ao corpo como uma unidade funcional.

Sou ortopedista especialista em cirurgia de Joelho pela USP.

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Fratura por estresse

Fraturas por Estresse

Fraturas por Estresse 2560 1707 Iberê Datti

Uma das lesões mais comuns nos esportes é a fratura por estresse. Tratar essa lesão pode ser difícil, mas é possível. 

O que é uma fratura por estresse? 

Trata-se de um tipo específico de lesão por uso excessivo. Ela ocorre quando o osso é submetido a sobrecargas para as quais não está preparado. 

O que causa uma fratura por estresse?  

Frequentemente são o resultado do aumento da carga de treino (volume ou intensidade) de uma atividade muito rapidamente. Elas também podem ser causadas pelo aumento do impacto de uma superfície desconhecida (um jogador de tênis que mudou de uma quadra de saibro macia para uma quadra rápida dura ou um corredor habituado a correr em pista de atletismo emborrachada que começa a correr na rua). 

Onde as elas ocorrem? 

As fraturas por estresse podem acometer praticamente qualquer osso do corpo. A maioria ocorre nos ossos do pé e na perna 

Quais atividades tornam os atletas mais suscetíveis a fraturas por estresse? 

Praticantes de corrida e atletismo, ginástica e ballet são mais suscetíveis a fraturas por estresse. Em todos esses esportes, o estresse repetitivo do pé batendo no chão pode causar traumas. Sem descanso suficiente entre treinos ou competições, as chances dessa lesão aumentam.

As mulheres são mais suscetíveis do que os homens? 

Fraturas por estresse afetam pessoas de todas as idades que participam de atividades esportivas com gestos esportivos repetitivos, como corrida. Porém atletas do sexo feminino parecem estar sob maior risco do que atletas do sexo masculino. Esse risco aumentado pode estar associado a Tríade da Mulher Atleta: distúrbios alimentares (bulimia ou anorexia), amenorreia (ciclo menstrual irregular) e osteoporose. À medida que a massa óssea diminui em mulheres, suas chances de ter uma fratura por estresse aumentam. 

Quais são os sintomas de uma fratura por estresse? 

Dor durante a atividade que melhora com repouso é a queixa mais comum.

Como as fraturas por estresse são diagnosticadas? 

É muito importante que, durante o exame médico, o médico avalie os fatores de risco do paciente para fraturas por estresse. 

Exames de imagem quase sempre serão necessários para diagnósticas uma fratura por estresse.

As radiografias são o exame de imagem mais utilizados para esse fim, mas as vezes pode não ser suficiente para o diagnóstico. Por isso, ocasionalmente, exames de imagem complementares como cintilografia óssea, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) serão necessárias. 

Como é o tratamento dessas fraturas? 

Algumas podem precisar do tratamento cirúrgico, mas a maioria tende a evoluir bem com o tratamento conservador, sem cirurgia. 

O mais importante no tratamento conservador é o repouso ou diminuir substancialmente a demanda sobre o osso fraturado. O tempo de tratamento pode durar até 8 semanas.  

Mas nem sempre é necessário ficar totalmente sedentário nesse período. Corredores, por exemplo, podem praticar “deep-running” para preservar sua capacidade cardiovascular. Além disso, uma fratura por stress no osso do pé não deve impedir que uma pessoa realize treinos de membro superior ou core na academia. 

É parte primordial do tratamento identificar e tratar fatores biomecânicos e de plano de treinamento que favoreçam as fraturas por stress. 

Prevenção  

Aqui estão algumas dicas para prevenir fraturas por estresse: 

  • Tenha cuidado com a progressão da carga de treino, principalmente ao começar atividades novas. 
  • Se possível, varie o tipo de atividade praticada. Por exemplo, se seu objetivo é apenas melhorar a capacidade cardiovascular, você pode alternar entre dias dedicados a corrida e dias dedicados a natação ou ciclismo. 
  • Tenha uma rotina de treinos resistidos visando ganho de força e massa muscular. 
  • Mantenha uma dieta saudável e com aporte suficiente de macronutrientes para o seu nível de atividade física. Certifique-se também de ingerir alimentos ricos em cálcio e vitamina D. 
  • Valorize os períodos de descanso 
  • Cuidado com os sinais de Tríade da Mulher Atleta, Overtraining ou RED-S (Relative Energy Deficiency Syndrome) 

Se você sofre com dores ou alguma lesão eu posso te ajudar. Agende uma consulta

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Entorses, Estiramentos/Distensões e Outras Lesões de Partes Moles 

Entorses, Estiramentos/Distensões e Outras Lesões de Partes Moles 

Entorses, Estiramentos/Distensões e Outras Lesões de Partes Moles  2560 1707 Iberê Datti

Lesões de partes moles como músculos, tendões e ligamentos são bastante comuns. Elas frequentemente ocorrem durante a prática de atividade física, mas às vezes episódios cotidianos também podem causar uma lesão. Podem ser consideradas lesões de partes moles entorse, distensões e estiramentos.

Causa 

As lesões de tecidos moles podem ser divididas em dois grandes grupos: lesões traumático-agudas e lesões crônicas por uso excessivo. 

Lesões agudas são causadas por um trauma súbito, como uma queda, torção ou impacto direto em alguma região do corpo.  

Lesões por uso excessivo ocorrem gradualmente ao longo do tempo, quando uma atividade é repetida com tanta frequência que o corpo não tem tempo suficiente para se recuperar. Tendinite e bursite são bons exemplos dessa situação.  

