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ARTROSE DE JOELHO – TRATAMENTO CONSERVADOR

ARTROSE DE JOELHO – TRATAMENTO CONSERVADOR 150 150 Iberê Datti
gonartrose

É importante começar ressaltando que a osteoartrite (ou artrose) de joelho não tem cura até o momento. Uma vez que a doença sem instala, ela vai progredir.  O tratamento conservador visa diminuir a progressão da doença e os sintomas por ela causados. Se o tratamento conservador adequado não estiver surtindo o resultado esperado, deve-se ponderar a necessidade de abordagens cirúrgicas. Pacientes com quadros de osteoartrite leve e moderada têm maior chance de ficar satisfeito com o tratamento conservador do que os pacientes com quadros avançados da doença.

A seguir vão algumas orientações para o tratamento conservador adequado.

Educação do Paciente quanto a doença, prognóstico e opções de tratamento

 

Medidas Comportamentais

  • melhora da capacidade aeróbia (treinos aeróbicos e de resistência), preferencialmente sem impacto, podem incluir elíptico, bicicleta, hidroginástica e outras atividades dentro da água, como hidroginástica e natação
  • Perda de peso
  • Fortalecimento de membros inferiores (fisioterapia e musculação) o objetivo deve ser treino de força e hipertrofia. Pessoas que não têm o hábito de praticar musculação devem passar por um processo de adaptação até chegar aos treinos específicos de hipertrofia e força, esse processo pode durar meses.
  • Exercícios para melhorar a mobilidade articular.
  • Treino de equilíbrio e propriocepção
  • Meditaçã e Mindfulness
  • Tai-Chi-Chuan
  • Ioga
  • Terapia cognitivo comportamental

 

Medidas Analgésicas

  • Gelo
  • Terapias de calor local
  • Acupuntura
  • Uso local de pomadas/cremes com anti-inflamatórios
  • Uso local de pomadas/cremes contendo capsaicina ou arnica
  • Analgésicos simples (dipirona e paracetamol)
  • Anti-inflamatórios não esteroidais (diclofenaco, cetoprofeno, nimesulida, celecoxibe)
  • Opioides fracos (tramados e codeína)
  • Outros medicamentos com efeito analgésico que podem ajudar: antidepressivos (duloxetina, fluoxetina, amitriptilina), anticonvulsivante (pregabalina)

 

Condroprotetores e Similares

  • Condroitina e glucosamina
  • Colágeno (preferencialmente o tipo 2 hidrolisado)
  • Diacereína
  • Piascledina
  • Suplementação de Magnésio

 

Viscossuplementação e Tratamentos Biológicos

 

Órteses

  • Joelheiras
  • Palmilhas
  • Uso de bengalas, muletas e andadores
  • “Kinesiotaping”

 

Radioablação dos nervos geniculares

Tratamentos Cirúrgicos

Se o tratamento conservador adequado não está surtindo o resultado desejado pode ser que você precise de um procedimento mais invasivo, como a prótese parcial de joelho ou a prótese total de joelho. Caso queira saber mais sobre esses procedimentos basta clicar nos links abaixo:

Ficou com alguma dúvida? Acha que o tratamento da sua artrose pode ser otimizado? Agende a sua consulta, posso te ajudar.

 

OBS: algumas das medidas propostas para tratamento conservador são controversas ou têm evidência fraca.

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OSTEOARTRITE PATELOFEMORAL

Informação Confiável em Ortopedia – Onde encontrar?

Informação Confiável em Ortopedia – Onde encontrar? 452 111 Iberê Datti

Onde Encontra Informação Confiável em Ortopedia

Em tempos de internet fácil na palma da mão, é possível ter acesso a informação com poucos toques na tela do celular para qualquer sintoma ou dúvida a respeito de saúde que o paciente tenha.

                Se por um lado isso é bom, porque ajuda a educar o paciente quanto a sua condição, por outro, um problema sério surge, muitas vezes, o que o paciente encontra facilmente pelo Google é de qualidade duvidosa, quando não está errado.

                O objetivo do post de hoje é indicar para o paciente uma fonte confiável e com informação de qualidade.

Informação confiável em Ortopedia _ Orthoinfo

O Orthoinfo é um portal informativo para os pacientes, criado pela academia americana de cirurgiões ortopédicos (AAOS). O único problema é que o site está em inglês, mas se o inglês não for um problema para você, vale a pena conferir.

                Mas lembre-se, nada substitui a conversa presencial com um médico que possa tirar suas dúvidas e explicar os detalhes.

                Tem alguma dúvida a respeito de sua condição ortopédica? Posso te ajudar, agende a sua consulta.

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VISCOSSUPLEMENTAÇÃO

VISCOSSUPLEMENTAÇÃO 150 150 Iberê Datti
Viscossuplementação Infiltração Joelho

VISCOSSUPLEMENTAÇÃO

 O que é viscossuplementação?

Viscossuplementação nada mais é do que a infiltração articular de ácido hialurônico.

O que é ácido hialurônico? E para que ele serve?

Ácido hialurônico é um componente encontrado naturalmente no líquido sinovial (líquido que fica dentro das articulações). Ele auxilia na lubrificação das articulações e absorção de impactos. Nos pacientes com osteoartrose do joelho as concentrações de ácido hialurônico dentro do joelho estão diminuídas, o que prejudica as funções do líquido sinovial.

Quando está indicada a viscossuplementação?

Os pacientes com artrose leve e moderada em que o tratamento conservador adequado está apresentando resultados insatisfatório são candidatos a viscossuplementação.

Qual o objetivo da viscossuplementação?

A viscossuplementação é uma opção auxiliar no tratamento da osteoartrite do joelho, devendo sempre estar associada as demais medidas de tratamento conservador: mudança do estilo de vida, perda de peso, fortalecimento dos membros inferiores, melhora da capacidade cardiovascular, analgésicos e anti-inflamatórios e fisioterapia.

O objetivo da viscossuplementação é melhorar os sintomas do paciente, principalmente a dor, permitindo que ele retorne a sua funcionalidade normal.

O efeito da viscossuplementação dura quanto tempo?

Os primeiros resultados são sentidos em até uma semana após a infiltração e podem durar por até 6 meses.

