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Ligamento Cruzado Anterior

Quais exercícios posso fazer se escolher não operar um Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Quais exercícios posso fazer se escolher não operar um Ligamento Cruzado Anterior (LCA) rompido? 

Quais exercícios posso fazer se escolher não operar um Ligamento Cruzado Anterior (LCA) rompido?  275 183 Iberê Datti

Você teve uma lesão do seu Ligamento Cruzado Anterior (LCA) e optou por não operar? Saiba aqui quais são os esportes que você pode praticar. 

Em primeiro lugar precisamos reforçar que o tratamento conservador, sem cirurgia, de uma lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) não deve limitar em nada a funcionalidade do paciente. 

Se você optou pelo tratamento conservador e está enfrentando dificultada para realizar as atividades desejadas e necessária, reavalia sua escolha pelo tratamento conservador. 

Ou seja, para alguns pacientes mesmo sem passar por cirurgia para reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é possível praticar qualquer esporte, mesmo os de maior demanda para os joelhos, como futebol, rugby e basquete. 

Ainda assim, muitos pacientes que optaram pelo tratamento conservador bem indicado optam por praticar apenas exercícios de menor demanda para os joelhos. Nesses casos são opções corrida, ciclismo, natação, musculação, ioga, polo aquático, vela e escalada esportiva, por exemplo. 

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5 Principais Enxertos Utilizados Para Reconstruir o Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

5 Principais Enxertos Utilizados Para Reconstruir o Ligamento Cruzado Anterior (LCA)  150 150 Iberê Datti

O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é uma estrutura muito importante para a estabilidade e a função do joelho. Por isso, lesões desse ligamento frequentemente requerem tratamento cirúrgico. 

Porém a capacidade de reparo do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é muito baixa. Na maioria das vezes podemos considerar que esse ligamento não tem mais viabilidade ou capacidade de cicatrizar. Para contornar esse problema utilizamos tecidos que substituem o Ligamento Cruzado Anterior (LCA), chamados de enxertos. 

Os enxertos são tecidos retirados de outras partes do corpo do próprio paciente ou de doadores de órgãos. Podemos retirar enxertos tendíneos para reconstruir o Ligamento Cruzado Anterior (LCA) de diversos locais. 

Aqui vou elencar os 5 principais sítios doadores de enxerto. Cada um desses enxertos tem suas vantagens e desvantagens, prós e contras. Por isso, é importante que você converse com seu ortopedista a respeito de qual é a melhor opção para o seu caso. 

Os 2 principais sítios doadores de enxerto para a reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) são o tendão patelar e os flexores do joelho / isquiotibiais (tendões do grácil e do semitendíneo). Mas aqui vou citar também outras 3 formas de conseguir enxerto que estão sendo cada vez mais utilizadas: tendão quadricipital, tendão do fibular longo, enxerto de banco de tecido. 

Algumas opções de sítios doadores de enxerto para reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) - Isquiotibiais, patelar e quadricipital.
Algumas opções de sítios doadores de enxerto para reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) – Isquiotibiais, patelar e quadricipital.

Flexores do Joelho / Isquiotibiais (Tendões dos Músculos Grácil e Semitendíneo) 

Os músculos grácil e semitendíneo se originam na região da pelve e correr pela parte posterior da coxa até um pouco abaixo do joelho. Esses músculos se inserem alguns centímetros abaixo da linha articular do joelho, medialmente a tuberosidade anterior da tíbia e são retirados por meio de uma pequena incisão na face medial da tíbia. 

Atualmente esse é o enxerto mais amplamente usado para não atletas. Suas principais vantagens são a facilidade de retirada e um pós-operatório mais tranquilo. 

Suas principais desvantagens são diminuição da força de flexão do joelho e extensão do quadril o que prejudica a arrancada em atividades que dependem de corrida, por exemplo. Além disso, questiona-se, se esse é um enxerto que tem um nível de re-ruptura um pouco maior do que o enxerto do tendão patelar. 

Tendão Patelar 

Por muito tempo, o tendão patelar com plugues ósseos foi o principal enxerto utilizado na reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA). Atualmente, ainda é, o enxerto de escolha para atletas de alto desempenho que precisam reconstruir o Ligamento Cruzado Anterior (LCA).  