Lesões Traumático-Aguda Comuns 

 As lesões agudas de tecidos moles variam em tipo e gravidade. Quando ocorre uma lesão aguda o tratamento inicial com o protocolo PEACE-AND-LOVE costuma ser muito eficaz. Veja aqui como ele funciona. 

Nas primeiras 48 a 72 horas após o evento, você deve seguir o PEACE   

PROTEÇÃO — Evite novos traumas. Se necessário, use imobilizadores e muletas. Mas tente não ficar totalmente parado.   

ELEVAÇÃO — Mantenha o membro acometido elevado, acima da altura do coração.   

AVOID/EVITAR ANTI-INFLAMATÓRIOS — Evite anti-inflamatórios. Mas não é uma proibição, eles podem ser necessários para controlar dor.   

COMPRESSÃO — Faça uma leve compressão com faixa ou meia de compressão elástica.   

EDUCAÇÃO — Informe-se sobre a sua lesão, estratégias de tratamento, tempo de recuperação e participe ativamente do tratamento e das decisões.   

Após esse período inicial a abordagem deve evoluir para LOVE   

LOAD/CARGA — Inicie exposição gradativa de cargas a região lesionada. O desconforto/dor é um bom parâmetro para saber o seu limite.   

OTIMISMO — Não deixe de ser realista quanto ao seu problema, mas mantenha uma visão otimista quanto aos resultados do tratamento.   

VASCULARIZAÇÃO — Exercícios aeróbicos de baixa intensidade ajudam na circulação sanguínea e diminuem a dor.   

EXERCÍCIOS — Exercícios focados em mobilidade articular, força e propriocepção devem começar o quanto antes. 

Entorses 

Entorse é um estiramento e/ou ruptura de um ligamento. 

O ligamento é um tecido forte que funciona como se fosse uma corda conectando os ossos entre si. Eles participam da sustentação e estabilização das articulações.  

As articulações que mais sofrem com entorses são tornozelos e joelhos. Por exemplo, uma torção no tornozelo pode ocorrer quando o pé vira para dentro, sobrecarregando os ligamentos da parte lateral do tornozelo. 

Entorses são classificados conforme sua gravidade: 

  • Grau 1 (leve): Estiramento leve e algum dano às fibras do ligamento. 
  • Grau 2 (moderada): Ruptura parcial do ligamento. Há folga anormal (laxidão) na articulação quando ela é movida de certas maneiras. 
  • Grau 3 (grave): Ruptura completa do ligamento. Isso pode causar instabilidade significativa.  

Embora a intensidade varie, dor, hematomas, inchaço e inflamação são comuns às três categorias de entorses.

O tratamento para entorses começa com o protocolo PEACE-AND-LOVE, já explicado anteriormente nesse mesmo post, e fisioterapia.

Entorses podem precisar de um período de imobilização (por exemplo, com o uso de tornozeleiras, robofoot ou joelheiras). Já os entorses mais graves podem exigir cirurgia para reparar ou reconstruir os ligamentos rompidos. 

Estiramento 

Estiramento é uma lesão em um músculo e/ou tendão. Os tendões são cordões fibrosos de tecido que conectam os músculos aos ossos. Estiramentos frequentemente ocorrem nas costas ou na coxa (tipicamente, o músculo da parte posterior da coxa). 

Semelhante ao entorse, o estiramento pode ser classificado conforme sua gravidade/extensão, indo de uma distensão pequena a lesão completa do músculo ou tendão.  

Os sintomas de um estiramento podem incluir dor, fraqueza muscular e inchaço. 

Futebol, corrida, beach-tennis entre outros esportes colocam seus praticantes em risco de estiramento na região posterior da coxa. 

O tratamento inicial recomendado para um estiramento é muito semelhante ao tratamento de um entorse.  Nos casos mais graves o tratamento cirúrgico pode ser necessário. 

Contusões 

Contusões ocorrem por golpes diretos que esmagam partes moles profundas sem ruptura da pele. 

A maioria das contusões é leve e responde bem ao protocolo PEACE-AND-LOVE. Se os sintomas persistirem é melhor que você procure atendimento de um médico. 

Lesões Comuns por Uso Excessivo 

Tendinites e Tendinopatias 

A tendinite é uma inflamação ou irritação de um tendão ou da cobertura de um tendão (chamada de bainha). Ela é causada por uma série de pequenos estresses que repetidamente irritam o tendão. Os sintomas geralmente incluem inchaço e dor que pioram com a atividade. 

Atualmente sabemos que muitas tendinites não têm componente inflamatório relevante, parecem ser mais falhas de reparação tecidual do que uma doença inflamatória de fato. Por isso o termo tendinopatia está começando a ser mais adotado e possivelmente esteja mais correto. 

Jogadores de futebol, basquete, corredores e dançarinos estão sujeitos a problemas em vários tendões ao redor do joelho (patelar, quadricipital, isquiotibiais e gastrocnêmio). 

No tratamento das tendinopatias, além das medidas propostas pelo PEACE-AND-LOVE é importante considerar fatores biomecânicos e relacionados ao treinamento, como periodização e controle de carga de treino. 

Tendões cronicamente doentes e sem tratamento adequado são mais propensos a se romper e necessitar de tratamento cirúrgico. 

Bursite  

Bursas são pequenas bolsas semelhantes a gelatina que estão localizadas por todo o corpo, incluindo ao redor do ombro, cotovelo, quadril, joelho e calcanhar. Elas contêm uma pequena quantidade de fluido e estão posicionadas entre ossos e tecidos moles, atuando como almofadas para reduzir o atrito. 

