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RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR (LCA)

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR (LCA) 150 150 Iberê Datti

O ligamento cruzado anterior (LCA) é um dos principais estabilizadores do joelho. A lesão desse ligamento é uma das lesões esportivas de tratamento cirúrgico mais comuns, particularmente em esportes de contato ou que exijam movimentos rotacionais. Infelizmente as lesões de LCA não cicatrizam adequadamente levando a quadros de instabilidade no joelho. A cirurgia de reconstrução do LCA tenta estabilizar o joelho colocando um enxerto no lugar do ligamento lesado, esse enxerto geralmente é retirado dos músculos isquiotibiais, do tendão patelar ou tendão quadricipital do paciente.

Como é a cirurgia do LCA?

A cirurgia consiste na reconstrução do LCA por artroscopia, com a substituição do ligamento lesado por um enxerto. Esse enxerto geralmente é retirado de algum tendão do próprio paciente (isquiotibiais, patelar ou quadricipital). A escolha do melhor enxerto para o seu caso deve ser avaliada com o seu médico.

Como é a reabilitação? Em quanto tempo posso voltar as atividades esportivas normalmente?

A reabilitação pós-operatória é um processo que depende da interação entre o ortopedista e o fisioterapeuta, leva em consideração lesões associadas e características do paciente. Mas como regra geral nas lesões de LCA isoladas no pós-operatório precoce a mobilização do joelho é livre, é possível andar com uso de muletas e brace, e exercício isométricos podem ser iniciados. Com cerca de um mês bicicleta ergométrica e alguns exercícios (exercícios de cadeia cinética fechada) são permitidos. Próximo aos 3 meses iniciam-se os exercícios de cadeia cinética aberta e exercícios na esteira. Com mais ou menos 6 meses os trabalhos específicos e atividades sem contato começam. Treinos de força, hipertrofia e propriocepção são mantidos até 10-12 meses de pós-operatório, período em que geralmente é possível retornar as atividades esportivas.

Em quanto tempo posso dirigir após a cirurgia?

Depende do lado da cirurgia e se o carro é automático. Pacientes com cirurgia no joelho esquerdo podem dirigir carros automáticos logo que se sentirem confortáveis. Já cirurgias no joelho direito ou para dirigir carros manuais é recomendado esperar de 6 a 8 semanas para voltar a dirigir.

Em quanto tempo posso voltar a trabalhar depois da cirurgia?

Depende da sua profissão, habitualmente em 3 semanas já é possível retornar aos trabalhos em escritório. Se sua profissão exige longas caminhadas ou esforço físico esse tempo pode aumentar.

Quais os riscos de fazer uma cirurgia de reconstrução de LCA?

Felizmente a cirurgia de reconstrução de LCA apresenta muito baixo risco e a imensa maioria dos pacientes fica satisfeita. Mas algumas complicações ou eventos adversos podem ocorrer: rigidez articular, lesão de pequenos vasos e nervos ao redor do joelho (é comum ter uma área de adormecimento na parte anterior do joelho, essa sensação tende a melhorar com o tempo e não causa impacto funcional); rotura do LCA reconstruído (em até 5% dos pacientes, pode-se revisar a cirurgia), distrofia simpático reflexa (condição extremamente rara), infecção, trombose e outros riscos inerentes a cirurgia e qualquer procedimento cirúrgico, como alergia a medicação, complicações anestésicas, etc.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR (LCA) 

 A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma das lesões ligamentares do joelho mais comuns em praticantes de atividade física. Essa lesão pode ser bastante limitante para a funcionalidade do paciente e precisar de tratamento cirúrgico para permitir uma vida normal. 

Anatomia 

O joelho é formado por 3 ossos: o fêmur, a tíbia e a patela. 

Esses ossos são conectados entre si por meio dos ligamentos, que funcionam como cordas que mantém seu joelho estável. 

Os principais ligamentos do joelho são os ligamentos cruzados anterior e posterior e os ligamentos colaterais lateral e medial. 

Ligamentos Colaterais 

Os ligamentos colaterais ficam dos lados de dentro e de fora do joelho e evitam que a perna desvie para o lado 

Ligamentos Cruzados 

Os ligamentos cruzados ficam dentro do joelho, formando um “X” entre eles. Eles são responsáveis por evitar que a tíbia deslize muito para frente ou muito para trás e também conferem estabilidade rotacional ao joelho 

Lesões Associadas 

Cerca de 50% das lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) estão associadas a lesões de outras estruturas do joelho, como cartilagem, meniscos e outros ligamentos. 

Por isso o exame físico detalhado e avaliação minuciosa dos exames de imagem é importante para planejar o tratamento. 

Descrição 

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma das lesões ligamentares mais comuns do joelho. A incidência dessa lesão é maior em praticante de esportes de alto risco, que envolvem movimentos rotacionais de mudança de direção, como futebo, basquete, esqui. 

Cerca de 50% das lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) estão associadas a outras lesões no joelho, menisco, cartilagem ou outros ligamentos. Por isso, avaliação clínica e radiológica minuciosas são importantes para oferecer o tratamento correto para cada paciente. 

Causa 

A maioria das lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) ocorre por mecanismos sem contato, “o joelho torce sozinho”durante um movimento comum, geralmente com mudança de direção ou movimento rotacional. A minoria das lesões do ligamento cruzado anterior ocorre por mecanismo de trauma direto. 

Vários estudos já mostraram que pessoas do sexo feminino têm maior incidência de lesão do ligamento cruzado anterior (LCA). Diversas causas podem estar envolvidas nessa predisposição para lesão em pessoas do sexo feminino: alterações hormonais e anatômicas, frouxidão ligamentar, condicionamento físico, força muscular, controle motor 

Avaliação Médica 

Logo depois da lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) o joelho fica inchado, doendo e com sensação de instabilidade. Em pouco tempo, devido ao derrame articular a mobilidade da articulação fica diminuída e é desconforto para caminhar. 

O melhor momento para avaliar o paciente com a lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) é imediatamente após a lesão. Algumas horas após, o derrame articular, dor e mecanismos de proteção do paciente dificultam a realização das manobras do exame físico. Às vezes pode demorar semanas para que seja possível examinar bem o joelho novamente. 

Exames de Imagem 

Radiografias do joelho e panorâmica do membro inferior ajudam a diagnosticas fraturas e o eixo da perna. 

Já a ressonância magnética além de confirmar a lesão do ligamento cruzado anteiror (LCA) também permite a avaliação de outras estruturas, menisco, cartilagem, outros ligamentos, que podem estar lesadas também. 

