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INSTABILIDADE PATELAR

INSTABILIDADE PATELAR 150 150 neural
luxação da patela

A patela é um osso que fica na parte da frente do joelho entre os tendões quadricipital e patelar e se articula com a tróclea femoral durante a flexoextensão do joelho. Para que ela se mantenha centrada e estável sobre a tróclea durante sua excursão a anatomia óssea, os músculos e os ligamentos são importantes. A instabilidade patelar é caracterizada por eventos repetidos de luxação ou subluxação patelar e geralmente está associada a alterações de ao menos um de seus fatores estabilizantes (tróclea rasa, lesão dos ligamentos patelofemorais, desbalanço muscular, entre outros).

O não tratamento dos quadros de instabilidade patelar permite que novos eventos de deslocamento da patela ocorram, podendo causar lesão de cartilagem, dor, limitação funcional e artrose precoce. O tratamento pode ser conservador (fisioterapia, fortalecimento muscular e educação do paciente) ou cirúrgico. As principais opções de tratamento cirúrgico são: reconstrução do ligamento patelofemoral medial e osteotomia da tuberosidade anterior da tíbia.

O que é a patela e qual sua função?

A patela é um osso sesamoide (sesamoide é o nome dado ao osso que se localiza no meio do tendão), o maior do corpo, localizado no mecanismo extensor do joelho, entre os tendões quadricipital e patelar. Sua principal função é melhor a eficiência do mecanismo extensor do joelho.

O que é instabilidade patelar?

Instabilidade patelar é uma doença do joelho em que a patela tende a sair de sua posição anatômica habitual levando a episódios de luxação ou subluxação da patela.

O que causa a instabilidade patelar?

A instabilidade patelar quase sempre é causada por uma série de alterações anatômicas e mecânicas dos membros inferiores: displasia troclear ou da patela, alteração da rotação dos membros inferiores, patela alta, desbalanço muscular, lateralização da tuberosidade anterior da tíbia, insuficiência do ligamento patelofemoral medial. Cada caso deve ser avaliado individualmente para que se possa determinar quais os motivos da instabilidade patelar em cada paciente.

Quais os problemas de ter uma patela instável?

A instabilidade patelar pode ser uma doença bastante limitante para atividades esportivas, recreativas e do cotidiano, cada vez que a patela sai do lugar há uma sensação de instabilidade no joelho, que pode se associar a quadro de limitação de movimento. Além disso, os episódios de luxação patelar favorecem o surgimento de dor no joelho, lesões de cartilagem do joelho e artrose precoce.

Como é feito o diagnóstico da instabilidade patelar?

O diagnóstico é feito inicialmente pelos sintomas do paciente. Eventualmente a principal queixa pode ser dor na parte anterior do joelho, mas geralmente a queixa é de que a patela sai do lugar. No exame físico é possível notar o sinal do J (lateralização da patela ao término da extensão do joelho), patela alta, hipermobilidade patelar, inclinação patelar aumentada e apreensão. Os exames de imagem podem mostrar patela alta, tróclea rasa, displasia patelar, lesão do ligamento patelofemoral medial, entre outros achados.

Qual o tratamento da instabilidade patelar?

Em alguns casos é possível tentar o tratamento conservador, focando principalmente no fortalecimento e na melhora do balanço muscular da coxa. Em outros casos o tratamento cirúrgico pode ser necessário.

Como é feito o tratamento cirúrgico?

O tratamento cirúrgico da instabilidade patelar deve ser direcionado as alterações mecânicas específicas de cada paciente. São opções cirúrgicas: anteromedialização da patela, inferiorização da patela, liberação do retináculo medial, reconstrução do ligamento patelofemoral medial, e trocleoplastia, entre outros.

Como é o pós-operatório de uma cirurgia para instabilidade patelar?

O pós-operatório depende bastante dos procedimentos cirúrgicos necessários em cada caso. Via de regra são necessárias 3 a 6 semanas de uso de muletas e imobilização do joelho. Em cerca de 3 meses é possível retornar normalmente as atividades.

LUXAÇÃO E INSTABILIDADE PATELAR

A patela, habitualmente, se move por um sulco que temos na região anterior do fêmur distal, a tróclea, enquanto o joelho dobra e estica. 

Algumas vezes a patela pode sair desse trilho, a isso chamamos de luxação patelar. Alguns pacientes podem ter alterações anatômicas que favorecem a luxação patelar mais de uma vez, caracterizando a instabilidade patelar. 

Uma patela que sai do lugar provoca muita dor e precisa ser avaliada por um médico. 

Causas de Luxação Patelar 

Traumas fortes podem fazer a patela sair do lugar. Mas muitas vezes a luxação patelar ocorre sem que haja um trauma significativo. Nessas ocasiões alterações anatômicas que favorecem a luxação patelar costumam estar presentes. 

  • Sulco troclear raso ou mal formado 
  • Frouxidão ligamentar 
  • Alteração da morfologia patelar 
  • Joelho em “X” (valgo de joelho)
  • Alterações rotacionais do fêmur e da perna 
  • Pacientes com Paralisia Cerebral ou Síndrome da Down 

Em pessoas e crianças com estrutura do joelho normal a luxação da patela frequentemente ocorre após um trauma e não costumam se repetir. 

Em pessoas com estrutura do joelho alterada a luxação da patela frequentemente ocorre sem um trauma importante associado e a chance do evento se repetir é consideravelmente maior. 

Sintomas 

A intensidade dos sintomas em uma luxação patelar está bastante associada a gravidade do trauma e as lesões associadas. 

  • Dor 
  • Inchaço no joelho 
  • Medo de realizar atividades que movimentem o joelho, como correr e pular 
  • Sensação de instabilidade
  • Estalo quando a patela sai e volta do lugar 

Avaliação Médica 

Se você ou o seu filho tem algum histórico de ter luxado a patela, procure um médico para ele.  

Durante minha avaliação defino como ocorreu a luxação da patela, quando foi o primeiro episódio e com que frequência acontece (nos casos de recorrência da luxação da patela), que atividades não consegue praticar devido a insegurança. 