A bursite é a inflamação de uma bursa. Estresses repetidos e uso excessivo podem fazer com que a bursa inche. Muitas vezes a bursite está associada com tendinite. 

A bursite geralmente pode ser aliviada com mudanças na atividade e medicamentos anti-inflamatórios. 

Embora a cirurgia raramente seja necessária para a bursite, se a bursa ficar infectada, pode ser necessária uma cirurgia para drenar a bursa ou removê-la por inteiro.  

Prevenção 

As lesões geralmente ocorrem quando as pessoas aumentam subitamente a carga de treino (duração, intensidade ou frequência de suas atividades). Muitas lesões podem ser prevenidas por meio de um condicionamento e treinamento adequados. Outras dicas de prevenção incluem: 

  • Use equipamento de proteção adequado 
  • Use vestimentas compatíveis com a atividade que vai realizar. 
  • Tenha um programa de treinamento bem desenhado e que trabalhe todas as valências físicas necessárias para o seu esporte 
  • Adicione atividades e novos exercícios com cautela 
  • Faça aquecimento 
  • Mantenha-se hidratado e se fizer atividades muito prolongadas ou extenuantes lembre-se de repor eletrólitos 
  • Ingira alimentos que sejam fonte de energia para os exercícios 
  • O descanso deve ser sagrado e tão importante quanto a sessão de treinamento. 
  •  Aprenda a ouvir seu corpo. Fadiga e dor são boas razões para não fazer exercício ou pular uma sessão de treinamento. (O discurso da superação diária é ótimo para as redes sociais apenas) 
  • Mantenha uma rotina de vida que te permita ser regular e constante no treinamento 

Se você está com alguma lesão, eu posso te ajudar. Agende a sua Consulta.

Sou ortopedista especialista em cirurgia de Joelho pela USP.

Há 10 anos ajudo meus pacientes a recuperar a função de seus joelhos e retomar a qualidade de vida.

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Contusão Muscular

Contusão Muscular

Contusão Muscular 2560 1711 Iberê Datti

Praticantes de esportes de contato estão sujeitos a sofrer uma contusão muscular. Contusões musculares são a segunda causa mais comum de lesão esportiva, perdendo apenas para as distensões. 

A maioria das contusões é leve e se cura rapidamente, sem afastar o atleta do jogo. No entanto, contusões graves podem causar lesões sérias e complicações que afastam um atleta por meses. 

Causa da Contusão Muscular

As contusões ocorrem por um golpe direto ou golpes repetidos sobre uma parte do corpo, esmagando as fibras musculares e o tecido conjuntivo. Uma contusão pode ser resultado de uma queda ou do impacto contra uma superfície dura. 

Sintomas 

As contusões causam inchaço, dor e podem limitar a amplitude de movimento das articulações próximas à lesão. A ruptura dos vasos sanguíneos gera um hematoma que pode ser visível. O músculo lesionado pode ficar fraco e rígido. 

Em traumas de alta energia ou muito graves, além da lesão muscular, você pode ter um osso quebrado, luxação (articulação deslocada) ou outras lesões. 

Avaliação Médica e Exames de Imagem 

O diagnóstico correto, avaliação de lesões associadas, definição da extensão da contusão e plano de tratamento dependem de uma avaliação médica e muitas vezes um exame de imagem complementar, radiografia, ultrassonografia ou ressonância magnética, pode ser necessário. 

Tratamento 

A maioria das distensões musculares pode ser tratada com o protocolo PEACE-AND-LOVE, que será explicado a seguir.  

Nas primeiras 48 a 72 horas após o evento, você deve seguir o PEACE  

  • PROTEÇÃO — Evite novos traumas. Se necessário, use imobilizadores e muletas. Mas tente não ficar totalmente parado.  
  • ELEVAÇÃO — Mantenha o membro acometido elevado, acima da altura do coração.  
  • AVOID/EVITAR ANTI-INFLAMATÓRIOS — Evite anti-inflamatórios. Mas não é uma proibição, eles podem ser necessários para controlar dor.  
  • COMPRESSÃO — Faça uma leve compressão com faixa ou meia de compressão elástica.  
  • EDUCAÇÃO — Informe-se sobre a sua lesão, estratégias de tratamento, tempo de recuperação e participe ativamente do tratamento e das decisões.  

Após esse período inicial a abordagem deve evoluir para LOVE  

  • LOAD/CARGA — Inicie exposição gradativa de cargas a região lesionada. O desconforto/dor é um bom parâmetro para saber o seu limite.  
  • OTIMISMO — Não deixe de ser realista quanto ao seu problema, mas mantenha uma visão otimista quanto aos resultados do tratamento.  
  • VASCULARIZAÇÃO — Exercícios aeróbicos de baixa intensidade ajudam na circulação sanguínea e diminuem a dor.  
  • EXERCÍCIOS — Exercícios focados em mobilidade articular, força e propriocepção devem começar o quanto antes. 

Reabilitação 

A reabilitação deve começar o quanto antes, com alongamentos e exercícios orientados pelo médico e fisioterapeuta. Lembre-se de ser cauteloso no retorno ao esporte 

Dependendo da extensão da lesão, o retorno à atividade esportiva normal pode levar várias semanas ou até mesmo meses.  

Na primeira fase da reabilitação, você deve fazer exercícios suaves de alongamento que começam a restaurar a amplitude de movimento na área lesionada. 