História Natural Após a Lesão 

A evolução após a lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) não é igual para todos os pacientes. Depende da demanda funcional do paciente, das lesões associadas e da instabilidade do joelho. 

Lesões parciais do ligamento cruzado anterior (LCA), sem instabilidade e sem lesões associadas, costumam evoluir bem com o tratamento conservador (não-cirúrgico), e em cerca de 4 meses é possível voltar às atividades esportivas sem restrições. 

As lesões completas do ligamento cruzado anterior (LCA) têm o prognóstico menos favorável. Ainda assim, até cerca de 20% dos pacientes consegue retornar normalmente as atividades esportivas sem tratamento cirúrgico. Outra parcela consegue retornar atividades esportivas com restrições (evitando movimentos de rotação, deslocamento lateral e esportes de contato). E alguns sentem instabilidade no joelho mesmo para atividades cotidianas, como caminhar. 

Até hoje não existe evidência de que reconstruir o ligamento cruzado anterior (LCA) lesado evita artrose no longo prazo. Mas sabe-se que quando não se reconstrói esse ligamento com o passar do tempo aumenta a incidência de lesão meniscal e de cartilagem no joelho. 

Além disso, uma possível complicação tardia da lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) não tratada é o varo progressivo de joelho (duplo-varo e triplo-varo). Até o momento não existe forma de definir quais pacientes irão ou não evoluir para duplo-varo ou triplo-varo sem o tratamento cirúrgico. 

Tratamento 

Tratamento Conservador (Não-Cirúrgico) 

O tratamento conservador da lesão do ligamento cruzado anterior (LCA)pode ser indicado em qualquer lesão, parcial ou total, que não tenha lesão cirúrgica associada e que não tenha episódios recorrentes de instabilidade. Até 20% dos pacientes consegue retornar normalmente as atividades esportivas. 

O tratamento conservador da lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) tem maior chance de sucesso em pacientes com lesões parciais sem instabilidade, sedentários ou de baixa demanda funcional. 

Crianças e adolescentes com a cartilagem de crescimento (fise) ainda aberta também podem ser candidatos ao tratamento conservador. 

Tratamento Cirúrgico 

Em pacientes com lesão de ligamento cruzado anterior (LCA) e instabilidade ou lesões associadas de tratamento cirúrgico a cirurgia pode ser necessária. 

Atualmente existem duas opções principais de tratamento cirúrgico para a lesão do ligamento cruzado anterior (LCA): reparo e reconstrução 

Reparo do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Alguns padrões de lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) podem ser reparadas quando o tratamento cirúrgico é precoce, em até 3 a 6 semanas após o trauma. 

Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

A maioria das lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) vai precisar ser reconstruída. A reconstrução ligamentar consiste em usar um enxerto que vai funcionar como um ligamento para o paciente. 

Enxertos para a Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Os enxertos para a reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) podem ser autólogos (retirados do próprio paciente) ou aloenxerto (oriundos de bancos de tecido). Na maioria das vezes utilizamos enxertos autólogos para a reconstrução do ligamento. Os enxertos autólogos podem ser retirados do: 

  • Tendão do quadríceps 
  • Tendão patelar 
  • Tendão dos isquiotibiais (tendões do grácil e semitendíneo) 
  • Tendão do fibular longo 

Cada um dos enxertos tem vantagens e desvantagens e a escolha dele deve ser feita em conjunto com o seu cirurgião. 

A Cirurgia para Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

O mais cedo possível, ainda antes da cirurgia, o paciente deve iniciar a fisioterapia. O momento ideal para fazer a cirurgia é quando o paciente já não tem mais inchaço e recuperou a mobilidade do joelho. Isso geralmente acontece por volta de 3 semanas após o trauma. 

A anestesia utilizada é definida em conjunto entre o paciente e a equipe médica, mas é possível fazer a cirurgia com diversas técnicas anestésicas. A cirurgia é feita de forma artroscópica com pequenos orifícios feitos para acessar a articulação com câmeras e pinças cirúrgicas específicas. 

A cirurgia para reconstrução artroscópica do ligamento cruzado anterior é relativamente rápida, em geral menos de 1 hora (se for necessário tratar lesões associadas de menisco, cartilagem ou outros ligamentos esse tempo pode ser maior). 

A alta quase sempre é dada no mesmo dia da cirurgia e o paciente vai para casa podendo mexer o joelho o quanto conseguir e andar com um par de muletas. A fisioterapia deve começar o quanto antes, muitas vezes ainda na internação já é feita e primeira sessão para ensinar o paciente a usar as muletas e fazer exercícios básicos. 

Pós-Operatório da Cirurgia da Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

A alta quase sempre é dada no mesmo dia da cirurgia. A fisioterapia deve começar o quanto antes. 

A primeira semana é a que o paciente vai ter maior desconforto devido a dor, dificuldade de movimentar o joelho e limitação de força na perna. 

Com 3 a 4 semanas após a cirurgia o paciente já deve estar andando sem muletas, esticando e dobrando totalmente o joelho. Nesse período é possível começar na bicicleta ergométrica. 

Se a cirurgia for no joelho esquerdo é possível dirigir carros automáticos tão logo não haja mais efeito da anestesia. Já para cirurgias no joelho direito ou para dirigir carros de transmissão manual é possível dirigir em cerca de 6 semanas. 

Com 3 meses de pós-operatório é possível fazer musculação sem restrição e nadar. Mais ou menos nesse período é possível começar a caminhar na esteira. 

Para correr na esteira o paciente deve estar sem dor, com extensão completa do joelho e boa força na coxa. 

Entre 4 e 6 meses é possível começar a correr em terrenos não acidentados e iniciar exercícios funcionais voltados para o esporte alvo. 

A alta e retorno ao esporte sem restrição ocorre entre 9 e 12 meses de pós-operatório 

Critérios para Retorno ao Esporte 

Habitualmente consideram apenas o tempo como critério de retorno ao esporte, mas esse parâmetro isoladamente não é um bom parâmetro de alta. Os critérios que eu uso para liberar o paciente são: 

  • 9 a 12 meses após a cirurgia 
  • Teste isocinético 
  • “Hop-test” 
  • Controle motor no gesto esportivo desejado 
  • Confiança do paciente 

Controle de Dor 

Após a cirurgia você vai sentir dor no joelho e no sítio doador do enxerto, principalmente na primeira semana de pós-operatório. 

Você deve receber alta hospitalar com toda a medicação necessária para suportá-la e orientação para fazer compressa gelada nos locais. 