A viscossuplementação pode ser repetida?

Sim. Nos casos em que o paciente tem uma resposta satisfatória com a viscossuplementação é possível repetir o procedimento quando os sintomas começarem a reaparecer.

Como é feita a viscossuplementação?

Trata-se de um procedimento simples, que pode ser realizado no consultório ou no centro cirúrgico, com alta logo após o procedimento, realizado com anestesia local.

Dói para fazer a viscossuplementação?

Eventualmente pode ocorrer algum desconforto durante o procedimento, mas esse desconforto é transitório e geralmente de pequena intensidade.

Preciso de repouso após a viscossuplementação?

Após a viscossuplementação é recomendável evitar atividades mais intensas por 48 horas, mas as atividades de vida diária podem ser mantidas sem problemas.

É um procedimento seguro? Quais os riscos da viscossuplementação?

A viscossuplementação é um procedimento bastante seguro, com baixíssimos níveis de complicação. Alguns pacientes podem sentir algum incômodo, como inchaço e dor, na primeira semana após a infiltração, mas esse incômodo tende a melhorar com gelo e anti-inflamatório. Raramente pode haver reação alérgica do paciente ao ácido hialurônico aplicado, condição que muitas vezes simula infecção e por vezes é tratada da mesma forma, nesses casos o paciente não deve repetir a aplicação. E a complicação mais grave que pode existir é a infecção propriamente dita, quando bactérias contaminam e se proliferam na articulação causando pioartrite ou artrite infecciosa.

VISCOSSUPLEMENTAÇÃO 

 

A osteoartrite de joelho é uma das principais causas de limitação da funcionalidade para atividades de vida diária entre a população mais idosa. 

É uma doença de evolução lenta, que com o passar do tempo vai piorando até que a dor comece a impactar significativamente a vida dos pacientes. 

Apesar de não existir cura para a osteoartrite, existem diversas opções de tratamento para manejar a dor e tentar retardar a progressão da doença, permitindo que o paciente continue ativo. 

Nos estágios iniciais da osteoartrite de joelho os tratamento não envolvem procedimentos cirúrgicos invasivos. Preferimos as alternativas ditas conservadoras. Essa alternativas sem cirurgia envolvem: 

  • Modificação do estilo de vida 
  • Perda de peso 
  • Fortalecimento muscular dos membros inferiores 
  • Melhora da capacidade cardiovascular
  • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios 
  • Fisioterapia 
  • Infiltração de joelho 

As infiltrações de joelho podem ser feitas com diversas substâncias: 

  • Anestésicos
  • Corticoides
  • Produtos ortobiológicos 
  • Viscossuplementação (Ácido hialurônico) 

Quando todas as outras medidas para o tratamento conservador da osteoartrite de joelho falham, recorremos a infiltração do joelho, frequentemente com ácido hialurônico, o que chamamos de viscossuplementação. 

Na viscossuplementação um gel muito semelhante ao líquido sinovial composto principalmente por ácido hialurônico é injetado na articulação do joelho. 

A ação esperada o ácido hialurônico é melhorar a lubrificação e a absorção de impactos na articulação. 

Sabemos que pessoas com osteoartrite de joelho possuem uma menor quantidade de ácido hialurônico no joelho e que além disso o ácido hialurônico que eles possuem é de qualidade inferior. O objetivo por trás desse procedimento é aumentar e melhorar a qualidade do ácido hialurônico existente no joelho do paciente. 

Os resultados dos estudos clínicos com ácido hialurônico ainda são conflitantes. Ou seja, ainda não foi possível provar benefício clínico na melhora da dor ou função quando adotamos essa terapia. Apesar disso, muitos pacientes relatam melhora significativa dos sintomas e da qualidade de vida. 

Procedimento 

Trata-se de um procedimento bastante simples, que pode ser realizado em caráter ambulatorial, desde que seguida a técnica asséptica. 

A viscossuplementação é feita com um botão anestésico local e usando uma agulha pelo lado do joelho para acessar a articulação. Para aumentar a precisão do procedimento é possível usar auxílio do ultrassom. 

O paciente é liberado imediatamente após o procedimento e a única restrição é evitar atividades físicas intensas por 48 horas após a infiltração. 

Tipos de Ácido Hialurônico 

Atualmente existem muitos tipos de ácido hialurônico no mercado. O mais comum é diferenciá-los conforme o peso molecular de cada um deles em baixo peso molecular, médio peso molecular, alto peso molecular e ultra-alto peso molecular.  

Conforme o peso molecular de ácido hialurônico o tempo de duração dentro da articulação e o número de aplicações muda. Habitualmente opto pelo ácido hialurônico de alto peso molecular, que necessitam de apenas uma aplicação e possuem maior tempo de duração intra-articular. 

O Paciente Ideal Para a Viscossuplementação 

O paciente ideal para a viscossuplementação é o paciente com osteoartrite de joelho leve a moderada, sem resposta satisfatória ao tratamento conservador adequado. 

Alguns pacientes com lesão meniscal degenerativa sintomática sem resposta adequada ao tratamento conservador ou sinovite refratária ao uso de anti-inflamatórios também podem se beneficiar da viscossuplementação ou infiltração articular de outras substâncias. 

Efeitos Adversos 

Uma parcela pequena dos pacientes pode sentir algum grau de desconforto leve no joelho após a aplicação do ácido hialurônico. Esse desconforto deve durar apenas alguns poucos dias e deve ser contornado com compressas geladas e uso de anti-inflamatórios. 

Complicações 

As principais complicações relacionadas a viscossuplementação, felizmente muito raras, são infecção e reação alérgica ao ácido hialurônico. 

Infecção 

Durante o procedimento bactérias podem ser inoculadas na articulação e provocar uma infecção articular grave conhecida como pioartrite. Essa complicação exige intervenção cirúrgica precoce. Mas com uso correto da técnica asséptica o risco dessa complicação é bastante diminuído. 

Alergia ao Ácido Hialurônico 

Alguns pacientes apresentam um quadro de reação alérgica ao ácido hialurônico. Essa reação pode variar desde dor um pouco mais acentuada por alguns dias até uma inflamação exuberante no joelho com hiperemia (vermelhidão), inchaço (derrame articular) e dor, num quadro muito semelhante ao de infecção. 