Quando sua amplitude de movimento melhorar, incorporam-se exercícios resistidos 

Retorno ao Esporte 

Idealmente o retorno ao esporte só deve ocorrer após ausência de dor, amplitude de movimento completa das articulações próximas e recuperação da força muscular aos níveis de antes da lesão. 

Complicações 

Uma complicação que pode ocorrer após uma contusão muscular é a miosite ossificante. 

Miosite Ossificante 

Esta é uma condição em que os ossos se formam no músculo lesionado. 

Os sintomas incluem dor persistente e inchaço no local da lesão. A formação anormal de osso também pode reduzir sua flexibilidade. Exercícios de alongamento vigorosos podem piorar a condição. 

Muitas vezes o tratamento conservador vai resolver esse problema, mas em alguns casos pode ser necessária uma cirurgia para retirar esses osso que cresceu dentro dos músculos. 

Distensão Muscular

Distensão Muscular

Distensão Muscular 2560 1707 Iberê Datti

A distensão muscular (estiramento ou ruptura muscular) é uma lesão comum, especialmente entre pessoas que praticam esportes. 

A coxa possui três grandes grupos musculares: 

  • Os músculos isquiotibiais na parte de trás da coxa 
  • Os músculos quadríceps na parte da frente da coxa 
  • Os músculos adutores na parte interna da coxa 

Os músculos quadríceps e isquiotibiais trabalham juntos para estender e flexionar (dobrar) a perna. Os músculos adutores fecham as pernas. 

As distensões musculares geralmente ocorrem na região da transição miotendínea quando um músculo é esticado além de seu limite, rasgando suas fibras musculares. Mas trauma direto sobre o músculo também pode causar uma lesão semelhante. As distensões musculares podem ser bastante dolorosas e incapacitantes. 

Uma vez que ocorre uma distensão muscular, o músculo fica vulnerável a reincidências dessa lesão. É importante permitir que o músculo cicatrize completamente e seguir as orientações médicas e do fisioterapeuta para o retorno seguro ao esporte. 

Sintomas da Distensão Muscular

O paciente com distensão muscular na coxa muitas vezes relata uma sensação de estalo ou rasgo à medida que o músculo se rompe. A dor é súbita e pode ser muita intensa. A área próxima a lesão pode ficar dolorida ao toque e com hematomas visíveis. O inchaço e as áreas de equimose (“roxo”) muitas vezes se estendem abaixo da coxa, podendo ir até a altura do tornozelo. Isso pode ocorrer até alguns dias após a lesão. 

Exames de Imagem 

A anamnese e o exame físico costumam ser suficientes para fazer o diagnóstico da distensão muscular. Mas exames complementares como ultrassonografia e ressonância magnética podem ser úteis para avaliar a extensão dessa lesão. 

distensão muscular

Gravidade da Lesão 

As distensões musculares são classificadas de acordo com sua gravidade. Uma distensão de grau 1 é leve e geralmente se cura prontamente, enquanto uma distensão de grau 3 é uma ruptura grave do músculo que pode levar meses para cicatrizar. 

Tratamento 

A maioria das distensões musculares pode ser tratada com o protocolo PEACE-AND-LOVE, que será explicado a seguir.  

Nas primeiras 48 a 72 horas após o evento, você deve seguir o PEACE  

  • PROTEÇÃO — Evite novos traumas. Se necessário, use imobilizadores e muletas. Mas tente não ficar totalmente parado.  
  • ELEVAÇÃO — Mantenha o membro acometido elevado, acima da altura do coração.  
  • AVOID/EVITAR ANTI-INFLAMATÓRIOS — Evite anti-inflamatórios. Mas não é uma proibição, eles podem ser necessários para controlar dor.  
  • COMPRESSÃO — Faça uma leve compressão com faixa ou meia de compressão elástica.  
  • EDUCAÇÃO — Informe-se sobre a sua lesão, estratégias de tratamento, tempo de recuperação e participe ativamente do tratamento e das decisões.  

Após esse período inicial a abordagem deve evoluir para LOVE  

  • LOAD/CARGA — Inicie exposição gradativa de cargas a região lesionada. O desconforto/dor é um bom parâmetro para saber o seu limite.  
  • OTIMISMO — Não deixe de ser realista quanto ao seu problema, mas mantenha uma visão otimista quanto aos resultados do tratamento.  
  • VASCULARIZAÇÃO — Exercícios aeróbicos de baixa intensidade ajudam na circulação sanguínea e diminuem a dor.  
  • EXERCÍCIOS — Exercícios focados em mobilidade articular, força e propriocepção devem começar o quanto antes. 

Retorno ao Esporte 

O músculo deve ter recuperado totalmente a força e estar sem dor antes de retornar aos esportes. Isso ajudará a prevenir outras lesões. 

Fatores de Risco  

Vários fatores podem predispor você a distensões musculares, incluindo: 

  • Desequilíbrio muscular. Como os músculos quadríceps e isquiotibiais trabalham juntos, se houver um desbalanço de força importante entre esses músculos as chances de lesão aumentam . 
  • Condição física inadequada. Músculos mal preparados são menos capazes de lidar com o estresse do exercício e terão maior probabilidade de se lesionar. 
  • Fadiga muscular. A fadiga reduz a capacidade de absorção de energia do músculo, tornando-o mais suscetível a lesões. 