As medicações que podem te ajudar são: 

  • Analgésicos (dipirona e paracetamol) 
  • Anti-inflamatórios (celecoxibe, etoricoxibe, cetoprofeno) 
  • Opioides (codeína e tramadol) 

Complicações Relacionadas ao Tratamento Cirúrgico 

Infecção 

A taxa de infecção após a reconstrução artroscópica do ligamento cruzado anterior (LCA) é bastante baixa, principalmente quando usados enxerto autólogo. 

Infecção por Vírus 

Existe uma chance mínima, menor que 1 em 1 milhão, de se contaminar com doenças de transmissão viral (como HIV e Hepatite C) quando utilizados aloenxertos. No Brasil, devido aos protocolos de rastreamento para doadores de órgãos essa chance deve ser ainda menor. 

Sangramento 

Toda cirurgia tem um pouco de sangramento, o sangramento da reconstrução artroscópica do ligamento cruzado anterior (LCA) deve ser baixo. Mas existem relatos de lesão da artéria poplítea relacionada ao procedimento. Essas lesões além de causarem sangramento intenso são potencialmente graves. 

Parestesia e Déficit Neurológico 

Alteração sensitiva próximo as incisões cirúrgicas são relativamente comuns e de pouca importância clínica. Alterações neurológicas mais relevantes são raras e quase sempre transitórias. 

Trombose 

O surgimento de trombos é bem menos comum em cirurgias artroscópicas do que em outros procedimentos. Ainda assim é uma complicação potencialmente grave e que pode até mesmo levar a morte. A melhor forma de evitar essa complicação é usar meia de compressão elástica, mobilização e deambulação precoce. Alguns pacientes podem ter indicação de profilaxia farmacológica. 

Instabilidade e Relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Alguns pacientes podem continuar com instabilidade após a cirurgia. Se acontecer com você procure um ortopedista especializado em joelho para te avaliar e tentar definir a causa dessa instabilidade. 

Até cerca de 15% dos pacientes submetidos a cirurgia podem ter relesão do ligamento cruzado anterior (LCA) reconstruído.  

Rigidez Articular 

Rigidez articular e limitação da amplitude de movimento podem acontecer por diversos motivos e por vezes são bastante limitantes. Operar o joelho quando ele já não estiver mais inchado e doendo, começar a fisioterapia precocemente e usar boa técnica cirúrgica são fatores que ajudam a evitar essa complicação. 

Ruptura do Mecanismo Extensor 

Fratura da patela e ruptura do tendão patelar ou quadricipital pode ocorrer quando retiramos enxerto patelar ou quadricipital para reconstruir o ligamento cruzado anterior (LCA). 

Lesão da Cartilagem de Crescimento/Fise de Crescimento 

Em pacientes que ainda não alcançaram a maturidade esquelética a reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) pode lesar a fise de crescimento causar prejuízo ao desenvolvimento do joelho operado. 

Dor Anterior no Joelho 

Dor na parte da frente do joelho é uma das principais queixas dos pacientes após a cirurgia para a reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA). Essa queixa é mais comum quando é usado o tendão patelar como enxerto. 

Se você tem instabilidade no joelho ou uma lesão de ligamento cruzado eu posso te ajudar. Agende Sua Consulta.

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LESÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR

SUTURA DE MENISCO E MENISCECTOMIA

SUTURA DE MENISCO E MENISCECTOMIA 150 150 Iberê Datti
SUTURA DE MENISCO E MENISCECTOMIA

SUTURA DE MENSICO E MENISCECTOMIA

A lesão do menisco é uma lesão bastante comum no joelho. Os meniscos são estruturas presentes entre os ossos do fêmur (coxa) e a tíbia (perna) e têm diversas funções. A principal dessas funções é trabalhar como um amortecedor interno no joelho, absorvendo impacto e distribuindo cargas. Paciente mais idosos são mais propensos a apresentar lesão meniscal degenerativas, enquanto pacientes jovens e praticantes de atividade física são mais propensos a lesões traumáticas agudas.

Se você está chegando aqui agora e sabe muito pouco ou quase nada sobre lesão de menisco, sugiro que visite também essa outra página: LESÃO DO MENISCO.

Nela explico detalhadamente o que são os meniscos, quais suas funções, os sintomas apresentados pelo paciente frente a uma lesão, como o diagnóstico é feito e que exames de imagem podem ajudar, quais são as causas e as opções de tratamento.

Antes de continuar, é muito importante ressaltar que nem toda lesão necessita de tratamento cirúrgico. A maior parte delas tem uma evolução muito boa com o tratamento conservador, sem cirurgia. Nesse espaço vou me dedicar a duas opções de tratamento cirúrgico, mas é fortemente recomendável que você agende uma consulta para saber qual a melhor estratégia terapêutica para o seu caso.

Como o procedimento é feito?

As cirurgias meniscais modernas são feitas quase sempre por meio de artroscopia de joelho. Para saber mais sobre a ARTROSCOPIA DE JOELHO.

Eventualmente alguns casos de sutura de menisco podem precisar que vias laterais ou mediais seja feitas no joelho. Essas vias geralmente não são muito extensas, possuem cerca de 3 dedos de comprimento, e são necessárias dependendo da técnica empregada para o reparo.

Meniscectomia

Meniscectomia

A meniscectomia é um procedimento no qual retiramos a parte lesionada do menisco por via artroscópica.

Pelos dois portais (incisões de cerca de 1cm) que fazemos na parte da frente do joelho inserimos pinças artroscópicas especiais que permitem ressecar apenas a parte lesionada d aestrutura.

Minha preferência quase sempre é por tentar preservar, salvar, o menisco do paciente, já que sabemos que no longo prazo a meniscectomia pode favorecer a evolução de quadros de osteoartrite de joelho. Porém isso nem sempre é possível, e alguns paciente acabam passando pela meniscectomia mesmo.

Sutura de Menisco

Sutura de Menisco

A sutura é um procedimento no qual damos pontos no menisco machucado visando sua cicatrização e consequente preservação.

Esse procedimento também é realizado por via artroscópica, mas eventualmente será necessário fazer vias cirúrgicas adicionais, com cerca de 3 dedos de comprimento, na parte medial (de dentro) ou lateral (de fora) do joelho para conseguir dar os pontos.

Pelos dois portais (incisões de cerca de 1cm) que fazemos na parte da frente do joelho inserimos pinças artroscópicas especiais que permitem dar pontos no menisco.

A sutura meniscal quase sempre é minha primeira opção, já que sabemos que no longo prazo a meniscectomia pode favorecer a evolução de quadros de osteoartrite de joelho. Porém isso nem sempre é possível e o paciente deve saber que a decisão final quanto a viabilidade da sutura meniscal é feita durante o ato cirúrgico. Muitas vezes o menisco está tão degenerado que tentar repará-lo não é a melhor opção para o paciente.