No exame físico me atento a todas as alterações anatômicas que podem predispor a luxação da patela. É preciso avaliar o quadril, a marcha, o alinhamento da perna, a posição da patela e realizar diversos testes específicos para entender o que está acontecendo e porque houve a luxação da patela. 

Exames de Imagem 

A avaliação completa das possíveis causas e lesões associadas a luxação da patela precisa de radiografias, ressonância magnética e tomografia computadorizada. 

Cada um desses exames traz informações diferentes que ajudam a planejar o tratamento. 

Tratamento 

Tratamento Imediato 

Se ocorreu uma luxação da patela recente, procure o pronto-socorro. Se necessário, o médico colocará a patela no lugar (muitas vezes a patela volta para o lugar sozinha). Ele pode solicitar exames para avaliar se houve fraturas associadas ao trauma e vai iniciar o tratamento de urgência. 

  • Gelo 
  • Imobilização 
  • Uso de muletas 
  • Analgésicos e anti-inflamatórios
  • Encaminhamento para fisioterapia 
  • Punção articular de alívio (se inchaço muito grande no joelho) 

Tratamento Conservador (Não-Cirúrgico) 

A maioria absoluta das luxações de patela não vai precisar de cirurgia e dificilmente vai voltar a acontecer. 

Nesses casos, fisioterapia e orientação do paciente quando a doença são as principais medidas de tratamento. 

Tratamento Cirúrgico 

Se a patela sai do lugar muitas vezes ou tem alguma lesão de tratamento cirúrgico associada, como lesão grande de cartilagem, o tratamento cirúrgico para a luxação da patela pode ser necessário. 

O tratamento cirúrgico é planejado de forma individualizada, de acordo com as alterações anatômicas que o paciente apresenta. 

Retorno aos Esportes e Atividades Físicas 

Após o tratamento adequado, não costuma haver restrição para retorno as atividades físicas.
 

Se você ou seu filho sofre com uma patela que sai do lugar, eu posso ajudar. Agende uma Consulta.

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RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO PATELOFEMORAL MEDIAL

LESÃO DO MENISCO

LESÃO DO MENISCO 150 150 neural

O menisco é uma cartilagem especializada que fica dentro do joelho, entre o fêmur (osso da coxa) e a tíbia (osso da perna), atuando como um amortecedor do joelho e protegendo a cartilagem articular. A lesão do menisco pode ocorrer por causas degenerativas ou traumáticas e leva a dor e sintomas mecânicos (bloqueio articular, sensação de instabilidade).

As lesões do menisco têm baixo poder de cicatrização, por isso elas podem progredir para osteoartrose. O tratamento pode ser conservador (analgesia, perda de peso, fortalecimento de membros inferiores, infiltração), adotado principalmente nas lesões meniscais degenerativas em pacientes mais velhos, ou cirúrgico (meniscectomia ou sutura do menisco) adotado principalmente em pacientes mais jovens com lesão meniscal traumática ou havendo falha do tratamento conservador.

O que são e para que servem os meniscos?

Os meniscos são estruturas intra-articulares do joelho que desempenham diversas funções, as principais delas são distribuição de forças e absorção de impacto

Quais são os sintomas de uma lesão de menisco?

Os principais sintomas são dor e derrame articular, pode ocorrer dificuldade para andar ou para movimentar o joelho. Esses sintomas eventualmente podem melhorar espontaneamente. Outros sintomas comuns são: bloqueio articular, dor a palpação do menisco, sensação de falseio, estalos, travamento do joelho.

Como é feito o diagnóstico das lesões do menisco?

O mais importante para o diagnóstico são a história clínica, em que o paciente apresenta queixas típicas, e o exame físico, em que manobras específicas reproduzem os sintomas. Exames de imagem complementam a avaliação clínica, confirmando as hipóteses diagnósticas e mostrando eventuais lesões associadas. É importante sempre pesquisar lesões associadas, como lesões ligamentares ou de cartilagem.

Quais são as causas das lesões meniscais?

As lesões meniscais podem ser de origem degenerativa, como nas fases iniciais da osteoartrose do joelho, ou de origem traumática, como nos casos de entorse do joelho, estando muitas vezes associadas a lesão do ligamento cruzado anterior.

Qual o tratamento para a lesão do menisco?

O melhor tratamento para a lesão do menisco deve ser avaliado individualmente e depende de vários fatores: idade do paciente, tempo de lesão, etiologia (traumática/aguda, degenerativa), localização e tamanho da lesão, presença de lesões associadas, demanda funcional e expectativas do paciente, comprometimento com o processo de reabilitação. As principais opções terapêuticas são: tratamento conservador (fisioterapia, analgesia, fortalecimento de membros inferiores, infiltração, readequação dos hábitos de vida), primeira opção de tratamento nas lesões degenerativas sem sintomas mecânicos; meniscectomia (retirar parte do menisco lesado); sutura de menisco. Em alguns casos específicos pode-se indicar o transplante ou a prótese de menisco.

Em quanto tempo posso andar depois da cirurgia de menisco?

Depende das lesões associadas e do tipo de procedimento realizado em seu menisco. A meniscectomia simples permite carga total após a cirurgia, até que se recupere controle adequado do quadríceps (1-2 semanas) são utilizadas muletas. Já nos casos de sutura do menisco pode ser necessário permanecer por até 6 semanas com restrição de carga, de flexão do joelho e uso de braces.

Em quanto tempo posso dirigir após a cirurgia de menisco?

As cirurgias do menisco do joelho esquerdo não interferem na condução de carros automáticos. Já nas cirurgias do joelho direito ou para conduzir carros manuais é necessário um período de 4 a 6 semanas.

Em quanto tempo posso voltar a trabalhar depois da cirurgia do menisco?

Atividades de escritórios podem ser retomados em 1 a 2 semanas após a cirurgia. Atividades que tenham demanda física podem precisar de mais tempo para o retorno e dependem também se a cirurgia foi de meniscectomia (permite retorno mais precoce) ou sutura de menisco.