Precauções 

Você pode adotar as seguintes medidas para ajudar a prevenir distensões musculares: 

  • Tenha um controle adequado da sua carga de treino e siga a periodização proposta 
  • Mantenha uma rotina de exercícios de fortalecimento muscular 
  • Faça aquecimento 
  • Preste atenção aos sinais de fadiga do seu corpo 
  • Não treine se tiver dor 
  • Siga as recomendações do seu médico e fisioterapeuta para retornar ao esporte após uma lesão 

Cãibras

Cãibras

Cãibras 1438 1570 Iberê Datti

Cãibra é uma contração muscular involuntária seguida por uma incapacidade do músculo relaxar. Se você já teve uma cãibra, provavelmente ainda se lembra da dor intensa e súbita sentida durante o espasmo muscular. 

As cãibras podem afetar qualquer músculo estriado, ou seja, músculos que você consegue contrair ou relaxar voluntariamente, como os músculos da panturrilha. Elas podem acometer um músculo parcial ou totalmente. 

Os músculos mais comumente afetados são: 

  • Parte posterior da perna (panturrilha) 
  • Parte de trás da coxa (isquiotibiais) 
  • Parte da frente da coxa (quadríceps) 
  • Pés 
  • Mãos 

Causa das Cãibras

Embora a causa exata das cãibras seja desconhecida, acredita-se que o alongamento inadequado e a fadiga muscular levam a alterações nos mecanismos que controlam a contração e o relaxamento muscular. 

Outros fatores também podem estar envolvidos, incluindo: 

  • Falta de condicionamento físico 
  • Calor intenso 
  • Desidratação 
  • Desbalanço hidroeletrolítico (falta de reposição de sais minerais durante atividades muito prolongadas) 
  • Encurtamento muscular 
  • Fadiga Muscular 

Fatores de Risco 

Algumas pessoas são predispostas a cãibras musculares e as têm regularmente com qualquer esforço físico. 

São considerados fatores de risco para cãibras musculares: 

  • Estar doente  
  • Excesso de pes 
  • Exercício físico extenuante  
  • Uso de medicamentos, como pseudoefedrina (descongestionante nasal), diuréticos (usados para tratar pressão alta) e estatinas (usadas para tratar o colesterol alto) 

As cãibras musculares são muito comuns entre atletas de endurance, como maratonistas e triatletas, e pessoas mais velhas que praticam atividades físicas intensas. 

Os atletas têm maior probabilidade de ter cãibras na pré-temporada, quando o corpo não está condicionado o suficiente para o nível de demanda física e, portanto, mais sujeito à fadiga. As cãibras geralmente se desenvolvem no final de exercícios intensos ou prolongados, ou 4 a 6 horas depois. 

As pessoas mais velhas são mais suscetíveis a cãibras musculares devido à perda normal de músculo (atrofia) que começa por volta dos 40 anos e acelera com a inatividade. 

À medida que você envelhece, seus músculos não podem trabalhar tão duro ou tão rapidamente como costumavam. O corpo também perde parte da sua capacidade de sentir sede e de perceber e responder a mudanças de temperatura. 

Sintomas 

As cãibras musculares variam de intensidade, desde uma leve contração (espasmo) até uma dor agonizante. Um músculo com cãibra pode parecer duro ao toque e/ou aparecer visivelmente distorcido ou se contrair sob a pele. Uma cãibra pode durar alguns segundos a 15 minutos ou mais. Pode recorrer várias vezes antes de desaparecer. 

Tratamento 

As cãibras geralmente desaparecem por conta própria sem a necessidade de consultar um médico

  • Pare de fazer qualquer atividade que tenha desencadeado a cãibra 
  • Alongue e massageie suavemente o músculo com cãibra, mantendo-o em uma posição esticada até que a cãibra pare 
  • Aplique calor aos músculos tensos, ou frio aos músculos doloridos 
  • Hidrate-se e reponha eletrólitos conforme necessário 
  • Bebidas esportivas com baixo teor de açúcar, leite desnatado ou alimentos ricos em eletrólitos como iogurte, bananas, lentilhas e espinafre podem ajudar a repor os eletrólitos perdidos.  

Prevenção 

Para evitar futuras cãibras, melhore seu condicionamento físico. Faça exercícios regulares de flexibilidade antes e depois do treino para alongar grupos musculares mais propensos a cãibras. 

Lembre-se de fazer um aquecimento adequado a atividade física que será desempenhada e não negligencie os treinos de alongamento e mobilidade articular 

Cuidados e Quando Procurar Por Um Médico 

Embora a grande maioria das cãibras musculares seja inofensiva, às vezes elas podem ser um sinal de uma condição de saúde mais séria, como: 

  • Irritação ou compressão nervosa espinhal (radiculopatia) 
  • Endurecimento das artérias (aterosclerose) 
  • Estreitamento do canal espinhal (estenose do canal medular) 
  • Doença da tireoide 
  • Cirrose hepática Doença de Lou Gehrig (esclerose lateral amiotrófica, ou ELA) 

Consulte um médico se suas cãibras: 

  • São graves 
  • Acontecem com frequência 
  • Respondem mal aos tratamentos simples mencionados acima 
  • Não estão relacionadas a causas óbvias, como exercícios extenuantes ou desidratação 

Pois essas situações podem indicar problemas de circulação, nervos, metabolismo, hormônios, medicamentos ou nutrição. 

atletas adolescentes

Lesões Esportivas em Adolescentes 

Lesões Esportivas em Adolescentes  2560 1710 Iberê Datti

Todo ano milhões de adolescentes praticam esportes. Uma lesão nessa população pode ser decepcionante para o adolescente, seus familiares e técnicos. A pressão desempenho pode colocar o adolescente em um risco de lesão ainda maior. Algumas lesões esportivas podem precisar de tratamento cirúrgico imediato, mais tarde durante a vida adulta ou favorecer o surgimento da osteoartrite futuramente. 