Muitas vezes não é possível diferenciar com precisão um quadro de reação alérgica de um quadro de infecção e acabamos tratando com limpeza cirúrgica. 

Com o desenvolvimento de novas técnicas de obtenção de ácido hialurônico as reações alérgicas ao ácido hialurônico têm sido menos prevalentes. 

Resultados 

Como explicado anteriormente, alguns pacientes podem não sentir benefício algum com a viscossuplementação. Já para outros pode demorar algumas semanas para que os efeitos seja sentidos e para alguns em poucos dias o alívio já é percebido. 

O tempo de melhora dos sintomas é variável. A maioria das bulas sugere melhora dos sintomas por um prazo de 4 a 6 meses. Na prática clínica, alguns pacientes chegam a referir melhora por mais de um ano. 

Os pacientes que ficam satisfeitos com a viscossuplementação podem repetir o procedimento quando acharem necessário. Não há um tempo mínimo ou máximo ideal entre as aplicações. O mais importante é que o paciente não pare com as outras medidas do tratamento conservador só porque já fez uma infiltração. 

ARTROPLASTIA PARCIAL DE JOELHO

ARTROPLASTIA PARCIAL DE JOELHO 150 150 Iberê Datti
Artroplastia Parcial de Joelho

ARTROPLASTIA PARCIAL DE JOELHO

O joelho é dividido em 3 partes, chamadas compartimentos, elas são: medial, latera e patelofemoral. A prótese total de joelho é uma cirurgia que substitui os 3 compartimentos, mas nem todos os pacientes têm desgaste importante em todos os compartimentos, para esses pacientes é possível substituir apenas o compartimento acometido, a este procedimento damos o nome de artroplastia unicompartimental de joelho, ou prótese parcial de joelho.

Os objetivos da cirurgia de artroplastia unicompartimental são os mesmo da artroplastia total de joelho, melhora da dor, reestabelecimento da função e da mobilidade, e melhora da qualidade de vida. As vantagens da prótese parcial são: incisões menores, menor remoção de osso do paciente, menos sangramento, recuperação mais rápida, melhor amplitude de movimento e uma sensação de um joelho mais normal após a cirurgia. Já as desvantagens são melhora da dor menos consistente.

Nem todos os pacientes são candidatos a prótese parcial de joelho, converse com o seu médico a respeito do seu caso.

ARTROPLASTIA PARCIAL DE JOELHO 

 

Na artroplastia de joelho ossos e cartilagens desgastados pela osteoartrite de joelho são substituídos por componentes artificiais de metal e polietileno. Na artroplastia parcial do joelho, ou artroplastia unicompartimental de joelho, apenas uma parte da cartilagem e do osso do joelho são substituídos. 

Como as vias cirúrgicas e a agressão a partes moles são menores nas cirurgias de prótese parcial de joelho a recuperação dos pacientes costuma ser mais rápida. 

Existem diversas opções cirúrgicas e não cirúrgicas para o tratamento da osteoartrite. Converse com o seu médico a respeito da melhor opção para o seu caso. 

Descrição 

Na osteoartrite de joelho a cartilagem articular vai se desgastando lentamente com o tempo. Esse processo pode ocorrer em toda a superfície articular ou ficar restrita a apenas uma parte, ou compartimento,, do joelho. 

O joelho pode ser dividido em 3 compartimentos principais: 

  • Compartimento medial: o lado de dentro do joelho 
  • Compartimento lateral: o lado de fora do joelho
  • Compartimento anterior: a parte da frente do joelho 

Nos casos de osteoartrite avançada, sem resposta satisfatória ao tratamento conservador, mas restrita a apenas um dos compartimentos do joelho a artroplastia unicompartimental de joelho é uma opção terapêutica. 

Na prótese parcial de joelho apenas a cartilagem e ossos muito desgastados são substituídos por componentes artificiais, enquanto os compartimentos em boas condições são preservados. 

Vantagens e Desvantagens da Artroplastia Parcial de Joelho 

Os resultados da artroplastia parcial de joelho são muito bons quando o procedimento é bem indicado. 

As principais vantagens da artroplastia parcial de joelho são: 

  • Recuperação mais rápida 
  • Menor dor pós-operatória 
  • Menor perda sanguínea 
  • Menor risco de infecção
  • Menor risco de trombose 

Como parte da articulação do joelho nativa é preservada, muito pacientes também referem que o joelho fica parecendo mais natural do que com a prótese total de joelho. Além disso, a flexão do joelho costuma ser melhor. 

A principal desvantagem da artroplastia parcial de joelho em relação a prótese total de joelho é a maior chance de precisar de uma segunda cirurgia no futuro. Em muitos pacientes a osteoartrite, hora localizada em apenas um dos compartimentos do joelho, pode passar a acometer outros compartimentos, fazendo com que o paciente precise converter a prótese parcial em uma prótese total de joelho. 

Candidatos a Artroplastia Unicompartimental de Joelho 

O paciente ideal para a prótese unicompartimental de joelho é aquele com osteoartrite avançada, sem resposta satisfatória ao tratamento conservador, acometendo apenas um dos compartimentos do joelho. 

Porém algumas condições contraindicam a cirurgia de prótese parcial: 

  • Doenças inflamatórias (artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico) 
  • Rigidez articular no joelho 
  • Lesões ligamentares 

Havendo seleção adequada do paciente candidato a artroplastia parcial de joelho os resultados de médio e longo prazo são muito bons. 

Avaliação Ortopédica 

Antes de indicar qualquer tratamento, o paciente deve ser muito bem avaliado. Isso é ainda mais importante se pensamos em indicar procedimentos cirúrgicos ou invasivos. 

Entender as expectativas e desejos do pacientes, as limitações impostas pela doença, o local e as características da dor, e a presença de outras doenças é indispensável para a correta indicação dos tratamentos. 

No exame físico me atendo ao ponto de maior dor do paciente, competência dos ligamentos do joelho, deformidade, trofismo e força muscular, limitações do arco de movimento, condições de pele, presença de doenças vasculares, entre outros detalhes. 

Se seu joelho já tiver deformidade muito grande, rigidez ou lesão ligamentar a chance de ser indicada uma prótese parcial de joelho diminui consideravelmente. 