Quando posso voltar a praticar atividade física?

Após meniscectomia é possível retornar as atividades físicas em 3 a 4 semanas. Após sutura de menisco esse tempo pode ser de até cerca de 4-6 meses.

LESÃO DO MENISCO 

 A lesão do mensico é uma das principais lesões do joelho. Qualquer pessoa pode ter lesão de menisco, atletas jovens praticantes de atividade de contato ou pessoas mais velhas e sedentárias. 

Anatomia 

O joelho é a maior e mais forte articulação do seu corpo. Ele é composto por 3 ossos, a parte dista do fêmur, a parte proximal da tíbia e a patela. As partes articulares desses ossos são revestidos por cartilagem, uma estrutura que permite o deslizamento suave entre as partes do joelho. Tendões e ligamentos conectam os 3 ossos que fazem parte do joelho. 

Os meniscos funcionam como amortecedores do joelho. E o joelho é revestido pela membrana sinovial, responsável pela produção de líquido sinovial, um lubrificante natural para o seu joelho. 

Descrição 

As lesões do menisco podem acontecer por traumas agudos ou como parte da degeneração que o joelho sofre com o envelhecimento. 

As lesões de menisco podem ser descritas conforme localização, tamanho e padrão de lesão. 

Em praticantes de atividade física com lesão aguda de menisco frequentemente existem outras lesões associadas, como lesão de ligamento ou lesão da cartilagem. 

Causas 

Lesões meniscais agudas muitas vezes acontecem durante a prática de esportes. Elas podem surgir devido ao contato com outra pessoa ou durante um movimento de rotação ou mudança de direção. 

Em pacientes mais velhos, com alterações degenerativas, mesmo atos cotidianos simples, como levantar da cadeira, podem causar uma lesão de menisco. 

Sintomas 

É importante ter em mente que nem toda lesão de menisco causa sintomas, principalmente entre as lesões degenerativa. 

Durante a prática de atividade física você pode sentir um estalo acompanhado de dor no joelho. Seu joelho também pode ficar inchado e você pode ter dificuldade para dobrar ou esticar completamente o joelho. Alguns pacientes referem sensação de falseio ou instabilidade no joelho. 

Os principais sintomas da lesão de menisco são: 

  • Dor 
  • Derrame articular, inchaço no joelho 
  • Bloqueio ou travamento do joelho
  • Sensação de falseio ou instabilidade no joelho 
  • Limitação de flexão ou extensão do joelho 

Consulta Médica 

Na avaliação da lesão de menisco é importante entender as queixas e expectativas do paciente. Saber quais atividades estão limitadas pela lesão, como a lesão surgiu, outras lesões associadas. 

Exame Físico 

No exame físico existem testes e manobras específicos para identificar lesões de menisco. Além disso deve haver uma busca ativa para outras possíveis lesões associadas, como lesão dos ligamentos e lesão da cartilagem. 

Exames de Imagem 

Os exames de imagem são importantes para confirmar a lesão do menisco e investigar possíveis lesões assocaidas. 

Radiografia 

As radiografias simples não são exames bons para avaliar o menisco, mas permitem a avaliação das partes ósseas, do eixo da perna e de osteoartrite no joelho. 

Ultrassonografia 

Alguns testes dinâmicos de avaliação do menisco podem ser feitos usando a ultrassonografia. Em alguns casos esses testes ajudam a definir a extensão da lesão e a necessidade de tratamento cirúrgico. 

Ressonância Magnética 

A ressonância magnética é o melhor exame não invasivo para avaliação da lesão de menisco e de outras estruturas do joelho como ligamentos e cartilagem. 

Tratamento 

O tratamento das lesões de menisco depende de uma série de fatores, incluindo idade, presença de osteoartrite e alterações degenerativas, lesões associadas, sintomas, nível de atividade pretendido, características da lesão. 

Tratamento Conservador 

O tratamento conservador é a primeira linha de tratamento para as lesões meniscais degenerativas e algumas lesões agudas também podem ser tratadas inicialmente sem cirurgia.  

Nas primeiras 48 a 72 horas após início dos sintomas: 

  • Faça um repouso relativo, suficiente para evitar novos traumas e não sentir dor importante
  • Mantenha a perna elevada 
  • Use analgésicos e faça compressas geladas para lidar com a dor 
  • Se necessário, use anti-inflamatórios 
  • Use uma meia elástica compressiva 
  • Informe-se sobre sua lesão, estratégias de tratamento, tempo de recuperação 

Após 48 a 72 horas, você deve progredir etapas no tratamento 

  • Inicie exposição gradativa de cargas e movimento para o músculo lesionado 
  • Seja otimista quanto ao seu processo de recuperação 
  • Inicie exercícios aeróbios de baixa intensidade 
  • Faça exercícios focados em mobilidade articular, força e propriocepção 

Além disso, o acompanhamento conjunto com um fisioterapeuta é sempre bem vindo. 

Eventualmente infiltração com corticoide ou ácido hialurônico pode te ajudar.  

Terapias Biológicas 

Recentemente adjuvantes do tratamento conservador como Plasma Rico em Plaquetas (PRP) e terapia com células tronco mesenquimais (MSCs) estão sendo estudados como opção, mas ainda sem evidência forte de benefício 

Tratamento Cirúrgico 

Nos casos de falha do tratamento conservador e lesões agudas reparáveis o tratamento cirúrgico pode ser necessário 

Meniscectomia Parcial 

Nesse procedimento retiramos parte do menisco lesionado por meio de artroscopia do joelho 

Meniscectomia Total 

A meniscectomia total, ou seja retirada de todo o menisco, é um procedimento que evitamos ao máximo. Já que no longo prazo esse procedimento aumenta consideravelmente a chance de artrose no joelho 

Sutura Meniscal 

A sutura de menisco (reparo meniscal, meniscorrafia) consiste em dar pontos para costurar o menisco. Esse procedimento é a primeira escolha para o tratamento das lesões meniscais, pois é a cirurgia que preserva a maior parte do menisco e diminui a chance de evolução para artrose do joelho quando comparado a meniscectomia. 