O paciente que optar pela sutura meniscal também deve ter em mente que apesar dos potenciais benefícios no longo prazo o pós-operatório imediato é um pouco mais chato do que o da meniscectomia, já que pode exigir um pouco mais de restrição quanto a amplitude de movimento do joelho e descarga de peso.

Em quanto tempo posso andar depois da cirurgia?

Depende das lesões associadas e do tipo de procedimento realizado em seu menisco. A meniscectomia simples permite carga total após a cirurgia, até que se recupere controle adequado do quadríceps (1-2 semanas) são utilizadas muletas. Já nos casos de sutura do menisco pode ser necessário permanecer por até 6 semanas com restrição de carga, de flexão do joelho e uso de braces.

Em quanto tempo posso dirigir após a cirurgia?

As cirurgias do menisco do joelho esquerdo não interferem na condução de carros automáticos. Já nas cirurgias do joelho direito ou para conduzir carros manuais é necessário um período de 4 a 6 semanas.

Em quanto tempo posso voltar a trabalhar depois da cirurgia?

Atividades de escritórios podem ser retomados em 1 a 2 semanas após a cirurgia. Atividades que tenham demanda física podem precisar de mais tempo para o retorno e dependem também se a cirurgia foi de meniscectomia (permite retorno mais precoce) ou sutura de menisco.

Quando posso voltar a praticar atividade física?

Após meniscectomia é possível retornar as atividades físicas em 3 a 4 semanas. Após sutura de menisco esse tempo pode ser de até cerca de 4-6 meses.

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ARTROSCOPIA DO JOELHO

TRANSPLANTE MENISCAL

MENISCO DISCOIDE

LESÃO DO MENISCO

VISCOSSUPLEMENTAÇÃO

CUIDADOS COM A FERIDA OPERATÓRIA

CUIDADOS COM A FERIDA OPERATÓRIA 150 150 Iberê Datti

Alguns cuidados devem ser tomados para diminuir complicações com as feridas operatórias. 

Condição Ideal para Cicatrização 

A condição ideal para a cicatrização da pele é de ambiente limpo e com alguma umidade. Geralmente o curativo colocado no centro cirúrgico permite essa condição ideal. 

Curativo 

Os curativos usados no centro cirúrgico são desenvolvidos de forma a permitir que o ambiente próximo a ferida não fique molhado demais ou seco demais. Normalmente não é necessário retirar esse curativo até o primeiro retorno com o médico. 

Hora do Banho 

Na hora do banho recomenda-se que você envolva a região com o curativo em um plástico filme e tome banho normalmente. Se cair um pouco de água sobre o curativo sem problema, mas o ideal é que ele não fique encharcado ou receba água diretamente. 

Se o Curativo Cair ou Eu Precisar Retirá-lo 

Em casa, é possível fazer curativos que além da proteção mecânica permitem manutenção da umidade sobre a ferida operatória. Eles podem ser feitos usando gazes e pomadas a base de óleo mineral ou vaselina. Converse com o seu médico que ele pode te orientar. 

Se for necessário lavar a ferida operatória, isso pode ser feito com soro fisiológico ou com água e sabão. 

Não use pomadas ou cremes no local sem o conhecimento do seu médico. 

Sinais de Alarme na Ferida Operatória 

Hiperemia (pele avermelhada) discreta em volta da ferida operatória é normal nas primeiras semanas, mas se houver saída de secreção, a vermelhidão aumentar, você tiver dor importante no local da ferida operatória ou febre, avise seu médico. 

Retirada dos Pontos 

O melhor momento para a retirada dos pontos depende muito do local operado e do procedimento. Nas cirurgias de joelho os pontos geralmente são retirados com 2 a 3 semanas de pós-operatório 

Após a Retirada dos Pontos 

Após a retirada dos pontos você deve começar a mobilizar e massagear a ferida operatória para que diminuir a aderência a planos profundos e começar um processo de dessensibilização com estímulos suaves, usando algodão, toque de dedos e tecidos finos, por exemplo. 

INFECÇÃO EM PRÓTESE DE JOELHO

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Infecção em Prótese de Joelho 

A artroplastia total de joelho é uma cirurgia comum para o cirurgião de joelho. Para a maioria dos pacientes o tratamento melhora a dor e permite que o paciente mantenha uma vida ativa. 

Porém todo procedimento cirúrgico tem seus riscos, a infecção após a prótese de joelho é um desses riscos. Até 2% dos pacientes submetidos a artroplastia total de joelho podem evoluir com infecção no local. Para alguns pacientes com fatores de risco para infecção esse valor pode ser ainda maior. 

As infecções em prótese de joelho podem ser superficiais, acometendo apenas a pele, ou profundas, chegando até o material implantado no joelho. Elas podem aparecer precocemente, ainda durante a internação, ou depois de você já ter voltado para casa. As vezes, elas aparecem anos depois da cirurgia. 

Descrição 

Qualquer infecção que você tiver pode se disseminar para a prótese. 

Infecções são causadas por bactérias. Nosso corpo possui bilhões de bactérias na pele e no trato gastrointestinal. Nosso sistema imunológico garante que possamos viver em harmonia com as bactérias (na verdade elas até são importante para manter nossa saúde). Mas as vezes nosso corpo não consegue se manter em equilíbrio com as bactérias e temos uma infecção. 

Como a prótese de joelho é uma peça artificial composta por metal e plástico, se uma bactéria consegue se alojar na prótese é muito difícil que nosso sistema imunológico consiga combatê-las, podemos ter então um quadro de infecção na prótese. 

As infecções periprotéticas frequentemente só são adequadamente tratadas com cirurgia e retirada da prótese. 

Sintomas 

Muitas vezes a infecção na prótese tem sintomas vagos e inespecíficos. Qualquer prótese de joelho que evolua com dor deve ser investigada para infecção. Os principais sintomas são 

  • Dor 
  • Rigidez em um joelho previamente bom 
  • Inchaço no joelho 
  • Calor e vermelhidão no local
  • Fístulas, saída de secreção pela ferida operatória 
  • Febre 
  • Suor noturno 
  • Calafrios 
  • Cansaço  

Exames de Imagem 

Exames de imagem podem ajudar a identificar uma infecção ou outros fatores que estejam causando os sintomas. Radiografia, cintilografia e PET-CT são alguns dos exames que podem ajudar na investigação. 

Exames Laboratoriais 

Alguns exames de sangue também podem ajudar a identificar uma infecção. Comumente são analisados contagem de leucócitos no hemograma, proteína C reativa (PCR) e velocidade de hemossedimentação (VHS), mas outros exames como pró-calcitonina, Dímero-D, Interleucina-6 e TNF-alfa também podem ser solicitados. 