Exames de imagem 

Os dois principais exames de imagem necessário para avaliar o paciente candidato a artroplastia parcial de joelho são: 

  • Radiografia 
  • Ressonância magnética 

A Cirurgia 

Anestesia 

Antes da cirurgia um anestesista irá conversar com você para em conjunto decidirem qual a melhor anestesia para você. Pode ser 

  • Anestesia Geral 
  • Raquianestesia 
  • Bloqueio periférico
  • Combinação de técnicas 

O Procedimento Cirúrgico 

A cirurgia de colocação da prótese unicompartimental de joelho demora em média de 1 a 2 horas. 

Antes de iniciar o procedimento eu inspeciono os outros compartimentos do joelho para me certificar de que a artroplastia unicompartimental de joelho está bem indicada. Nesse momento, pode-se optar por converter a cirurgia para prótese total de joelho (com ciência prévia do paciente de que existe essa possibilidade) ou interromper o procedimento e planejar nova abordagem em ocasião oportuna. 

As etapas da cirurgia, após a inspeção articular são: 

  1. Retirar cartilagem desgastada com os cortes ósseos
  2. Fixar os componentes metálicos ao osso remanescente
  3. Colocar o espaçador de polietileno 

Alguns paciente submetidos a artroplastia parcial de joelho podem receber alta no mesmo dia da cirurgia. 

Complicações 

As complicações de uma artroplastia parcial de joelho são incomuns, mas como em todo procedimento cirúrgico existe risco. Os principais são: 

  • Trombos 
  • Infecção 
  • Lesão neurovascular 
  • Manutenção da dor
  • Riscos relacionados ao procedimento anestésico 
  • Necessidade de novas intervenções cirúrgicas 

Pós-Operatório 

O pós-operatórios de paciente submetidos a artroplastia parcial de joelho habitualmente é mais fácil que dos submetidos a artroplastia total de joelho. 

Alta Hospitalar 

 Muitas vezes o paciente pode receber alta no mesmo dia o no dia seguinte ao da cirurgia. 

Analgesia 

Sentir um pouco de dor no período pós-operatório imediato é esperado, mas essa dor não deve ser muito intensa ou incapacitante. Por isso você receberá toda a orientação a respeito dos uso de analgésicos e estratégias de lidar com a dor. 

Fisioterapia 

Deve começar o quanto antes, muitas vezes é possível fazer a primeira sessão de fisioterapia ainda no dia da cirurgia. É ela que vai te ajduar a recuperar o movimento da perna, ganhar força e treinar a marcha. 

Caminhadas e Descarga de Peso no Membro Operado 

A artroplastia parcial do joelho permite qu eo paciente descarregue o peso na perna operada imediatamente após a cirurgia. Os fatores limitantes serão seu conforto/dor e força. 

Você pode se interessar por outros conteúdos relacionados a artroplastia parcial de joelho que tenho em meu site.

OSTEOTOMIA DE JOELHO

PRÓTESE PATELOFEMORAL

OSTEOARTRITE PATELOFEMORAL

ARTROSE DE JOELHO – TRATAMENTO CONSERVADOR

VISCOSSUPLEMENTAÇÃO

ARTROPLASTIA TOTAL DE JOELHO

ARTROSE DO JOELHO

ARTROSCOPIA DO JOELHO

ARTROSCOPIA DO JOELHO 150 150 Iberê Datti
ARTROSCOPIA DO JOELHO

ARTROSCOPIA DO JOELHO

Artroscopia de joelho é um procedimento cirúrgico, pouco invasivo, realizado por por pequenas incisões (cerca de 1cm) usando uma câmera colocada no interior da articulação e todo um instrumental específico para esse procedimento. Diversas doenças do joelho podem ser tratadas por esse método.
Muitas doenças podem ser tratadas por artroscopia, as mais comuns são: lesões dos ligamentos cruzados, lesões meniscais, lesões de cartilagem, sinovite, ressecção de corpos livres, biópsia, limpeza de infecções intra-articular (artrite infecciosa do joelho).

ARTROSCOPIA DE JOELHO 

A artroscopia é um procedimento cirúrgico que permite olhar dentro da articulação sem a necessidade de grandes incisões, usando uma câmera para essa finalidade.  

Para realizar a artroscopia fazemos pequenas incisões, de cerca de 1 cm, que permitem colocar pequenas câmeras e instrumentos dentro da articulação. Com esse procedimento cirúrgico é possível tanto fazer diagnósticos quanto tratar algumas lesões. 

Por se tratar de uma cirurgia menos invasiva do que as feitas de forma aberta a recuperação pós-operatória costuma ser menos dolorosa e mais rápida. 

Anatomia 

O joelho é a maior articulação do corpo, e uma das mais complexas. Os ossos que formam o joelho são o fêmur (osso da coxa), a tíbia (osso da perna) e a patela (osso da frente do joelho). 

Outras estruturas importante dentro do joelho são: 

  • Cartilagem articular 
  • Sinóvia 
  • Menisco 
  • Ligamentos 

Indicações da Artroscopia de Joelho 

Diversos problemas no joelho podem ser tratados com artroscopia, os principais deles são: 

  • Confirmação diagnóstica se dúvida após história clínica bem feita e avaliação detalhada dos exames de imagem 
  • Sinovites 
  • Corpo Livres 
  • Lesão de ligamento 
  • Lesão do menisco
  • Lesão da cartilagem 
  • Fraturas 

Procedimentos Artroscópicos de Joelho 

Diversos procedimentos no joelho podem ser realizados de forma artroscópica ou auxiliados por artroscopia, os principais são: 

  • Auxílio na redução de fixação de fraturas do joelho
  • Sinovectomia (retirada da sinóvia doente) 
  • Retirada de corpo livre 
  • Reconstrução de ligamentos 
  • Reparo de ligamentos 
  • Meniscectomia (retirada de menisco)
  • Sutura de menisco (reparo do menisco) 
  • Tratamento das lesões de cartilagem 

Como é feita a artroscopia? 

Via de regra a artroscopia é um procedimento mais simples e menos agressivo do que as cirurgias abertas tradicionais, permitindo uma recuperação mais rápida. Ainda assim, é necessário realizar a artroscopia em centro cirúrgico sob anestesia. 