Infelizmente não é possível suturar todas as lesões meniscais e o procedimento é feito idealmente em pessoas jovens.  

Além disso, algumas lesões meniscais podem chegar a ter mais de 50% de re-lesão após sutura e o processo de reabilitação pós-operatório é mais difícil e demorado. Por isso, o paciente deve estar bem orientado quanto as etapas do tratamento e participar ativamente de cada uma delas. 

Recuperação Pós-Operatória 

Como regra a recuperação após a meniscectomia é mais rápida e simples que após a sutura de menisco. Após a meniscectomia é possível retornar as atividades cotidianas e esportivas sem restrições em algumas semanas. 

O reparo da lesão meniscal tem um processo de recuperação pós-operatória um pouco mais lento e complicado. Nas primeiras semanas pode ser necessário restringir carga, o movimento do joelho e o tempo para retorno sem restrições as atividades esportivas pode ser de até 6 meses. 

 

Se você tem uma lesão de menisco ou dores no joelho, eu posso te ajudar. Agende uma consulta.

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ARTROSCOPIA DO JOELHO

SUTURA DE MENISCO E MENISCECTOMIA

TRANSPLANTE MENISCAL

MENISCO DISCOIDE

ARTROSE DO JOELHO

ARTROSE DO JOELHO 150 150 neural
gonartrose

Artrose do Joelho

A osteoartrose é uma doença degenerativa das articulações que acomete principalmente pacientes mais idosos. Nela a cartilagem articular fica difusamente desgastada causando dor, edema articular, rigidez e restrição de movimentos da articulação acometida.

São várias as causas que podem levam ao desenvolvimento da osteoartrose: sobrepeso/obesidade, excesso de demanda articular, fraturas, traumas, deformidade dos membros inferiores, doenças sistêmicas, doenças congênitas e cirurgias prévias, por exemplo.

O diagnóstico é feito por meio de história clínica (dor, rigidez articular), exame físico (derrame articular, alteração do eixo do membro, diminuição da amplitude de movimento) e exames radiológicos, principalmente radiografia (diminuição do espaço articular, esclerose óssea, cistos subcondrais, osteófitos).

Não existe cura para osteoartrose, o tratamento visa diminuir a progressão da doença e aliviar os sintomas do paciente. O tratamento conservador, primeira linha de tratamento, consiste em modificação dos hábitos de vida, perda de peso, fortalecimento dos membros inferiores e métodos analgésicos. Alguns pacientes podem se beneficiar de infiltrações articulares (corticoide e viscossuplementação) como segunda linha de tratamento conservador.

O tratamento cirúrgico, com osteotomias ou artroplastia do joelho, é empregado quando há forma avançada da doença com resposta insatisfatória ao tratamento conservador e prejuízo as atividades cotidianas e laborais.

O que é a osteoartrite de do joelho? 

É uma condição degenerativa que leva ao desgaste das estruturas do joelho. Ela pode estar relacionada a trauma prévios (fraturas, lesão de cartilagem, lesão de menisco, lesão dos ligamentos), a doenças sistêmicas, infecção, osteocondrite dissecante, ou podemos não conseguir definir uma causa para a doença. Além disso fatores como obesidade, sedentarismo e predisposição genética influenciam no aparecimento da doença. 

 Quais os são os principais sintomas da osteoartrite do joelho? 

Dor, derrame e rigidez articulares são os principais sintomas da osteoartrite. 

Inicialmente com atividades mais intensas, mas que progride lentamente podendo chegar até a quadros de dor em repouso. Diminuição de força, inchaço, rigidez articular, crepitação e estalos no joelho também podem ocorrer.  

Quem pode ter osteoartrite de joelho? 

A osteoartrite de joelho é bem mais prevalente em pessoas com mais que 50 anos, mas ela também pode acometer pessoas jovens, e até mesmo crianças. 

Quais os impactos da osteoartrite de joelho? 

A osteoartrite de joelho pode ter impacto significativo em diversas atividades cotidianas, como caminhadas e subir escadas. Para algumas pessoas é incapacitante e tem impactos negativos inclusive nas atividades laborais. 

Quais as causas de osteoartrite de joelho? 

Existem dezenas de causas que podem levar o paciente a ter osteoartrite de joelho. Apesar de ser uma doneça típica de pessoas com mais idade, ela também pode acometer pacientes jovens. Muitas vezes não é possível definir qual a causa de base da osteoartrite do joelho.  

Sequela de trauma e artrite reumatoide estão entre as principais causas identificáveis de osteoartrite de joelho. 

Como a doença evolui? 

A evolução da doença costuma ser lenta. Inicialmente o paciente tem poucos sintomas, mas com o passar dos anos ela vai progredindo e limitando cada vez mais a vida do paciente, até que eles passam a evitar sair de casa, ter convício social, interagir com amigos e familiares. 

Osteoartrite de joelho tem cura? 

Infelizmente ainda não há cura para a osteoartrite de joelho, mas existem diversas opções de tratamento focadas em melhorar a dor e devolver a qualidade de vida para os pacientes. 

Como é feito o diagnóstico da osteoartrite de joelho? 

O diagnóstico é feito por meio da história clínica (em que o paciente apresenta queixas típicas), do exame físico (avaliação do eixo dos membros inferiores, deformidades ao redor do joelho, crepitações articulares), e de exames complementares (que evidenciam alterações típicas da osteoartrose). 

Como é o tratamento da osteoartrose? 

O melhor tratamento deve ser avaliado individualmente pelo seu médico, mas na maior parte dos casos o tratamento conservador (sem cirurgia) é a primeira opção terapêutica. Em casos avançados e na falha do tratamento conservador procedimentos cirúrgicos podem ser indicados. 

Como é o tratamento conservador? 

O tratamento conservador consiste em educação do paciente a respeito da doença, uso de analgésicos, fisioterapia, fortalecimento muscular, treinamento aeróbio, compressas de gelo, perda de peso, viscossuplementação (infiltração articular de ácido hialurônico), infiltração articular de analgésicos e corticoide, uso de palmilhas, órteses ou joelheiras. 