O tendão patelar é uma estrutura que corre pela parte anterior do joelho, ligando o polo inferior da patela a tuberosidade anterior da tíbia (TAT). Para fazermos a retirada desse enxerto precisamos fazer uma via anterior no joelho que se estende mais ou menos do centro da patela até o fim da tuberosidade anterior da tíbia (TAT). 

As principais vantagens do tendão patelar são integração óssea no túnel para reconstrução ligamentar, preservação da força e potência da cadeia posterior (o que causa menos prejuízo no momento das arrancadas). 

As principais desvantagens de se usar o tendão patelar são risco de fratura da patela durante a retirada do tendão ou após a cirurgia, risco de avulsão do tendão patelar, dor persistente na parte da frente do joelho e maior dificuldade para recuperar a amplitude de movimento no pós-operatório (o que dificulta o processo de reabilitação) 

Tendão Quadricipital 

O tendão quadricipital é o tendão que liga os músculos do quadríceps a patela. É um tendão não tão usado quanto os tendões patelar e isquiotibiais, mas também tem demonstrado bons resultados.  

Seu uso ocorre principalmente nas cirurgias de revisão da reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), mas também pode ser usado nas reconstruções multiligamentares do joelho e na reconstrução primária de alguns casos. 

As principais vantagens do tendão quadricipital são possibilidade de escolher se o enxerto terá ou não um plugue ósseo, preservação da cadeia posterior, menos dor anterior no joelho no pós-operatório. 

Suas principais desvantagens são risco de fratura da patela durante a retirada do tendão ou após a cirurgia, risco de lesão do tendão quadricipital, maior dificuldade de recuperar a função do quadríceps nos pós-operatório. 

Tendão do Fibular Longo 

O músculo do fibular longo é um músculo que fica na perna responsável por fazer a eversão do pé (levar o pé para fora) e a flexão do primeiro raio (manter o cavo plantar). Durante a retirada do tendão desse músculo para utilizá-lo como enxerto fazemos a solidarização de sua porção distal com o tendão do músculo fibular curto, de forma que a função desse músculo seja mantida. 

Trata-se de uma alternativa começada a usar apenas recentemente, por isso ainda não sabemos muito bem quais podem ser as consequências do uso desse tendão no longo prazo. Atualmente é pouco comum utilizá-lo como primeira opção nas reconstruções primárias do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), mas é uma boa opção para lesões multiligamentares do joelho ou cirurgias de revisão da reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

As principais vantagens do uso do tendão fibular longo são a facilidade da retirada do enxerto, baixa morbidade cirúrgica para retirada do enxerto e a obtenção de um enxerto longo e calibroso. 

As principais desvantagens da retirada desse enxerto são o pouco conhecimento da evolução do longo prazo da reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) e das consequências para o pé/tornozelo, já que é um enxerto usado há pouco tempo e o risco de lesão do nervo fibular. 

Enxerto de Banco de Tecidos 

Os enxertos de banco de tecidos são provenientes de pacientes doadores de órgãos. 

Da mesma forma que é possível doar córnea, coração, rim, fígado… podemos doar estruturas do sistema musculoesquelético, como tendões, ossos, menisco e cartilagem. 

Os enxertos provenientes de banco de tecidos são tratados de tal forma que o paciente que recebe esse transplante não precisa receber imunossupressão, a exemplo do que acontece no transplante da maioria dos outros órgãos. 

Além dos enxertos já citados anteriormente, o banco de tecidos permite o uso de outros tendões, como os tendões do tibial anterior e tendão calcâneo. Os enxertos de banco de tecidos normalmente são utilizados em cirurgias de revisão da reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) e nas reconstruções multiligamentares do joelho. 

As principais vantagens do enxerto de banco de tecidos são a ausência de agressão cirúrgica para obtenção de enxerto e a possibilidade de enxerto longos e calibrosos. 

As desvantagens do uso de enxerto de banco de tecidos são maior risco de infecção cirúrgica (ainda assim continua baixa), maior risco de relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), custo do enxerto.

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Se você quiser saber mais sobre o Ligamento Cruzado Anterior (LCA) e a lesão desse ligamento, você pode se interessar por:

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Lesões Mais Comuns do Joelho

Lesões Mais Comuns do Joelho

Lesões Mais Comuns do Joelho 2560 1707 Iberê Datti

O joelho é uma articulação complexa e com muitos componentes, o que a torna vulnerável a diversas lesões. Algumas das lesões mais comuns são entorses, rupturas de ligamentos, fraturas e luxações. 