Pequenas incisões, de cerca de 1cm, pelas quais introduzimos o artroscópio (câmera para visualizar o interior da articulação) e outros instrumentos de trabalhos, são feitas em volta do joelho, conforme a necessidade do procedimento a ser realizado (geralmente são 2 furinhos na parte da frente do joelho. 

Ao final da cirurgia essas pequenas incisões são fechadas com pontos e um curativo é colocado por cima. 

Muitos procedimentos artroscópicos têm muito pouca ou nenhuma dor no período pós-operatório. De forma que é possível dar alta hospitalar para o paciente no mesmo dia do procedimento com pouca medicação analgésica. 

Algumas vezes o problema não pode ser inteiramente solucionado por cirurgia artroscópica e é preciso converter para cirurgia aberta ou fazer uma cirurgia mista (parte artroscópica, parte aberta). 

Como é após o procedimento? 

Ainda antes da cirurgia você será devidamente orientado sobre como se espera que seja o pós-operatório, com medidas e cuidados que você deve ter.  

Restrições de exercício e atividade física, cuidados com a ferida operatória, início da fisioterapia e orientações quanto ao processo de reabilitação são discutidos no consultório antes da cirurgia e reforçados antes da alta hospitalar. 

Nos retornos pós-operatórios observo o aspecto da ferida, o inchaço na perna (se tiver algum), queixas de dor, ativação do quadríceps, padrão de marcha e mobilidade do joelho, entre outros pontos. 

Quais são as possíveis complicações? 

As cirurgias artroscópicas são extremamente seguras, por isso são poucas as complicações relevantes associadas a elas. Ainda assim, trata-se de um procedimento cirúrgico, portanto não é um procedimento isento de complicações. 

As complicações dependem entre outras coisas do procedimento a ser realizado, mas algumas delas podem ocorrer em qualquer procedimento cirúrgico. Infecção, trombose, sangramento, rigidez articular, edema, lesão neurológica ou vascular e quebra dos instrumentos dentro da articulação são as principais complicações possíveis, mas ocorrem em menos de 1% dos procedimentos artroscópicos. 

Benefícios da Artroscopia 

O principal benefício da artroscopia é um pós-operatório mais tranquilo para o paciente, com menos dor e reabilitação mais acelerada. 

Como é a recuperação após a artroscopia? 

Você receberá alta com meia elástica para ajudar a prevenir trombose e diminuir o inchaço nas pernas e no joelho. 

A fisioterapia pós-operatória deve ser iniciada o mais cedo possível. 

As incisões cirúrgicas costumam sangrar pouco e os pontos sobre elas podem ser retirados em 2 a 3 semanas após a cirurgia. 

Os cuidados de higiene, curativo e dessensibilização da ferida serão orientados antes da cirurgia e antes da alta. 

A alta hospitalar costuma ser no mesmo dia do procedimento. 

As orientações quanto a uso de muleta, liberação de descarga de peso no membro operado e restrição de flexão do joelho são individualizadas conforme cada paciente e cada cirurgia. Mas, em geral, para uma artroscopia simples, é possível andar sem muletas e retornar ao trabalho de escritório em até 2 semanas, descarregar o peso no membro operado conforme o tolerado, dirigir em até 4 semanas, praticar esportes sem restrições em até 6 a 8 semanas) (sugiro que você discuta essas previsões com seu médico, pois eles podem varia bastante conforme a cirurgia artroscópica a ser realizada). 

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VISCOSSUPLEMENTAÇÃO

PLASMA RICO EM PLAQUETAS (PRP)

LESÃO DO MENISCO

SUTURA DE MENISCO E MENISCECTOMIA

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO PATELOFEMORAL MEDIAL

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO PATELOFEMORAL MEDIAL 150 150 Iberê Datti
RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO PATELOFEMORAL MEDIAL

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO PATELOFEMORAL MEDIAL

A Reconstrução do Ligamento PateloFemoral Medial (RLPFM) é um procedimento cirúrgico indicado para paciente com instabilidade ligamentar.

O Ligamento PateloFemoral Medial (LPFM) é um ligamento que vai do epicôndilo femoral medial até a porção superior da patela.

O Ligamento PateloFemoral Medial (LPFM) é o principal responsável por estabilizar a patela e ajudar a prevenir a subluxação patelar (deslocamento parcial) ou luxação lateral da mesma.

Esse ligamento pode se romper quando ocorre uma luxação lateral da patela.

Essa luxação, também chamada de deslocamento, pode ser causada por um trauma direto no joelho, traumas torcionais, ou haver predisposições anatômicas, como alteração da conformação da tróclea, da patela, dos alinhamentos coronal e rotacional dos membros, e frouxidão ligamentar.

Muitas vezes é possível iniciar os cuidados tentando o tratamento conservador, sem cirurgia. Mas nos casos de recidiva do deslocamento ou de lesões associadas que necessitem de tratamento cirúrgico, como lesões de cartilagem, o tratamento cirúrgico para a Reconstrução do Ligamento PateloFemoral Medial (RLPFM) deve ser realizado.

A Reconstrução do Ligamento PateloFemoral Medial (RLPFM) pode ser feita usando tanto enxerto de banco de tecido (aloenxerto) quanto enxerto do próprio paciente (autoenxerto).

Usualmente preferimos o enxerto com as características biomecânicas mais próximas possível das características do ligamento original, por isso o tendão do músculo grácil costuma ser a primeira escolha da maioria dos cirurgiões, mas também é possível usar outros tendões, como o semitendíneo e partes dos tendões patela ou quadricipital, por exemplo.

É importante notar que frequentemente a Reconstrução do Ligamento PateloFemoral Medial (RLPFM) é realizada em conjunto com outros procedimentos cirúrgicos para melhorar a estabilidade patelar, o mais comum deles é a osteotomia da tuberosidade anterior da tíbia (TAT). Por isso, cada paciente deve ser avaliado cuidadosamente para que possamos individualizar a melhor conduta para cada caso.