Quando ocorre uma lesão é importante procurar tratamento rapidamente para garantir a melhor recuperação possível. Atletas, técnicos e responsáveis devem ser cuidadosos quando o assunto é retorno ao jogo. 

O Atleta Adolescente  

atletas adolescentes

Atletas adolescentes sofrem lesões com a mesma frequência que adultos, mas as lesões que os afetam são diferentes. Principalmente porque eles ainda estão em fase de crescimento e não atingiram a completa maturidade musculoesquelética. 

Como regra os ossos crescem mais rápido do que os músculos e tendões. Esse padrão de crescimento torna os atletas mais jovens mais suscetíveis a lesões musculares, de tendões e de placas de crescimento. 

Tipos de Lesões Esportivas em Adolescentes 

As lesões esportivas em adolescente podem ser enquadradas em duas categorias principais

  • Lesões por “overuse” (uso excessivo)
  • Lesões traumática aguda

Ambas incluem lesões nos tecidos moles (músculos e ligamentos) e ossos. 

Lesões Traumática Agudas 

 Lesões traumática agudas são causadas por um trauma súbito, como colisão entre jogadores.Elas incluem contusões (hematomas), entorses (ruptura parcial ou completa de um ligamento), distensões (ruptura parcial ou completa de um músculo ou tendão), fraturas (ossos quebrados) e concussões. 

Torções

Um trauma torcional no pé ou tornozelo é uma causa comum de fraturas no tornozelo, bem como lesões nos ligamentos dos joelhos.  

Lesões por “Overuse” (Uso Excessivo) 

Nem todas as lesões são causadas por um trauma isolado. Lesões por “overuse” ( uso excessivo) ocorrem gradualmente ao longo do tempo. Quando um movimento é repetido tantas vezes que algumas estruturas do corpo utilizadas na execução do movimento não têm tempo adequado para recuperação. 

Lesões por uso excessivo podem afetar músculos, ligamentos, tendões, ossos e placas de crescimento. Por exemplo:  A raquetada do tênis pode estar associado a lesões no cotovelo. A natação muitas vezes está associada a lesões no ombro. Na ginástica artística e no Crossfit são comuns lesões no pulso. Entre corredores são comuns as fraturas por stress. 

Fratura por estresse 

 Uma fratura por estresse é uma lesão por uso excessivo comum em jovens atletas. 

Lesões Catastróficas no Atleta Adolescente 

Muitos esportes, especialmente os esportes de contato, têm perigos inerentes que colocam atletas em risco aumentado de lesões graves. Mesmo com treinamento rigoroso e equipamentos de segurança adequados, as crianças estão em risco de lesões graves na cabeça e no pescoço com danos ao cérebro ou à medula espinhal. 

Lesões catastróficas foram relatadas em vários esportes, incluindo futebol americano, rugby, lutas e artes marciais, futebol, salto com vara, saltos ornamentais, esqui, snowboard e ginástica artística. É importante que os atletas e seus responsáveis estejam cientes dos riscos e regulamentos criados para evitar lesões catastróficas. 

Concussão 

Concussões são lesões cerebrais traumáticas mais leves, porém significativas no longo prazo quando frequentes. Elas são causadas por um golpe na cabeça ou no corpo que faz o cérebro se mover rapidamente para frente e para trás dentro do crânio. 

Embora alguns esportes tenham maior incidência de concussão – como futebol (durante o cabeceio) ou boxe- as concussões podem ocorrer em qualquer esporte ou atividade recreativa. 

Adolescentes com concussões precisam ser avaliados e liberados por um profissional de saúde treinado para essas situações antes de retornarem aos esportes.

Lesões nas Placas de Crescimento 

As placas de crescimento são áreas de tecido cartilaginoso que permitem o crescimento dos ossos longos. Ao término da fase de crescimento e desenvolvimento musculoesquelético as placas de crescimento se ossificam 

Como as placas de crescimento são a última parte dos ossos a ossificar estão mais vulneráveis a fraturas. Elas regulam e ajudam a determinar o comprimento e a forma do osso adulto; portanto, lesões nelas podem resultar em distúrbios no crescimento ósseo e deformidade óssea. 

As lesões nas placas de crescimento ocorrem com mais frequência em esportes de contato como futebol ou basquete e em esportes de alto impacto como ginástica artística. 

Atenção Médica Imediata 

Frente a possibilidade de uma lesão, seja ela traumática aguda ou por “overuse”, o adolescente deve passar por uma avaliação criteriosa feita por um médico. Lesões não tratadas podem levar a complicações e sequelas. 

Atletas muitas vezes minimizam seus sintomas para continuar jogando. Os pais, responsáveis e técnicos dos adolescentes devem estar cientes dos sinais mais comuns de lesão, como dor durante a atividade, alteração do gesto esportivo, piora de desempenho esportivo, dor noturna e diminuição do interesse ou capacidade de treinar. 

Diagnóstico 

Além da anamnese e exame físico minuciosos, exames de imagem, como raio-X, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM), podem ser solicitados para complementar a investigação

Tratamento  

O tratamento dependerá da gravidade da lesão e pode incluir uma combinação de repouso ou modificação da atividade, fisioterapia, exercícios de fortalecimento e imobilização. Lesões mais graves podem requerer cirurgia. 