Muitas lesões no joelho podem ser tratadas com medidas simples, como imobilização e fisioterapia. Outras lesões podem ser de tratamento cirúrgico. 

Anatomia do Joelho

O joelho é a maior articulação do corpo e uma das mais facilmente lesionadas. Ele é composto por quatro estruturas principais: ossos, cartilagem, ligamentos e tendões. 

  • Ossos: Três ossos formam o joelho: o fêmur (osso da coxa), a tíbia (osso da canela) e a patela (também conhecida por rótula). A patela é o osso que fica na frente do joelho e além de proporcionar alguma proteção a articulação também otimiza a função do quadríceps. 
  • Cartilagem articular: As extremidades do fêmur e da tíbia, e a parte de trás da patela, são cobertas por cartilagem articular. Ela ajuda os ossos a deslizarem suavemente um sobre o outro quando você dobra ou estica o joelho. 
  • Menisco: Duas peças em forma de C dentro do joelho funcionam como amortecedores entre o fêmur e a tíbia (além de uma série de outras funções importantes para manter a articulação saudável e funcional). Diferente da cartilagem articular, o menisco é resistente e elástico, ajudando a amortecer e estabilizar a articulação. 
  • Ligamentos: Os ossos são conectados a outros ossos por ligamentos. Os quatro principais ligamentos do joelho funcionam como cordas fortes para manter os ossos unidos e estáveis.
    • Ligamentos colaterais: Esses ligamentos estão nas laterais do joelho. O ligamento colateral medial está na parte interna (de dentro), e o ligamento colateral lateral está na parte externa (de fora) do joelho. Eles controlam principalmente o movimento lateral e medial (em varo e valgo). 
    • Ligamentos cruzados: Esses estão dentro da articulação do joelho. Eles se cruzam para formar um X, com o ligamento cruzado anterior na frente e o ligamento cruzado posterior atrás. Os ligamentos cruzados controlam o movimento de translação anteroposterior.
  • Tendões: Os músculos são conectados aos ossos por tendões. O tendão do quadríceps conecta os músculos da parte frontal da coxa, o quadríceps, à patela. O tendão patelar, por outro lado, se estende da patela à tíbia. 

Lesões Mais Comuns

As lesões mais comuns incluem entorses e rupturas de partes moles (por exemplo, ligamentos, cartilagem e meniscos), fraturas e luxações. Em muitos casos, as lesões envolvem mais de uma estrutura. 

Dor e inchaço são os sinais mais comuns de lesão no joelho. Além disso, o joelho pode travar. Algumas lesões (por exemplo, ruptura do LCA) causam instabilidade – o joelho sai do lugar. 

Lesões do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) frequentemente é lesionado durante atividades esportivas. As lesões do LCA são mais comuns em praticantes de esportes que envolvem movimentos rotacionais e mudanças bruscas de direção, como futebol, basquete e futebol americano. Mudar de direção rapidamente ou aterrissar de um salto de maneira incorreta também pode romper o LCA. 

Aproximadamente metade das lesões do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) ocorrem junto com lesões de outras estruturas, como cartilagem articular, menisco ou outros ligamentos. 

Saiba mais sobre lesões do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Lesões do Ligamento Cruzado Posterior (LCP) 

O ligamento cruzado posterior frequentemente é lesionado por um impacto na frente do joelho enquanto ele está flexionado. Isso pode ocorrer em acidentes de trânsito e traumas esportivos. As rupturas do Ligamento Cruzado Posterior (LCP) muitas vezes são parciais com potencial para cicatrização por conta própria. 

Saiba mais sobre lesões do Ligamento Cruzado Posterior (LCP)

Lesões dos Ligamentos Colaterais 

Lesões dos ligamentos colaterais frequentemente são causadas por uma força que empurra o joelho para fora ou para dentro. Essas lesões geralmente são secundárias ao contato físico. 

Lesões do Ligamento Colateral Medial (LCM) geralmente são causadas por um impacto direto na parte externa do joelho e frequentemente estão relacionadas a esportes. 

Impactos na parte interna, que empurram o joelho para fora, podem lesionar o Ligamento Colateral Lateral (LCL). As rupturas do ligamento colateral lateral ocorrem com menos frequência do que outras lesões ligamentares. 

Saiba mais sobre lesões dos ligamentos colaterais 

Lesão dos Meniscos 

Rupturas agudas dos meniscos frequentemente ocorrem durante atividades esportivas. Rupturas no menisco podem ocorrer ao girar, cortar, pivotar ou ser derrubado. 