Além dos exames de sangue, a análise do líquido dentro da articulação também ajuda no diagnóstico. Pode ser necessário fazer uma punção diagnóstica em centro cirúrgico e enviar o material para análise.  

Tratamento 

Tratamento Conservador 

Nos casos de infecção superficial, em que as bactérias não chegaram até a prótese é possível fazer o tratamento apenas com uso de antibióticos.  

Tratamento Cirúrgico 

Nos casos em que a infecção chegou até a prótese o tratamento cirúrgico é quase sempre necessário. 

Frequentemente mais que uma cirurgia é necessária, parte da prótese ou toda ela precisará ser trocada e o paciente precisará fazer uso de antibiótico por meses. 

 

Se você tem uma prótese de joelho com dor contínua, baixa amplitude de movimento ou está insatisfeito com o resultado final, eu posso te ajudar. Agende uma consulta.

 

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FRATURA POR INSUFICIÊNCIA SUBCONDRAL

FRATURA POR INSUFICIÊNCIA SUBCONDRAL 150 150 Iberê Datti

A fratura por insuficiência subcondral é (erroneamente) mais conhecida por osteonecrose espontânea de joelho. Essa nomenclatura não é adequada já que não ocorre osteonecrose nessa doença. 

A fratura por insuficiência subcondral é mais comum em mulheres após a menopausa, está associada a quadros de osteoporose/osteopenia, e geralmente ocorre na parte de dentro do joelho, frequentemente junto a lesão meniscal na mesma região. 

Causas 

A fratura por insuficiência subcondral ocorre quando o osso próximo a cartilagem (osso subcondral) sofre microfraturas devido as cargas que passam por ele. Condições como osteopenia/osteoporose e lesão do menisco adjacente podem favorecer o surgimento dessa doença. 

Sintomas 

O quadro típico é do paciente que apresenta uma dor súbita na parte de dentro do joelho, que dificulta a deambulação e a realização de atividades com sobrecarga no joelho. Também pode haver inchaço, restrição de movimento no joelho, dor a palpação e sintomas mecânicos associados a lesão meniscal. 

Consulta Médica 

No atendimento ao paciente com fratura por insuficiência subcondral é importante identificar as condições que enfraqueçam o osso, como osteopenia/osteoporose, e fatores que causem uma sobrecarga mecânica sobre o local da fratura por insuficiência, como alteração do eixo mecânico da perna e lesão meniscal. 

fratura por insuficiência subcondral
Imagem de Ressonância de um edema ósseo secundário a uma fratura por insuficiência subcondral

Exames de Imagem 

Radiografia 

Nos casos de doença mais avançada e com colapso do osso subcondral a radiografia é capaz de mostrar alterações compatíveis com a fratura por insuficiência subcondral. A radiografia panorâmica dos membros inferiores permite que o eixo mecânico da perna seja avaliado 

Ressonância Magnética 

Nos casos agudos e com doença inicial a ressonância magnética é melhor para fazer o diagnóstico da fratura por insuficiência subcondral. Além disso, a ressonância magnética permite a avaliação de lesões associadas, como lesões do menisco. 

Tratamento 

Tratamento Conservador (Não-Cirúrgico) 

A maioria dos casos vai evoluir bem com tratamento conservador e permitirá as atividades habituais sem restrições. 

  • Analgésicos e anti-inflamatórios 
  • Tratamento da osteopenia/osteoporose 
  • Restrição de carga
  • Fisioterapia para manutenção de força a mobilidade 

Tratamento Cirúrgico 

Nos casos em que ocorre falha do tratamento conservador, existem opções de tratamento cirúrgico 

  • Subcondroplastia 
  • Osteotomia para realinhamento do membro
  • Artroplastia de Joelho 

Se você sofre com problemas no joelho, eu posso te ajudar

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SUBCONDROPLASTIA

DOENÇA DE OSGOOD-SCHLATTER

DOENÇA DE OSGOOD-SCHLATTER 150 150 neural
DOENÇA DE OSGOOD-SCHLATTER

A doença de Osgood-Schlatter é uma inflamação na inserção do tendão patelar causada por excesso de uso do joelho que ocorre em crianças e adolescentes. Esportes com muita corrida e saltos, como futebol, basquete, e atletismo predispõe ao surgimento dessa doença. Os principais sintomas são dor e edema na região. O diagnóstico é feito por meio das queixas do paciente, do exame físico e de exames de imagem. O objetivo do tratamento é melhor os sintomas de dor e edema do paciente. Na maioria das vezes isso é possível com o tratamento conservador (não-cirúrgico), por meio de fisioterapia e medicações. Em alguns casos a retirada cirúrgica da proeminência óssea após o término do crescimento pode ser indicada.

Doença de Osgood-Schlatter 

 

 A doença de Osgood-Schlatter é uma causa comum de dor na parte da frente do joelho de adolescentes. Alguns adultos podem apresentar a sequela da doença de Osgood-Schlatter, uma proeminência óssea na parte da frente do joelho, por vezes dolorosa. 

Osgood-Schlatter ocorre por uma inflamação secundária a sobrecarga mecânica no ponto de inserção do tendão patelar na tíbia. 

As queixas relacionadas a doença de Osgood-Schlatter quase sempre aparecem durante o estirão do crescimento e são mais comuns em adolescentes que praticam atividade física regularmente, principalmente as que envolvem corrida e saltos. 

Medidas simples como respouso, gelo, analgésicos, alongamento, fortalecimento e controle da carga de treino costumam ser suficientes para resolver o problema. 

Sintomas

A queixa típica na doença de Osgood-Schlatter é dor sobre a tuberosidade anterior da tíbia (TAT), local de inserção do tendão patelar na tíbia. Essa dor costuma ser pior com atividades que envolvam corrida e saltos e podem estar associadas a inchaço sobre a TAT. 

Os dois joelhos podem ser acometidos pela doença de Osgood-Schlatter, mas um deles normalmente é mais sintomático 

Avaliação Médica 

A história e o exame físico da doença de Osgood-Schlatter são bastante típicos. Mas sempre confirmo a existência de traumas relacionados ao surgimento da dor, a localização precisa do ponto doloroso e fatores que desencadeam ou aliviam os sintomas e avaliação de desbalanços e encurtamentos musculares que possam sobrecarregar o mecanismo extensor . Também é importante prestar atenção a rotina de treinamento físico e o tipo de esporte praticado, já que o controle de carga de treino é fundamental para o tratamento adequado da doença de Osgood-Schlatter. 