Quer saber mais sobre o tratamento conservador? Clique Aqui 

Quando o tratamento cirúrgico está indicado? 

O tratamento cirúrgico está indicado nos casos de falha do tratamento conservador adequado, quando a osteoartrose tem impacto negativo importante na qualidade de vida do paciente. Nos casos com lesão meniscal ou de cartilagem causando sintomas mecânicos importantes e em alguns casos de fratura por insuficiência (SONK). 

Como é o tratamento cirúrgico? 

O tratamento cirúrgico depende de diversos fatores, entre eles: idade, demanda funcional do paciente, sintomas, e estágio da doença. Ele consiste principalmente em artroscopia (para retirada de corpos livre intra-articulares e desbridamento de algumas lesões do menisco ou da cartilagem), subcondroplastia (para fraturas por insuficiência), osteotomias ao redor do joelho, artroplastia unicompartimental e artroplastia total do joelho (prótese de joelho). A melhor opção deve ser avaliada individualmente pelo médico. 

Quando a prótese de joelho está indicada? 

A artroplastia total do joelho, ou prótese de joelho, é a última linha de tratamento da osteoartrose e está reservada aos casos mais avançados e sintomáticos de osteoartrose que não responderam adequadamente ao tratamento conservador e as opções terapêuticas menos invasivas e estão prejudicando substancialmente as atividades diárias do paciente. 

Quanto tempo após a cirurgia de prótese de joelho posso voltar a andar? 

O paciente é estimulado a andar o mais precocemente possível, inicialmente com o uso de muletas ou andador, mas logo que a força e a mobilidade forem recuperadas o paciente pode andar independentemente. 

Em quanto tempo posso voltar a dirigir após a cirurgia de prótese no joelho? 

Para as cirurgias realizadas no joelho esquerdo é possível dirigir carros automáticos assim que o paciente se sentir confortável. Nas cirurgias realizadas no joelho direito ou para dirigir carros manuais por volta de 6 semanas após a cirurgia. 

Em quanto tempo posso voltar a trabalhar após a cirurgia de prótese total do joelho? 

Habitualmente em 3 semanas é possível retornar aos trabalhos de escritório. 

Que atividades posso fazer após a cirurgia de prótese total do joelho? 

A prótese total de joelho deve permitir ao paciente a realização de atividades leves e de baixo impacto como caminhar, andar de bicicleta, nadar, musculação, jogar tênis de duplas e fazer cooper. 

Quanto tempo dura uma prótese de joelho? 

Depende da demanda e de doenças sistêmicas do paciente, em média uma prótese é feita para durar ao menos 10 anos, alguns estudos mostram que após 15 anos apenas 10% dos pacientes precisou de uma cirurgia de revisão. 

Quais os riscos de fazer uma cirurgia de artroplastia total do joelho? 

É esperado ter desconforto e inchaço no joelho nos primeiros dias do pós-operatório, isso tende a melhorar com o tempo. Alguns pacientes podem apresentam alteração da sensibilidade ao redor do joelho, na maioria das vezes isso melhor e não causa limitação funcional. São complicações específicas da artroplastia: fratura próximo a prótese, luxação da prótese, soltura da prótese, lesões de nervos e vasos, lesão ligamentar e rigidez articular. Outros risco inerentes a qualquer procedimento cirúrgico são: infecção, sangramento, trombose, alergia ou reação a medicamento e outras complicações relacionadas aos procedimentos cirúrgico e anestésico. 

 Anatomia 

O joelho é a maior e mais forte articulação do seu corpo. Ele é composto por 3 ossos, a parte dista do fêmur, a parte proximal da tíbia e a patela. As partes articulares desses ossos são revestidos por cartilagem, uma estrutura que permite o deslizamento suave entre as partes do joelho. Tendões e ligamentos conectam os 3 ossos que fazem parte do joelho. 

Os meniscos funcionam como amortecedores do joelho. E o joelho é revestido pela membrana sinovial, responsável pela produção de líquido sinovial, um lubrificante natural para o seu joelho. 

Sintomas 

Além de dor, derrame e rigidez articulares já citados anteriormente. Outros sintomas podem estar presentes: 

  • Piora dos sintomas logo ao acordar ou após ficar muito tempo sentado ou em repouso 
  • Piora da dor com atividades físicas mais intensas 
  • Rangidos e crepitações no joelho 
  • Fraqueza ou instabilidade no joelho 
  • Piora da dor quando o tempo muda 

Consulta médica 

Em minha consulta vou fazer diversas perguntas para entender melhor seus sintomas, possíveis causas para sua osteoartrite, guiar a solicitação de exames e desenhar o plano de tratamento mais adequado para você. 

Exame Físico 

Durante o exame físico vou observar: 

  • Inchaço articular 
  • Calor ou vermelhidão local 
  • O quanto seu joelho dobra e estica 
  • Instabilidade 
  • Rangidos, estalos e crepitações no seu joelho 
  • Pontos e movimentos dolorosos 
  • Alterações da sua marcha 
  • Alinhamento das suas pernas 
  • Rigidez das articulações do tornozelo e quadril 
  • Acometimento de outras articulações 

Exames de Imagem 

A radiografia é o exame de imagem mais importante na avaliação da osteoartrite de joelho. 

Eventualmente outros exames como tomografia computadorizada ou ressonância magnética podem ser necessário para investigar problemas associados a osteoartrite de joelho. 

Exames de sangue 

Os exames de sangue podem ajudar a identificar possíveis causas da sua osteoartrite, avaliar o controle de outras doenças que você também possa ter e para a avaliação pré-operatória, nos casos de pacientes candidatos a tratamento cirúrgico. 

Tratamentos 

Atualmente não existe cura para a osteoartrite de joelho, mas existem diversas opções de tratamento focadas em melhorar a dor e devolver a qualidade de vida para os pacientes. 