Retorno ao Esporte 

A lesão deve estar completamente curada antes do retorno à atividade esportiva. 

No caso de um problema articular, não deve haver dor ou inchaço, a amplitude de movimento precisa ser completa e a força normal. No caso de concussão, o jogador não deve apresentar sintomas em repouso e deve ser liberado por um médico treinado.

É importante que atletas, pais e técnicos entendam que, dependendo do tipo de lesão e tratamento necessário, o adolescente pode não ser capaz de retornar ao esporte deseja no mesmo nível de desempenho anterior – não importa o tratamento empregado ou o quanto de esforço seja dedicado à reabilitação. 

Prevenção 

Muitas lesões esportivas podem ser prevenidas por meio de preparo adequado, treinamento e equipamentos de proteção, associados a descanso e dieta saudável. 

Treinamentos específicos para cada esporte podem ajudar a prevenir lesões.

As lesões muitas vezes ocorrem quando os atletas aumentam repentinamente a carga de treino (duração, intensidade ou frequência das sessões de treinamento). No início da temporada as cargas de treino devem aumentar gradualmente até que o atleta esteja melhor preparado fisicamente. 

Um bom gesto esportivo também é fundamental para prevenir lesões.

Equipamentos de proteção e material correto ao esporte a ser praticado são essenciais. Além disso, lesões podem ser evitadas quando os atletas entendem e seguem as regras do jogo e demonstram bom espírito esportivo. 

Dicas específicas para prevenir lesões por “overuse” 

  • Limite o número de esporte diferentes praticados 
  • Atente-se a periodização do treinamento esportivo 

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canelite

Canelite 

Canelite  260 194 Iberê Datti

Canelite

canelite
Apesar da dor na perna poder ser em outros lugaresm essa localização anteromedial é a mais comum na canelite.

Canelite é uma condição comum em praticantes de atividades que envolvam corrida.  

Pode acometer tanto a parte de dentro (medial) da perna, quanto a parte de fora (lateral) da perna, por ação dos músculos que se inserem na tíbia, principalmente tibial anterior, tibial posterior e solear. 

O seu principal diagnóstico diferencial é a fratura por stress, por isso precisamos ter cuidado com essa lesão, mas outras condições também podem causar dor na perna. 

Além da anamnese e do exame físico, a Ressonância Magnética ajuda a definir o diagnóstico. 

O tratamento depende de analgesia, anti-inflamatórios, ajuste da carga de treino, correção da técnica/biomecânica e fortalecimento dos músculos da perna. 

Se for necessário parar de correr temporariamente outras atividades com menor impacto, como “deep-running”, elíptico e bicicleta, podem ser úteis para manutenção da capacidade cardiovascular. 

Sou ortopedista especialista em cirurgia de Joelho pela USP.

Há 10 anos ajudo meus pacientes a recuperar a função de seus joelhos e retomar a qualidade de vida.

Sei que também posso te ajudar.

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Tríade da Mulher Atleta

Tríade da Mulher Atleta 

Tríade da Mulher Atleta  660 300 Iberê Datti

OBS: A tríade da mulher atleta é um conceito ultrapassado. Atualmente esse conjunto de condições faz parte de um conceito mais amplo, a Relative Energy Deficiency in Sport (RED-S) Syndrome, que acomete tanto homens quanto mulheres e teve os sinais e sintomas ampliados. Esse post está aqui, pois trata-se de um conceito amplamente difundido e ainda empregado por muitos profissionais. Fique ligado, que em breve vai ter um post só sobre o RED-S. 

A Tríade da Mulher Atleta

Atividade física é saudável para mulheres de todas as idades. Mas é preciso ter cuidado com a Tríade da Mulher Atleta. 

Ocasionalmente, uma mulher buscando ficar mais magra pode comer muito pouco ou se exercitar em excesso. Isso pode ser prejudicial no longo prazo. Pode prejudicar o desempenho esportivo, alterar o humor ou predispor a outras doenças. 

Muitas vezes é preciso orientar a paciente que interrompa a dieta e a rotina de atividades físicas para resolver o problema. 

A tríade da mulher atleta é uma condição é uma associação de três condições que podem ser encontradas em mulheres que combinam dietas restritivas com excesso de exercício. 

As três condições são: 

  • Distúrbios alimentares com déficit calórico 
  • Disfunção menstrual: nutrição inadequada, baixa ingestão calórica, altas demandas de energia, estresse físico e emocional, ou baixa porcentagem de gordura corporal podem levar a mudanças hormonais que resultam em menstruações irregulares ou na interrupção completa dos períodos menstruais (amenorreia). 
  • Baixa densidade mineral óssea: a falta de menstruação interrompe os processos de formação óssea, tornando os ossos mais propensos a quebrar. Nos casos mais graves, essas mulheres podem desenvolver osteoporose. 
Tríade da Mulher Atleta
Mulheres que tentam atingir um baixo peso corporal, por motivos estéticos ou de necessidade esportiva, estão em risco de desenvolver um ou mais componentes da tríade da mulher atleta. 

Mulheres em Risco 

Mulheres praticantes de qualquer esporte podem desenvolver um ou mais componentes da tríade. Aquelas em maior risco são as que praticam esportes que demandam baixo peso (como ballet, patinação artística, lutas) ou desempenho físico (como corrida de longa distância, triatlhon ou remo). 