Exames de Imagem 

Radiografia e Ressonância Magnética podem ser solicitados para ajudar confirmar o diagnóstico  e excluir outras doenças em crianças ou para planejar o tratamento cirúrgico em adultos. 

Tratamento 

O objetivo do tratamento da doença de Osgood-Schlatter é reduzir a dor e o inchaço para permitir a retorno as atividades normalmente. 

  • Repouso conforme sintomas 
  • Fisioterapia para fortalecimento e alongamento 
  • Gelo 
  • Analgésicos e anti-inflamatórios
  • Ajuste da carga de treino 

 

Se você ou seu filho sofrem com dor na parte da frente do joelho, eu posso ajudar. Agende uma consulta. 

Crianças e Musculação

Crianças e Musculação

Crianças e Musculação 970 645 Iberê Datti

Os um pouco mais velhos devem se lembrar da época em que essas duas palavras nem mesmo cabiam na mesma frase. 

Criança pode fazer musculação?

Musculação é uma atividade física igual a qualquer outra e pode ser praticada por crianças quando bem orientada. 
 
Não existe idade mínima para começar de forma lúdica. 

A condição é que a criança entenda que alguns locais da academia e alguns aparelhos podem causar acidentes graves (outra alternativa é começar em ambientes mais controlados, longe dos aparelhos mais perigosos) 
 
A única restrição é que treinos voltados para hipertrofia e ganho de força máxima devem ser prescritos de forma individualizada respeitando o amadurecimento musculoesquelético. 

Uma observação importante é que a musculação como atividade física única talvez não seja a melhora opção para jovens que estão desenvolvendo suas habilidades físicas, sociais e recurso motor. Tendo em vista que a prática de atividade física tem objetivos como integração social, adequação a regras, adaptação a estímulos físicos inesperados, e não apenas o ganho de massa muscular e força física. 

Ainda assim, quando nos deparamos com crianças com tendência ao sedentarismo ou que se interessam apenas por musculação, é melhor incentivá-las a essa atividade física do que fechar uma porta para uma vida mais saudável. 

Sou ortopedista especialista em cirurgia de Joelho pela USP.

Há 10 anos ajudo meus pacientes a recuperar a função de seus joelhos e retomar a qualidade de vida.

Sei que também posso te ajudar.

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médico charlatão

5 Dicas para Identificar Um Médico Charlatão

5 Dicas para Identificar Um Médico Charlatão 414 280 Iberê Datti

Cuidado com o Charlatão

A medicina, e a área da saúda em geral, assim como em qualquer outra profissão, possui profissionais mal-intencionados ou mal formados prontos para tomar o dinheiro dos pacientes mais desavisados, crédulos ou desesperados, o famoso médico carlatão. 

Essa situação é agravada pela abertura desenfreada de cursos de medicina e de pós-graduação de fim de semana sem o controle de qualidade adequado por parte das instituições responsáveis. Além disso, a facilidade de divulgação de serviços prestados e marketing médico (muitas vezes antiético) por meio das redes sociais também colabora para esse cenário que só tem a prejudicar os pacientes. 

Pensando em dar ferramentas para que os pacientes possam ficar menos suscetíveis a esse tipo de mau profissional, deixo a seguir seis dicas que podem te ajudar. 

Promessa de resultados 

Saúde, além de não ser uma ciência exata, é uma atividade meio e não uma atividade fim. Oferecemos um caminho, mas não podemos garantir resultado. 

Se viu alguém dando a entender que o resultado é garantido, desconfie. Você pode estar sendo vítima de um charlatão.

Argumento da Ausência de Malefício

Muitos charlatões adotam o discurso de que suas intervenções são “naturais” e por isso, mesmo que eventualmente possam não ajudar o paciente, também não faram mal. Mas cuidado.

Não existe nenhuma intervenção em saúde com o resultado 100% garantido. Além disso todas as condutas médicas possuem consequências não intencionais (externalidades)

Conehcimento e Ferramentas Exclusivos 

Realiza técnicas, tratamentos e métodos exclusivos, as vezes milagrosos (geralmente não publicados em revistas científicas e não validados pelas sociedades médicas). 

Os métodos diagnósticos e terapêuticos devem ser reprodutíveis e toda a literatura disponível avaliada pelos pares e sociedade científica.  

A maioria dos tratamentos e testes diagnósticos deve ser aprovado em ensaio clínico prospectico, cegado e randomizado e revisões sistemáticas com meta-análise bem desenhados antes de ser amplamente ofertado aos pacientes. 

Se não existe um protocolo de investigação registrado em grandes plataformas reconhecidas internacionalmente para esse fim, como ClinicalTrials.gov, PROSPERO e Cochrane, por exemplo, desconfie. Você pode estar sendo vítima de um charlatão.

Se não existe indiciação explícita nos principais Guidelines das especialidades médicas, desconfie. Você pode estar sendo vítima de um charlatão. 

Se não existem trabalhos científicos realizados por grupos diferentes, em lugares diferente, mostrando consistência de resultados, desconfie. Você pode estar sendo vítima de um charlatão.

Formação

Não fez residência médica em um hospital escola vinculado a uma instituição universitária respeitada, mas algum curso de “pós-graduação” de fim de semana. 
 
Especialista em uma área não reconhecida pela Associação Médica Brasileira (AMB) – As especialidades reconhecidas pela AMB estão disponíveis em https://amb.org.br/sociedades-de-especialidade/.

Como regra, quem se forma em faculdade ruim omite ou dificulta o acesso ao seu local de formação. 

Exames em excesso

Solicita inúmeros exames sem indicação clara e prescreve fórmulas com muitos itens para comprar na farmácia de manipulação. 

Cuidado com a falácia da plausibilidade. É muito fácil criar uma narrativa em que vai fazer todo o sentido solicitar aquele monte de exames, mas a lógica aqui é a mesma que para os tratamentos, é preciso reprodutibilidade usando método científico adequado, avaliação por pares e comunidade científica, indicação por guidelines bem estabelecidos. 

 Não ter título de especialista

Não possui título de especialista reconhecido pela AMB e pela Sociedade Médica correspondente. 

Para verificar isso, você pode entrar no site da AMB e ver se a especialidade divulgada realmente existe e é reconhecida. Se for, você pode acessar o site da sociedade brasileira responsável pela área e checar se o profissional está devidamente inscrito e ativo. 

Cuidado, nos últimos anos têm surgido muitas “sociedades médicas” sem respaldo do CFM, AMB e meio acadêmico.  Todo cuidado é pouco

Sou ortopedista especialista em cirurgia de Joelho pela USP.