O tratamento conservador, não cirúrgico, sempre deve ser a primeira linha de tratamento para os pacientes com osteoartrite de joelho. 

Modificações do Estilo de Vida 

  • Evite atividades que pioram a sua dor 
  • Dê prioridade a atividades de baixo impacto 
  • Perca peso 
  • Fazer exercícios que melhorem sua capacidade cardiovascular e aumentem a qualidade muscular da sua perna 

Fisioterapia 

Além das estratégias que promovem melhora da dor, na fisioterapia é possível trabalhar ganho de força, flexibilidade e mobilidade articular, o que deve melhorar a funcionalidade e qualidade de vida. 

Uso de órteses, bengalas, muletas, palmilhas, joelheiras 

Alguns pacientes referem melhora substancial dos sintomas quando usam esses acessórios. 

Medidas locais 

Uso de pomadas, cremes e compressas quentes ou frias podem te proporcionar um alívio temporário da dor. 

Medicações 

Vários remédios vão te ajudar a contornar a dor. Alguns deles precisam de receita, vários outros podem ser comprados livremente. 

  • Dipirona 
  • Paracetamol 
  • Ibuprofeno 
  • Naproxeno 
  • Anti-inflamatórios 
  • Corticoides 
  • Opioides 
  • Condroprotetores e suplementos alimentares 

Controle de doenças desencadeantes 

Nos casos de osteoartrite de joelho secundária a outra doença, o controle da doença de base é crucial para o sucesso do tratamento da osteoartrite. Isso ocorre com doenças reumatológicas (artrite reumatoide, lúpus, psoríase, espondilite anquilosante) e hematológicas (hemofilia), por exemplo. 

Controle das doenças associadas 

O paciente que tem osteoartrite de joelho muitas vezes também tem outras doenças comuns, como pressão alta, diabetes e colesterol alto, entre outras. Faz parte do tratamento ter bom controle de todas as doenças. Por isso, muitas vezes o paciente deve ser acompanhado em conjunto por mais que um médico. 

Viscossuplementação e tratamento biológicos 

Quando bem indicados esses tratamentos com ácido hialurônico, PRP e célula tronco mesenquimal podem propiciar melhora considerável dos sintomas para os pacientes. 

Outras alternativas 

São diversas as opções de tratamento adjuvante com potencial de trazer benefício para o paciente. 

  • Acupuntura 
  • Iôga 
  • Terapia de Ondas de Choque 
  • Terapia de Pulso Magnético 

Tratamentos cirúrgicos 

Quando o resultado dos tratamentos conservadores é insatisfatório, podemos lançar mão de tratamentos mais invasicos 

Artroscopia 

Geralmente a artroscopia não é indicada para tratamento de osteoartrite de joelho, mas casos selecionados, como na presença de corpos-livre intra-articulares em casos de osteoartrite leve, a artroscopia pode ser benéfica. 

Subcondroplastia 

Uma das consequências da osteoartrite de joelho é a alteração do osso subcondral. Em alguns paciente esse osso pode sofrer pequenas fraturas, que causam muita dor no paciente. Com a subcondroplastia fazemos um reforço com osso sintético nesse osso alterado, o que melhora a dor. 

Osteotomia 

Nessa cirurgia realinhamos a perna do paciente para redistribuir a carga que passa pelo joelho. Esse procedimento é indicado para pacientes ainda jovens e que pretendem manter uma alta demanda física. 

Prótese de Joelho 

Consiste na substituição da cartilagem comprometida por peças de metal e plástico. 

É a última opção de tratamento nas osteoartrites de joelho. A grande maioria dos pacientes fica bastante satisfeita com os resultados desse tratamento. 

 

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LESÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR

LESÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR 150 150 neural

O diagnóstico da lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é feito por meio da conjunção de história clínica (mecanismo de trauma e queixas do paciente), exame físico (testes específicos) e exames radiológicos (ressonância magnética).

As opções terapêuticas podem ser cirúrgicas e não cirúrgicas (conservador). O tratamento conservador pode ser tentado em pacientes que não apresentam queixa de instabilidade para o nível de demanda funcional desejado e consiste em repouso, gelo, compressão, elevação, analgesia farmacológica, fisioterapia e fortalecimento.

Para pacientes que desejam manter prática de atividades que exijam movimentos rotacionais, mudança de direção e aceleração/desaceleração brusca o tratamento recomendado habitualmente é a reconstrução cirúrgica do LCA.

O que é o ligamento cruzado anterior, ou LCA?

É um ligamento intra-articular do joelho que atua como um dos principais estabilizadores dessa articulação, importante nos movimentos rotacionais, de deslocamento lateral e aceleração/desaceleração.

Como o LCA é lesado?

A grande maioria das lesões ocorre durante atividades esportivas, os mecanismos de trauma mais comum são entorses do joelho, hiperextensão e desaceleração brusca.

Como sei se lesei esse ligamento? Quais os sintomas?

A primeira coisa é ter tido um trauma que justifique a lesão de LCA. É comum no momento do trauma sentir o joelho saindo do lugar e um estalo típico (“POP”) logo após o trauma, sensação de instabilidade, hipotonia de quadríceps e derrame articular podem ocorrer, causando dificuldade para andar e para movimentar o joelho. Com o passar dos dias os sintomas vão melhorando, mas a instabilidade no joelho permanece, principalmente para realizar atividades com movimentos rotacionais ou deslocamento lateral.

Como é feito o diagnóstico da lesão do LCA?

Em primeiro lugar o paciente deve ter tido um trauma torsional de joelho e uma queixa de instabilidade que justifiquem essa hipótese diagnóstica. Depois o exame físico vai corroborar a hipótese diagnóstica por meio de testes clínicos específicos que evidenciam instabilidade no joelho. E por último exames de imagem confirmam a lesão e auxiliam no diagnóstico de lesões associadas.

Qual o tratamento para a lesão de LCA?

O tratamento para essa lesão depende de vários fatores: idade e demanda funcional do paciente, lesões associadas, desejo de modificação dos hábitos de vida, entre outros. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

É possível tratar sem cirurgia?