Os cuidados pós-operatórios dependem dos procedimentos realizados em conjunto com a Reconstrução do Ligamento PateloFemoral Medial (RLPFM), mas como regra geral o paciente sai da cirurgia podendo dobrar o joelho conforme a dor permitir, mas devendo usar um imobilizador e um par de muletas para caminhar por 3 a 6 semanas.

A fisioterapia deve começar o quanto antes e em 3 a 6 meses o paciente deve ter condições de alta.

Entre as principais complicações estão dor anterior no joelho, re-luxação patelar e rigidez articular.

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SÍNDROME DA DOR ANTERIOR DO JOELHO E CONDROMALÁCIA

OSTEOARTRITE PATELOFEMORAL

PRÓTESE PATELOFEMORAL

INSTABILIDADE PATELAR

SUBCONDROPLASTIA

SUBCONDROPLASTIA 150 150 Iberê Datti

A articulação do joelho é uma das articulações mais importantes do nosso corpo, pois sustenta o peso do corpo e é fundamental para realizar atividades do dia-a-dia, como caminhar, subir escadas, sentar, etc.

Devido a esses movimentos, essa articulação é vulnerável a muitos problemas, sendo a osteoartrite e outras condições relacionadas a ela muito comuns. A subcondroplastia pode ser uma opção terapêutica para alguns desses problemas.

fratura por insuficiência subcondral
Imagem de Ressonância de um edema ósseo secundário a uma fratura por insuficiência subcondral

Fratura por Insuficiência Subcondral

A fratura por insuficiência subcondral do joelho é uma das condições degenerativas do joelho com potencial de causar impacto negativo significativo na vida dos pacientes. Podendo até mesmo prejudicar atividades simples e extremamente necessárias, como andar poucos passos.

Essa condição não pode ser identificada por uma radiografia simples. Precisamos de uma ressonância magnética nesse caso, que vai evidenciar um edema ósseo compatível com o local da dor.

Se essas lesões não forem tratadas corretamente podem evoluir com uma progressão acelerada do quadro de osteoartrite, chegando até mesmo a antecipar a necessidade de uma prótese de joelho.

O tratamento dessa doença pode ser feito de maneira conservadora, com uso de medicações e muletas ou andadores para a restrição de carga ou com um procedimento minimamente invasivo, a subcondroplastia.

Subcondroplastia
Subcondroplastia

Subcondroplastia

Subcondroplastia é um tratamento para alguns casos específicos de artrose, associados a fratura por insuficiência do osso subcondral. Essas lesões estão relacionadas a piora da dor e uma progressão mais rápida da artrose, e não é identificada pela radiografia, apenas pela ressonância magnética. Paciente com quadro de artrose ainda bem inicial podem apresentar esse problema.

Subcondroplastia é um procedimento minimamente invasivo que preenche as lesões subcondrais com um substituo óssea a base de fosfato de cálcio.

O preenchimento estabiliza as lesões e auxilia no processo de recuperação, melhorando a dor e facilitando as atividades dos pacientes.

Os melhores resultados são obtidos em pacientes com quadros de artrose leve a moderada, outras opções de tratamento devem ser pensadas para pacientes com artrose grave.

Podemos considerar que a subcondroplastia é um tratamento com o potencial de evitar ou retardar a colocação de uma prótese no joelho.

Subcondroplastia está cada vez mais popular, pois é uma maneira simples e acessível de prevenir a osteoartrite, e até mesmo uma prótese de joelho.

 

Vantagens da subcondroplastia

·         Procedimento minimamente invasivo

·         Possibilidade de alta no mesmo dia do procedimento

·         Recuperação rápida

·         Baixo risco associado ao procedimento

·         Não atrapalha caso seja necessário colocar uma prótese de joelho no futuro

Pós-Operatório da Subcondroplastia

É comum sentir alguma dor e desconforto na área operada por 1 a 2 dias após o procedimento. Analgésico simples usualmente são suficientes para contornar esse problema. Medicamentos para alívio da dor serão prescritos para gerenciá-la.

Você precisará de muletas ou andador por 1 ou 2 semanas após a cirurgia, visando reduzir a carga de peso na perna operada.

A fisioterapia deve ser iniciada o quanto antes após o procedimento.

Se você sofre com problemas no joelho, não perca tempo e agende sua Consulta

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FRATURA POR INSUFICIÊNCIA SUBCONDRAL

ARTROPLASTIA PARCIAL DE JOELHO

ARTROPLASTIA TOTAL DE JOELHO

BURSITE ANSERINA OU BURSITE DA PATA DE GANSO

BURSITE ANSERINA OU BURSITE DA PATA DE GANSO 150 150 Iberê Datti

Bursite Anserina ou Bursite da Pata de Ganso

As bursas são pequenas estruturas com aspecto gelatinoso que se encontram por todo o corpo, incluindo ombro, cotovelo, quadril, joelho e calcanhares. Elas ficam posicionadas entre ossos e tecidos moles e sua função é diminuir o atrito entre essas estruturas.

A bursite anserina é uma inflamação da bursa localizada entre a tíbia e os tendões isquiotibiais na parte interna do joelho, muitas vezes associada a tendinite desses tendões. A bursite ocorre quando a bursa fica inflamada, o que faz com que ela fique inchada e dolorosa, além de comprimir estruturas adjacentes.

Dor e desconforto na parte interna do joelho, aproximadamente 5 a 7 cm abaixo da linha articular, são sintomas comuns dessa doença.

 

Local da dor na bursite anserina

A dor na bursite anserina fica na parte de dentro do joelho, logo abaixo da linha articular

Causas

A bursite anserina geralmente é o resultado do sobreuso ou atrito constante sobre a bursa. Essa condição é comum em atletas, especialmente em corredores. Pessoas com osteoartrite do joelho também são susceptíveis.

Vários fatores podem contribuir para surgimento da bursite anserina, incluindo:

  • Técnica inadequada na execução do movimento do exercício
  • Desbalanço muscular
  • Sobrecarga por excesso de treino ou falha na periodização
  • Encurtamento da cadeia posterior
  • Sobrepeso e obesidade
  • Rotação externa excessiva dos membros inferiores
  • Lesão meniscal

Sintomas

Os sintomas da bursite anserina incluem:

  • Dor progressiva na parte de dentro do joelho, cerca de 5 a 7 cm abaixo da linha articular
  • Piora da dor com exercícios
  • Pior da dor para subir escada

Tratamento

Atletas e praticantes de atividade física devem melhorar a técnica de execução dos movimentos e a carga de treino, a fim de evitar recidivas.