Há 10 anos ajudo meus pacientes a recuperar a função de seus joelhos e retomar a qualidade de vida.

Sei que também posso te ajudar.

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Bloqueio Nervos Geniculares

Bloqueio dos Nervos Geniculares

Bloqueio dos Nervos Geniculares 648 596 Iberê Datti

Bloqueio dos Nervos Geniculares

O bloqueio dos nervos geniculares, também conhecido por ablação, neuroablação ou rizotomia dos nervos geniculares, é um procedimento minimamente invasivo utilizado para aliviar a dor no joelho em pacientes que não obtiveram resposta satisfatória por meio de tratamentos conservadores.  

Essa técnica tem se tornado cada vez mais popular devido à sua eficácia no manejo da dor e a sua abordagem menos invasiva em comparação a outros procedimentos cirúrgicos.  

Discutirei as indicações comuns para o bloqueio dos nervos geniculares, bem como os potenciais riscos e complicações.  

Bloqueio Nervos Geniculares

Anatomia 

Diversos ramos sensitivos de nervos maiores são responsáveis pela sensibilidade dolorosa do joelho. Trata-se de uma anatomia complexa e discutir as nuances anatômicas está fora do escopo desse artigo. De forma resumida, podemos atribuir a sensibilidade da parte anterior do joelho a 4 nervos principais: 

  • Nervo Genicular SuperoLateral (NGSL) 
  • Nervo Genicular SuperoMedial (NGSM) 
  • Nervo Genicular InferoLateral (NGIL) 
  • Nervo Genicular InferoMedial (NGIM) 

Mas outros ramos como nervo fibular recorrente e nervo para o vasto medial, entre outros, também estão envolvidos na enervação sensitiva e dolorosa do joelho. 

A localização de cada um desses nervos pode ser feita com o uso de ultrassonografia ou radioscopia. 

Indicações 

O bloqueio dos nervos geniculares pode ser recomendado para pacientes que sofrem de dor crônica no joelho decorrente de condições como osteoartrite, artrite reumatoide, lesões meniscais, síndrome da dor patelofemoral e dor pós-operatória. 

 Essa técnica é uma opção quando outras abordagens conservadoras e menos invasivas, como medicamentos analgésicos, fisioterapia ou modificação das atividades e estilo de vida, não proporcionam alívio adequado da dor. 

Abordagem Multidisciplinar 

Dor é uma resposta complexa do corpo a fenômenos que podem colocar nossa saúde em risco. Principalmente as dores crônicas precisam ser abordadas em várias frentes e por um conjunto integrado em profissionais de saúde de diversas áreas. 

O bloqueio dos nervos geniculares sozinho dificilmente será a solução duradoura para o problema. Por isso, deve ser associado a mudanças comportamentais, fisioterapia, psicoterapia, acompanhamento nutricional, terapias farmacológicas e até mesmo procedimentos mais invasivos. 

O procedimento 

O bloqueio dos nervos geniculares pode ser realizado de diversas maneiras. Com anestésicos, corticoide, álcool, fenol ou uma agulha especial que permite cauterizar os nervos responsáveis pela transmissão da dor no joelho.  

O médico utiliza orientação por imagem, como escopia ou ultrassonografia, para garantir a precisão do procedimento. 

É preciso tomar cuidado com o nervo genicular inferolateral, já que sua proximidade com o nervo fibular coloca o paciente em risco de evoluir com déficit motor. 

Como devo me preparar para um bloqueio dos nervos geniculares? 

Normalmente, não é necessário fazer nada especial para se preparar para um bloqueio dos nervos geniculares. 

Pode-se recomendar sedação para o procedimento, a fim de aumentar o conforto do paciente. Se for o seu caso, você precisará ficar em jejum por seis a oito horas antes. Você também precisará que alguém o leve para casa após o procedimento. 

De qualquer forma, não hesite em fazer perguntas e sanar todas as suas dúvidas antes do procedimento 

O alívio dos sintomas dura quanto tempo? 

Os resultados são variáveis. 

A maioria dos pacientes refere melhora significativa das dores no joelho por mais de um ano, mas em alguns pacientes após algumas semanas os sintomas retornam. 

É importante ter ciência que o tratamento pode ter falhas e se preparar para tentar novamente ou avançar uma etapa nas opções terapêuticas. 

Posso repetir o procedimento? 

Sim. O procedimento pode ser repetido sem maiores riscos de complicação. 

Potenciais riscos e complicações 

Embora o bloqueio dos nervos geniculares seja considerado um procedimento seguro, existem alguns riscos e complicações a serem considerados. É importante que o paciente tenha conhecimento deles para poder ter uma decisão bem informada. 

  • Infecção: Existe um risco pequeno de infecção no local da injeção. São adotadas medidas rigorosas de assepsia para minimizar esse risco, mas é importante estar ciente dessa possibilidade. 
  • Sangramento: Pode ocorrer sangramento no local da injeção, principalmente em pacientes que têm distúrbios de coagulação sanguínea ou que estão usando medicamentos anticoagulantes. Esses fatores devem ser avaliados cuidadosamente antes de realizar o procedimento. 
  • Reações alérgicas: Embora raras, algumas pessoas podem ter reações alérgicas aos anestésicos locais ou corticosteroides utilizados durante o bloqueio dos nervos geniculares. É importante informar o médico sobre qualquer alergia conhecida a medicamentos antes do procedimento. 
  • Lesão nervosa ou vascular: Embora extremamente raro, existe um pequeno risco de lesão aos nervos ou vasos sanguíneos próximos durante a realização do bloqueio dos nervos geniculares. Os médicos experientes tomam precauções para minimizar esses riscos, utilizando orientação por imagem e técnicas adequadas. 
  • Falha do procedimento: Em alguns casos, o bloqueio dos nervos geniculares pode não fornecer o alívio esperado da dor. A resposta individual ao procedimento pode variar, e é importante ter expectativas realistas e discuti-las com o médico antes de prosseguir. 
  • Complicações relacionadas ao procedimento anestésico. 

Conclusão

É essencial ressaltar que a discussão completa dos riscos e benefícios do bloqueio dos nervos geniculares deve ser realizada com o médico especialista antes de tomar uma decisão. Cada caso é único, e o médico poderá avaliar cuidadosamente a situação individual do paciente, levando em consideração fatores como histórico médico, gravidade da dor e resposta a tratamentos anteriores. 

O bloqueio dos nervos geniculares é um procedimento promissor no tratamento da dor crônica do joelho. Embora seja seguro e eficaz, é fundamental compreender os potenciais riscos e complicações associados a esse procedimento.  

Eu posso ajudar a tratar suas dores e problemas no joelho. Agende a sua consulta.