Sim, em pacientes mais velhos, de baixa demanda, que desejem mudar os hábitos de vida e que não apresentem instabilidade para as atividades cotidianas é possível tentar o tratamento conservador (sem cirurgia).

Quando o tratamento cirúrgico está indicado?

O tratamento cirúrgico geralmente está indicado em pacientes jovens, que desejam manter a prática de atividades físicas, em pacientes com queixa importante de instabilidade, na falha do tratamento conservado, e na presença de lesões associadas (menisco, cartilagem, outros ligamentos).

Qual o melhor momento para o tratamento cirúrgico?

Entre 3 e 6 semanas após o trauma é o ideal para o tratamento cirúrgico. Nesse período o paciente já deve ter atingido extensão completa do joelho, flexão de joelho maior que 90-100º e melhora significativa do derrame articular.

O que devo fazer até o momento da cirurgia?

Evitar novos traumas, tomar analgésicos, fazer gelo e curativo compressivo, manter o membro elevado e iniciar fisioterapia o mais precocemente possível.

Como é a cirurgia do LCA?

A cirurgia consiste na reconstrução do LCA por artroscopia, com a substituição do ligamento lesado por um enxerto. Esse enxerto geralmente é retirado de algum tendão do próprio paciente (isquiotibiais, patelar ou quadricipital). A escolha do melhor enxerto para o seu caso deve ser avaliada com o seu médico.

Como é a reabilitação? Em quanto tempo posso voltar as atividades esportivas normalmente?

A reabilitação pós-operatória é um processo que depende da interação entre o ortopedista e o fisioterapeuta, leva em consideração lesões associadas e características do paciente. Mas como regra geral nas lesões de LCA isoladas no pós-operatório precoce a mobilização do joelho é livre, é possível andar com uso de muletas e brace, e exercício isométricos podem ser iniciados. Com cerca de um mês bicicleta ergométrica e alguns exercícios (exercícios de cadeia cinética fechada) são permitidos. Próximo aos 3 meses iniciam-se os exercícios de cadeia cinética aberta e exercícios na esteira. Com mais ou menos 6 meses os trabalhos específicos e atividades sem contato começam. Treinos de força, hipertrofia e propriocepção são mantidos até 10-12 meses de pós-operatório, período em que geralmente é possível retornar as atividades esportivas.

Em quanto tempo posso dirigir após a cirurgia?

Depende do lado da cirurgia e se o carro é automático. Pacientes com cirurgia no joelho esquerdo podem dirigir carros automáticos logo que se sentirem confortáveis. Já cirurgias no joelho direito ou para dirigir carros manuais é recomendado esperar de 6 a 8 semanas para voltar a dirigir.

Em quanto tempo posso voltar a trabalhar depois da cirurgia?

Depende da sua profissão, habitualmente em 3 semanas já é possível retornar aos trabalhos em escritório. Se sua profissão exige longas caminhadas ou esforço físico esse tempo pode aumentar.

Quais os riscos de fazer uma cirurgia de reconstrução de LCA?

Felizmente a cirurgia de reconstrução de LCA apresenta muito baixo risco e a imensa maioria dos pacientes fica satisfeita. Mas algumas complicações ou eventos adversos podem ocorrer: rigidez articular, lesão de pequenos vasos e nervos ao redor do joelho (é comum ter uma área de adormecimento na parte anterior do joelho, essa sensação tende a melhorar com o tempo e não causa impacto funcional); rotura do LCA reconstruído (em até 5% dos pacientes, pode-se revisar a cirurgia), distrofia simpático reflexa (condição extremamente rara), infecção, trombose e outros riscos inerentes a cirurgia e qualquer procedimento cirúrgico, como alergia a medicação, complicações anestésicas, etc.

LESÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR (LCA) 

 A lesão do ligamento cruzado anterior é uma das lesões mais comuns do joelho. 

Praticantes de atividades de alta demanda com movimentos rotacionais e desaceleração brusca, como futebol, basquete e rúgbi, têm maior risco de sofrer essa lesão. 

Se você está com uma lesão do ligamento cruzado anterior (LCA), pode ser que você precise passar por uma cirurgia para recuperar uma vida normal com o nível de atividade que você deseja. 

Anatomia 

O joelho é formado por 3 ossos: o fêmur, a tíbia e a patela. 

Esses ossos são conectados entre si por meio dos ligamentos, que funcionam como cordas que mantém seu joelho estável. 

Os principais ligamentos do joelho são os ligamentos cruzados anterior e posterior e os ligamentos colaterais lateral e medial. 

Ligamentos Colaterais 

Os ligamentos colaterais ficam dos lados de dentro e de fora do joelho e evitam que a perna desvie para o lado 

Ligamentos Cruzados 

Os ligamentos cruzados ficam dentro do joelho, formando um “X” entre eles. Eles são responsáveis por evitar que a tíbia deslize muito para frente ou muito para trás e também conferem estabilidade rotacional ao joelho 

Lesões Associadas 

Cerca de 50% das lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) estão associadas a lesões de outras estruturas do joelho, como cartilagem, meniscos e outros ligamentos. 

Por isso o exame físico detalhado e avaliação minuciosa dos exames de imagem é importante para planejar o tratamento. 

Gravidade da Lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

As lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) podem ser divididas em graus, conforme a gravidade da lesão 

  • Grau 1: apenas um estiramento, sem lesão macroscópica visível
  • Grau 2: lesão parcial do ligamento cruzado anterior (LCA) 
  • Grau 3: lesão completa do ligamento cruzado anterior 

É importante ter em mente que o grau da lesão nem sempre tem relação com a sensação de instabilidade no joelho do paciente. Alguns pacientes com lesão grau 3 não têm queixa de instabilidade no joelho 

Causas da Lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Existem vários mecanismo de trauma que podem levar a uma lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) 

  • Mudança brusca de direção 
  • Freiada/desaceleração repentina 
  • Aterrisagem de um salto 
  • Trauma direto no joelho 
  • Hiperextensão do joelho 

Lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) e Mulheres 

Diversos trabalhos já mostraram que mulheres têm maior chance de sofre lesão do ligamento cruzado anterior (LCA). Vários fatores estão envolvidos nisso. 