Além disso: repouso, compressas geladas por 15 a 20 minutos pelo menos 3 vezes ao dia, uso de anti-inflamatórios e fisioterapia.

A infiltração da bursa com anestésico e corticoide e pode ser necessária nos casos que não respondem bem com o tratamento conservador inicial. Em ocasiões raras pode ser necessário um procedimento cirúrgico simples para a retirada da bursa inflamada.

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BURSITE PRÉ-PATELAR

SÍNDROME DA DOR ANTERIOR DO JOELHO E CONDROMALÁCIA

CANELITE

OSTEOCONDRITE DISSECANTE DE JOELHO

OSTEOCONDRITE DISSECANTE DE JOELHO 150 150 neural
OSTEOCONDRITE DISSECANTE DO JOELHO

A osteocondrite dissecante de joelho é uma doença da articulação na qual um fragmento de cartilagem com uma pequena camada óssea se solta, podendo ficar no local de origem ou livre na articulação.

O local típico de ocorrência dessa doença é na parede lateral do côndilo femoral medial, mas pode acometer outras partes do joelho e até mesmo outras articulações do corpo.

O paciente típico que se apresenta com osteocondrite dissecante tem entre 10 e 20 anos, é do sexo masculino e prática esportes.

Não se sabe ao certo a causa exata da doença, mas existem algumas hipóteses: microtraumas de repetição, alteração da irrigação sanguínea local e osteonecrose. Parece haver um componente genético envolvido na origem dessa doença.

As queixas típicas do paciente são dor, edema e rigidez articular, diminuição da amplitude de movimento e travamento ou estalidos no joelho. Muitas vezes a prática de atividade física piora os sintomas.

O diagnóstico é feito por meio da anamnese, exame físico, radiografias e ressonância magnética. Já o tratamento depende da idade e maturidade esquelética do paciente e características específicas do fragmento solto, podendo ser conservador, com uso de analgésicos e muletas até melhora do quadro, ou cirúrgico.

As opções cirúrgicas variam entre fixação do fragmento solto no seu local de origem e tratamentos específicos para lesões condrais: perfuração, mosaicoplastia, transplante autólogo, por exemplo.

OSTEOCONDRITE DISSECANTE DE JOELHO 

 A osteocondrite dissecante é uma doença que pode acometer qualquer articulação em qualquer idade, mas é mais comum na articulação do joelho de crianças e adolescentes. Nela, um pedaço da cartilagem se solta do restante que está ao redor. 

Normalmente ela acomete apenas uma articulação, mas em algumas pessoas pode ocorrer em mais de uma, nos dois joelhos, por exemplo. 

Principalmente em pacientes jovens, que ainda não alcançaram a maturidade esquelética, essa doença muitas vezes se resolve espontaneamente. Mas algumas vezes, principalmente em crianças mais velhas e adultos, esse fragmento pode se desprender e precisar de cirurgia. 

Anatomia  

A articulação do joelho é uma articulação na qual 3 ossos se juntam para permitir o movimento da perna em relação a coxa. Em um joelho saudável esse movimento é suave devido a cartilagem articular e a lubrificação oferecida pelo líquido sinovial. 

O local mais comum da osteocondrite dissecante é na cartilagem que recobre o fêmur no joelho. 

Causas 

Ainda não se sabe exatamente o que causa a osteocondrite dissecante. Acredita-se que microtraumas e estresse aplicado sobre o osso da região estejam envolvidos na etiologia da doença. 

Sintomas 

As principais queixas do paciente com osteocondrite dissecante do joelho são dor e inchaço no joelho. Nos casos mais avançados, em que há desprendimento do fragmento que fica solto dentro da articulação, pode haver bloqueio, travamento ou sensação de falseio na articulação. 

Consulta Médica 

Começo tentando entender bem a queixa do paciente, as atividades físicas praticadas e em que nível de exigência. Saber as expectativas do paciente é importante para individualizar e planejar a melhor proposta terapêutica para o paciente. 

Exame Físico 

Existem manobras e testes específicos que ajudam a fazer o diagnóstico da osteocondrite dissecante do joelho. 

Além de identificar a osteocondrite dissecante também precisamos avaliar o eixo da perna e possíveis lesões associadas 

Exames de Imagem 

Radiografia 

As radiografias são bons exames de imagem para avaliar as estruturas ósseas. Em casos mais avançados de osteocondrite dissecante elas podem confirmar o diagnóstico e mostrar a localização da lesão. 

As radiografias também permitem estimar o amadurecimento esquelético (fechamento da cartilagem de crescimento) e ajudam a avaliar o eixo da perna  

Tratamento 

Em pacientes jovens, com a cartilagem de crescimento aberta, e com lesão estável o tratamento conservador, sem cirurgia tem bons resultados. 

Em pacientes com lesão estável ou próximo a maturidade esquelética (cartilagem de crescimento fechada) o tratamento cirúrgico costuma ser cirúrgico. 

Tratamento Conservador (Não Cirúrgico) 

O tratamento não cirúrgico é a primeira linha de tratamento para casos de osteocondrite dissecante em pacientes com a fise aberta e lesão estável. O tratamento conservador consisite em: 

  • Restrição de atividade física  
  • Uso de muletas 
  • Imobilizar o joelho 
  • Analgésicos 

Em até 4 meses o paciente deve ter melhora significativa dos sintomas e retornar as atividades esportivas sem restrição. 

Tratamento Cirúrgico 

O tratamento cirúrgico da osteocondrite dissecante de joelho está indicado se 

  • Falha do tratamento conservador 
  • Fragmento instável ou deslocado 
  • Paciente próximo a maturidade esquelética 

Existem várias técnicas de tratamento possíveis para a osteocondrite dissecante de joelho. A escolha da melhor opção deve ser individualizada. Algumas das possibilidades são: 

  • Drilling / Microperfuração 
  • Fixação “in-situ” 
  • Mosaicoplastia (OATS) 
  • Uso de membrana de colágeno
  • Transplante osteocondral a fresco

Se seu filho tem dores no joelho, lesão de cartilagem ou osteocondrite dissecante eu posso ajudá-lo. Agende uma consulta.