Células Tronco

TERAPIA COM CÉLULAS TRONCO

TERAPIA COM CÉLULAS TRONCO 700 542 Iberê Datti

Terapia com Células Tronco

As terapias com células-tronco têm despertado um grande interesse na área da medicina, oferecendo esperança para o tratamento de uma variedade de doenças, incluindo as ortopédicas.

As células-tronco são células especiais que possuem a capacidade de se diferenciar em diferentes tipos de células do corpo, regenerando tecidos danificados e restaurando a função.

Essas terapias inovadoras têm o potencial de revolucionar o campo da ortopedia, proporcionando novas abordagens de tratamento para pacientes com lesões articulares, doenças degenerativas e outras condições ortopédicas debilitantes. 

Antes de continuar falando sobre células tronco, vou explicar rapidamente sobre o que é Medicina Regenerativa. 

Medicina Regenerativa

Medicina Regenerativa é uma busca atual da ciência e da medicina focada no desenvolvimento de métodos para regenerar, reparar e substituir células, tecidos ou órgãos doentes ou danificados. A medicina regenerativa inclui a criação e o uso de células tronco, engenharia de tecidos e produção de órgãos artificiais. 

Fazem parte da medicina regenerativa: terapia gênica, PRP, tratamento com célula tronco, entre outros. 

A maioria desses tratamentos ainda tem pouca aplicação na prática clínica ou possui pouca evidência científica para uso terapêutico, mas já existem alternativas nessa linha disponíveis para os pacientes em situações específicas. 

Células Tronco – O Que São? 

Células-tronco são células com potencial de se diferenciar em vários tipos de células e produzir mais células-tronco semelhantes.  

Essas células são encontradas tanto em organismos embrionários quanto em organismos adultos, mas possuem propriedades ligeiramente diferentes em cada caso. 

Onde Podemos Encontrar Essas Células Tronco 

Para uso em tratamentos ortopédicos e medicina regenerativa é possível encontrar célula tronco em diversos sítios.  

Alguns desses sítios, como cordão umbilical e polpa dental da primeira decídua, apresentam uma série de dificuldades técnicas e logísticas para ser utilizados. 

Outros já apresentam maior facilidade de coleta e processamento, por isso têm uso mais difundido e estudado. Outros sítios são: 

  • Medula Óssea – célula tronco hematopoiética 
  • Tecido Adiposo – célula tronco mesenquimal 

Cuidado – Nem Todo Procedimento de Medicina Regenerativa é com Células Tronco 

Frequentemente, alguns procedimentos adotados pela medicina regenerativa são inadvertidamente apresentados como procedimentos terapêuticos com células tronco. 

Porém, na verdade, não são procedimentos voltados a obtenção, multiplicação ou concentração de células tronco. Informe-se com o seu médico antes do procedimento para entender perfeitamente o que será feito, porquê será feito e como será feito 

Como o Tratamento com Células Tronco Mesenquimais é Feito? 

Nesse procedimento células multipotentes são coletadas do próprio paciente. Vários locais podem ser sítios doadores, mas em ortopedia a gordura é o mais usado. 
Essas células multipotentes (MSCs -”Mesenchymal Stem Cell” ou células tronco mesenquimais) são coletadas, isoladas e em seguida aplicadas na área de interesse. 

Como É Feita a Coleta Dessas Células? 

A coleta dessas células é um procedimento simples. Por pequenos furos (< 1cm) é possível coletar o tecido adiposo, de forma semelhante a uma pequena lipoaspiração, necessário para isolar as células multipotentes em etapas subsequentes. 

Quais São as Indicações do Uso de Células Tronco? 

Uma das aplicações promissoras das células-tronco na ortopedia é a regeneração de cartilagem. A cartilagem articular é um tecido altamente especializado que reveste as superfícies ósseas nas articulações, permitindo o movimento suave e sem atrito. No entanto, a cartilagem tem uma capacidade limitada de se regenerar após lesões ou desgaste progressivo. As terapias com células-tronco oferecem a possibilidade de criar novas células de cartilagem e substituir as áreas danificadas, promovendo a reparação e a restauração da função articular. 

Além da regeneração de cartilagem, as células-tronco também podem ser utilizadas no tratamento de fraturas ósseas e lesões ligamentares. Estudos mostraram que a aplicação local de células-tronco pode acelerar o processo de cicatrização óssea, estimulando a formação de tecido ósseo e melhorando a consolidação da fratura. Da mesma forma, as células-tronco podem ser direcionadas para lesões ligamentares, promovendo a regeneração e fortalecimento dos ligamentos danificados. 

Outra área promissora é o tratamento de doenças degenerativas, como a osteoartrite. A osteoartrite é uma condição crônica que resulta da degeneração progressiva da cartilagem articular, levando à dor, inflamação e limitação da mobilidade. As terapias com células-tronco podem ajudar a retardar a progressão da osteoartrite, estimulando a regeneração da cartilagem danificada e reduzindo a inflamação nas articulações afetadas. Isso pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes e evitar a necessidade de cirurgias mais invasivas, como a substituição total do joelho. 

Além das doenças ortopédicas mais comuns, as terapias com células-tronco também mostram potencial para tratar condições menos frequentes, como a osteonecrose, em que ocorre a morte do tecido ósseo devido à falta de suprimento sanguíneo. As células-tronco podem ser usadas para regenerar o tecido ósseo necrótico, restaurando a função normal da articulação afetada. 

Quais São as Evidências Favoráveis ao Uso de Células Tronco? 

Apesar do enorme potencial das terapias com células-tronco, é importante destacar que muitas delas ainda estão em estágios iniciais de pesquisa e desenvolvimento. São necessários mais estudos clínicos para validar a eficácia e a segurança desses tratamentos, além de questões éticas e regulatórias a serem consideradas. 

A exemplo do que ocorre com ácido hialurônico e PRP, é um tratamento que ainda carece de boas evidências de eficácia ou benefício clínico relevante. Por isso a indicação dessas terapias deve ser muito cautelosa. 

Futuro das Terapias com Células Tronco 

No entanto, os avanços nessa área são promissores e oferecem esperança para pacientes que sofrem de doenças ortopédicas debilitantes. À medida que a pesquisa continua a progredir, é provável que as terapias com células-tronco desempenhem um papel cada vez mais importante no tratamento dessas condições, abrindo caminho para uma abordagem mais eficaz e personalizada da medicina ortopédica. 

 

Se você tem alguma doença no joelho e acredita que terapias regenerativas ou com células tronco podem ser uma alternativa para o seu problema agende a sua consulta que eu vou te ajudar. 

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