As tendências da moda e a publicidade frequentemente incentivam as mulheres a tentar alcançar níveis de peso pouco saudáveis. Algumas mulheres com baixa autoestima ou outras questões psicológicas podem focar na perda de peso porque acham que estão mais pesadas do que realmente estão. Outras são pressionadas a perder peso por técnicos esportivos ou po rum ambiente que valorize em demasia a magreza, como no caso das modelos e mulheres envolvidas no mundo da moda. 

As mulheres praticantes de atividade física devem considerar estas perguntas: 

  • Você está insatisfeita com seu corpo? 
  • Você se esforça para ser magra? 
  • Você se concentra continuamente em seu peso? 

Se a resposta a qualquer uma dessas perguntas for sim, você pode estar em risco de desenvolver distúrbios alimentares, o que pode levar a disfunção menstrual e osteoporose precoce. 

Distúrbios Alimentares 

Embora muitas vezes não percebam ou admitam que estão doentes, as pessoas com distúrbios alimentares têm alterações sérias e complexas no comportamento alimentar.  

Os distúrbios alimentares podem se manifestar de várias formas, os padrões mais conhecidos são a anorexia (restrição calórica excessiva associada a distúrbio da imagem corportal) e bulimia (compulsão alimentar seguida por culpa e vômitos induzidos). 

Mas a anorexia e a bulimia não são as únicas formas de distúrbio alimentar presente. Padrões de “binge”, seletividade excessivam uso de medicações, suplementos, dietas malucas e toda uma gama de relações não saudáveis com a comida e com o ato do comer fazem parte dos distúrbios alimentares e podem estar associadas a tríade da mulher atleta.  

Muitas vezes esses distúrbios alimentares estão associados a uma prática exagerada de atividade física sem planejamento das sessões de treinamento e sem controle adequado da carga de treino. 

As mulheres têm maior probabilidade do que os homens de ter distúrbios alimentares. A doença pode causar muitos problemas, incluindo desidratação, fadiga e fraqueza muscular, batimento cardíaco irregular, danos nos rins e outras condições graves. Não consumir cálcio suficiente e desequilíbrios hormonais, secundários a disfunção menstrual, podem causar perda. 

É muito prejudicial perder osso quando você é criança, adolescente ou adulto jovem porque é nessa fase que o corpo constrói a reserva de massa óssea para a velhice. Por isso uma dieta equilibrada é muito importante nas primieras décadas de nossa vida.  

Uma dieta equilibrada, contendo quantidades adequadas de cálcio e vitamina D é muito importante nas primeiras décadas de vida, quando estamos criando nossa reserva de massa óssea para a velhice. 

Disfunção Menstrual 

Ciclos irregulares ou ausentes por mais de 3 meses seguidos pode ser motivo de preocupação. 

Durante o ciclo menstrual normal o corpo produz estrogênio, um hormônio que ajuda a manter os ossos fortes. Sem um ciclo menstrual normal, o nível de estrogênio pode ser reduzido, causando prejuízo a massa óssea (osteoporose prematura). 

Se isso acontecer nas primeiras décadas de vida, pode se tornar um problema sério mais tarde na vida, quando o processo natural de perda da massa óssea começa naturalmente após a menopausa.  

Osteoporose Prematura (Baixa Densidade Óssea para a Idade) 

A massa mineral óssea diminui, tornando seus ossos frágeis e mais susceptíveis a fraturas. 

Avaliação Médica 

Reconhecer a tríade da atleta feminina é o primeiro passo para tratá-la. Consulte o médico imediatamente se o seu ciclo menstrual estiver irregular, sofrer uma fratura por estresse ou estiver em risco para distúrbios alimentares. 

Forneça ao médico seu histórico médico completo, incluindo: 

  • Sua carga de atividade física e hábitos alimentares 
  • Com que idade teve a primeira menstruação (menarca) e se seus ciclos menstruais são regulares
  • Antecedentes ginecológicos e obstétricos 
  • Se já teve fraturas por estresse ou outras lesões musculoesqueléticas 
  • Perda ou ganho de peso. 
  • Uso de medicamentos, fórmulas, suplementos 
  • Histórico de problemas de saúde e doenças
  • Histórico de doenças dos seus familiares (como doença da tireoide, osteoporose). 
  • Hábitos de vida, rotina de trabalho, uso de substâncias 

O exame físico completo também deve ser realizado e exanes laboratoriais para verificar a gravidez, doenças da tireoide e outras condições médicas podem ser necessários. Em alguns casos, a densitometria óssea para avaliação de densidade mineral óssea será recomendada. 

Abordagem multidisciplinar

Idealmente, pacientes com a tríade da mulher atleta necessitam de abordagem terapêutica multidisplinar, envolvendo médicos, nutricionista, psicólogo e educador físico. 

Tratamento da Tríade da Mulher Atleta

O tratamento inicial da tríade da mulher atleta consiste em melhorar a parte nutricional, aumentando o aporte calórico e a ingestão de cálcio, vitaminas e proteína. Diminuir a carga de treinos e aumentar os períodos de descanso. Alterações na rotina e estratégias psicológicas para enfrentamento de situações estressantes. 

Se você acha que está passando por essa situação ou conhece alguém que esteja, eu posso ajudar. Agende uma consulta.

Sou ortopedista especialista em cirurgia de Joelho pela USP.

Há 10 anos ajudo meus pacientes a recuperar a função de seus joelhos e retomar a qualidade de vida.

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