  • Fatores anatômicos 
  • Fatores hormonais 
  • Condicionamento físico
  • Força muscular 
  • Controle neuromuscular 

Sintomas 

Durante a lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) você pode ouvir um estalo e sentir o seu joelho saindo do lugar. Outros sintomas típicos da lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) são 

  • Dor
  • Inchaço no joelho 
  • Dificuldade de movimentar o joelho 
  • Dificuldade para caminhar 

Avaliação Médica 

Durante minha avaliação me preocupo em saber detalhadamente como foi a lesão, nível de atividade física praticada pelo paciente, expectativas em relação ao tratamento e retorno ao esporte, grau de instabilidade, limitações impostas pela lesão. 

Após a anamnese o exame físico é primordial para avaliar as possíveis lesões associadas. 

Exames de Imagem 

O principal exame de imagem para avaliar a lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) e as possíveis lesões associadas é a Ressonância Magnética de Joelho. Mas outros exames de imagem, como a radiografia ou a tomografia computadorizada podem ser necessários e frequentemente ajudam a descartar lesões associadas no Pronto-Atendimento. 

Tratamento 

O tratamento da lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) deve ser individualizado conforme sua queixa e seu nível de demanda. Nem sempre a cirurgia é necessária. 

Tratamento Agudo 

A cirurgia de reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) não é feita na urgência. Na maioria das vezes, esperamos 3 semanas para fazer o procedimento, quando ele é indicado. 

Mas isso não significa que não devemos fazer nada logo após o trauma. Seguem algumas medidas 

Punção articular de alívio 

Nos casos em que ocorre um derrame articular muito intenso, que cause muita dor ou atonia de quadríceps importante, é possível retirar o sangue da articulação por meio de punção. Trata-se de um procedimento simples e que pode trazer grande alívio para o paciente 

Imobilização 

Imediatamente após o trauma pode ser difícil definir se você vai ou não evoluir com instabilidade no seu joelho. Por isso, é mais prudente imobilizar o joelho para evitar outros entorses no joelho e novas lesões. 

Essa imobilização pode ser feita por meio de tala gessada, imobilizador rígido de joelho removível ou imobilizador articulado 

Muletas 

Descarregar o peso no joelho acometido pode ser doloroso nos primeiros dias. Além disso, o uso do imobilizador de joelho atrapalha a marcha. A muleta é um acessório que vai te ajudar a se deslocar. 

Anti-inflamatório e analgésicos 

São as estratégias farmacológicas que ajudam no controle da dor e da inflamação causadas pelo trauma 

Gelo 

É um auxiliar no controle da dor e promove um conforto temporário após a aplicação. Deve ser aplicado no joelho por cerca de 15 a 20 minutos várias vezes ao dia. 

Fisioterapia 

A fisioterapia deve ser inciada o mais cedo possível. Mesmo que nos primeiros dias não seja possível começar com exercícios de fortalecimento, métodos para controle de derrame articular, dor e ganho de movimento podem ser empregados. 

Tratamento Conservador (Não Cirúrgico) 

Pacientes de baixa demanda, sem instabilidade para o nível desejado de atividade, ou com idade mais avançada podem evoluir muito bem e ficar muito satisfeitos com o tratamento não cirúrgico. Mesmo pacientes de maior demanda podem iniciar o tratamento da lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) de forma não cirúrgica. 

Tratamento Cirúrgico 

Atualmente existem duas possibilidades principais de tratamento cirúrgico para a lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), o reparo/reinserção ligamentar e a reconstrução ligamentar. 

Reparo/Reinserção Ligamentar do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Consiste em reparar o Ligamento Cruzado Anterior (LCA) nativo do paciente. As vantagens são a preservação da estrutura ligamentar e não precisar de um enxerto ligamentar. As desvantagens são que nem todas as lesões do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) são reparáveis e que essa cirurgia deve ser realizada em no máximo até 3 meses após a lesão. 

Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

É o tratamento cirúrgico mais adotado. Consiste em usar um tendão, geralmente do próprio paciente, como enxerto para criar um novo ligamento. As desvantagens são que não preserva  o ligamento nativo e necessita de uma área doadora de enxerto. As vantagens são que todas as lesões do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) podem ser reconstruídas e não existe limite de tempo entre a lesão e a reconstrução. Ou seja, lesões crônicas também podem ser reconstruídas. 

Enxertos para Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Para reconstruir o Ligamento Cruzado Anterior (LCA) precisamos de um enxerto que vai substituir o ligamento original. Esse enxerto pode ser retirado de vários locais: 

  • Tendão patelar 
  • Tendão quadricipital 
  • Tendões isquiotibiais (grácil e semitendíneo) 
  • Tendão do músculo fibular longo
  • Tendão de banco de tecido (aloenxerto) 

Cada um desses tendões têm suas vantagens e desvantagens. Você deve conversar bem com seu médico para decidir qual a melhor opção para o seu caso. 

A Cirurgia para Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Atualmente o tratamento é feito por meio de artroscopia, usando pequenos furos no joelho, o que torna a cirurgia menos agressiva e facilita a recuperação pós-operatória. Eventualmente vias cirúrgicas maiores podem ser feitas para retirada de enxerto ou o tratamento de lesões associadas. 

Recuperação Pós-Operatória 

É uma das partes mais importantes do tratamento e feita em conjunto pela equipe multidisciplinar. 

Estratégias para controle da dor, cuidados com a ferida operatória, ganho de movimento, força, propriocepção e retorno a atividade desejada são cuidadosamente planejadas de forma individualizada. 

O objetivo é que com 1 ano após a cirurgia o paciente tem alcançado todos os critérios de retorno seguro a prática esportiva.

 

Se você sente instabilidade no joelho ou tem uma lesão do ligamento cruzado anterior (LCA), eu posso te ajudar. Agende uma consulta.

 

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