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LESÃO DE CARTILAGEM

TRATAMENTO DAS LESÕES DE CARTILAGEM

CISTO POPLÍTEO DE BAKER

CISTO POPLÍTEO DE BAKER 150 150 neural
cisto poplíteo de baker

CISTO POPLÍTEO DE BAKER

Dentro do joelho há um líquido chamado líquido sinovial, sua função é diminuir o atrito entre as estruturas do joelho durante a movimentação, para que esse líquido fique restrito a região articular existe a cápsula articular, que funciona como uma capa de revestimento da articulação. Em algumas pessoas a cápsula articular pode desenvolver cistos, um deles é o cisto poplíto, ou cisto de Baker, que se forma na região posterior do joelho. Esse cisto pode acometer pessoas de qualquer idade, mas geralmente ocorre em pessoas de mais idade, e pode causar dor e sensação de rigidez no joelho.

São diversas as possíveis causas do cisto de Baker (artrose do joelho, artrite reumatoide, artrite gotosa, traumas prévios) e sabe-se que em muitas das vezes esse cisto está associado a lesões degenerativas do menisco. O diagnóstico é feito principalmente por meio da história clínica e do exame físico, mas exames como o ultrassom e a ressonância magnética podem ajudar.

A maioria dos cistos de Baker pode ser tratada de forma conservadora, sem cirurgia. Em casos específicos pode-se indicar a punção desse cisto ou o tratamento cirúrgico de condições que favoreçam o surgimento dele.

CISTO POPLÍTEO DE BAKER 

O cisto de Baker, ou Cisto Poplíteo, é uma das alterações mais comum do joelho. É um cisto preenchido por líquido sinovial que se forma na parte posterior do joelho e pode causar dor e rigidez. 

Normalmente os cistos de Baker em adultos estão relacionados a outros problemas articulares como lesões meniscais degenerativas e osteoartrite. 

A maioria dos cistos de Baker melhor com o tratamento conservador e alguns até desaparecem sem tratamento algum 

Anatomia 

O joelho é a maior articulação do corpo. Ele é formado por 3 ossos: a parte distal do fêmur, a parte proximal da tíbia e a patela. A cartilagem reveste esses ossos para diminuir o atrito entre eles durante os movimentos. 

O líquido sinovial age como um lubrificante natural do joelho. As bursas são pequenas bolsas localizadas ao redor do joelho que contém líquido e diminuiem o atrito entre músculos, tendões ligamentos e estruturas adjacentes. 

Causa 

Nos adultos o Cisto Poplíteo de Baker geralmente está relacionado a problemas no joelho que causam derrame articular, como: 

  • Osteoartrite 
  • Artrite Reumatoide
  • Lesões meniscais 
  • Lesões ligamentares 
  • Lesões de cartilagem 

O derrame articular causado por essas doenças vai para a parte posterior do joelho e se acumula na bursa poplítea, formando um cisto rico em líquido sinovial, o Cisto de Baker. 

Em crianças, o Cisto de Baker muitas vezes não tem causa conhecida. 

Sintomas 

Alguns Cistos de Baker não causam sintoma algum e o paciente só descrobre após fazer uma ressonância por outro motivo. Mas os sintomas mais comuns são: 

  • Desconfortou ou sensação de preenchimento na parte posterior do joelho 
  • Dor
  • Rigidez ou dificuldade para dobrar o joelho 
  • Inchaço na parte de trás do joelho 

Se o Cisto de Baker ficar muito grande ele pode comprimir as estruturas que passam por trás do joelho (artéria, veia e nervo) e causar sintomas como dor e formigamento na perna. 

Algumas vezes o Cisto de Baker pode deixar a perna inchada, de forma muito semelhante ao que acontece nos casos de trombose da perna. 

Avaliação Médica 

Preciso saber detalhadamente seus sintomas e as lesões que você já teve em seu joelho. 

No exame físico vou me atentar a: 

  • Derrame articular 
  • Instabilidade ligamentar 
  • Cliques, estalos e rangidos no joelho
  • Rigidez articular 
  • Palpação da região poplítea 

Exames de Imagem 

O Cisto Poplíteo de Baker pode ser diagnosticado por ultrassonografia ou ressonância magnética. Mas outros exames como as radiografias são importantes para avaliar outras doenças que o joelho pode ter. 

Tratamento 

Na imensa maioria das vezes o tratamento do Cisto Poplíteo de Baker é conservador (não cirúrgico). E alguns deles vão desaparecer ou deixar de causar sintomas mesmo sem tratamento algum. 

Observação 

Se seu cisto de Baker provoca pouco ou nenhum sintoma a única coisa que pode ser feita é acompanhar a evolução dele. 

Modificação das Atividades 

Se o seu cisto de Baker só incomoda após ou durante a prática de atividades físicas específicas, mudar a atividade praticada pode ser uma solução. 

Analgésicos e Anti-Inflamatórios 

Remédios podem ajudar a controlar a dor e diminuir o inchaço do joelho. 

Infiltração articular 

Quando o Cisto de Baker está associado a um quadro de inflamação importante no joelho (sinovite) que não melhora com anti-inflamatórios a infiltração intra-articular pode ajudar. 

Aspiração do Cisto de Baker 

Cistos de Baker muito grandes e sintomáticos podem ser puncionados e esvaziados usando auxílio da ultrassonografia. 

Tratamento Cirúrgico 

O tratamento cirúrgico do Cisto de Baker é muito raro. Mas pode ser indicado nos casos em que o tratamento conservador falha. 

Artroscopia de Joelho 

É usada para tratar lesões associadas que podem estar causando o cisto de Baker 

Ressecção do Cisto de Baker 

Alguns casos de compressão das estuturas vasculares e nervosas que passam atrás do joelho e que não são resolvidos com a punção do Cisto de Baker, podem precisar de tratamento cirúrgico com ressecção. 

 

 

Se você foi diagnosticado com Cisto Poplíteo de Baker ou sente incômodo na parte posterior do joelho eu posso te ajudar. Agende a Sua Consulta.