Rupturas meniscais também podem ocorrer como resultado de um processo degenerativo da articulação, como observado na artrite. Mesmo mau jeito ao se levantar de uma cadeira pode ser suficiente para causar uma ruptura se os meniscos estiverem degenerados. 

Saiba mais sobre rupturas dos meniscos

Ruptura de Tendões 

Os tendões quadricipital e patelar podem ser esticados e rompidos. Embora qualquer pessoa possa lesionar esses tendões, as rupturas são mais comuns entre pessoas de meia-idade que praticam esportes de corrida ou saltos. Quedas, trauma direto na frente do joelho e aterrissagem de maneira inadequada após um salto são causas comuns de lesões tendíneas. 

Fraturas 

O osso do joelho mais comumente quebrado é a patela. As extremidades distal do fêmur e proximal da tíbia também podem ser fraturadas. Muitas fraturas de joelho são causadas por traumas de alta energia, como quedas de grande altura e acidentes de trânsito. 

Luxação e Deslocamento

Uma luxação ocorre quando os ossos de uma articulação perdem a congruência entre si. Por exemplo, o fêmur e a tíbia podem se desencaixar, e a patela também pode sair do lugar. 

Alterações anatômicas podem ser fatores que predispõe um paciente a ter luxação. Em pessoas com anatomia normal, as luxações geralmente são causadas por traumas de alta energia, como acidentes de trânsito e traumas esportivos.

Saiba mais sobre luxação do joelho

Princípios de Tratamento das Lesões 

Quando você se machuca pela primeira vez, o protocolo PEACE & LOVE pode ajudar a acelerar sua recuperação: 

PRICE e Peace-And-LoveJoelho

Certifique-se de procurar tratamento o mais rápido possível, especialmente se você: 

  • Ouviu um estalo e sentiu que o joelho saiu do lugar ou falseou no momento da lesão. 
  • Tem dor intensa. 
  • Não consegue movimentar o joelho. 
  • Começa a mancar. 
  • Tem inchaço no local da lesão. 

O tipo de tratamento recomendado depende de vários fatores, como a gravidade da sua lesão, sua idade, condições gerais de saúde, expectativa em relação ao tratamento e nível de atividade. 

Tratamento Não Cirúrgico 

Muitas lesões podem ser tratadas com medidas simples, como: 

  • Imobilização
  • Fisioterapia
  • Medicamentos

Tratamento Cirúrgico 

Muitas fraturas e lesões exigem cirurgia para restauração completa da função. 

Em alguns casos – como muitas rupturas de LCA – a cirurgia pode ser realizada por artroscopia.  

Saiba mais 

As fraturas, por outro lado, frequentemente requerem cirurgia aberta com uma incisão maior, que proporciona ao cirurgião uma visão mais direta e acesso mais fácil às estruturas lesionadas. 

Se você tem uma lesão em seu joelho e deseja se tratar, eu posso te ajudar

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Ferida Após a Cirurgia para Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Cuidados com a Ferida Após a Cirurgia para Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Cuidados com a Ferida Após a Cirurgia para Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 277 182 Iberê Datti

A reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é uma cirurgia com alto índice de sucesso, mas os cuidados no pós-operatório são fundamentais para garantir uma recuperação ainda melhor. Entre esses cuidados, a atenção à ferida operatória merece destaque, pois influencia diretamente no processo de cicatrização e no bem-estar do paciente.

Curativos: Do Conceito Seco ao Uso de Umidade Controlada

No passado, a conduta mais comum era manter o curativo limpo e seco, visando prevenir infecções e proteger a ferida de agentes externos. Contudo, as recomendações mais recentes sugerem que um ambiente com umidade controlada favorece o processo de cicatrização. A umidade ajuda a:

  • Acelerar a formação do tecido de granulação.
  • Reduzir a formação de crostas, que podem atrasar a cicatrização e aumentar o desconforto.

Atualmente, existem curativos especiais desenvolvidos para manter a umidade ideal sobre a ferida operatória. Esses produtos incluem hidrogéis, espumas e membranas que, além de manter a hidratação, protegem contra contaminações externas. Caso esses curativos não estejam disponíveis, alternativas acessíveis, como vaselina ou pomadas à base de petrolato, podem ser utilizadas para fazer um curativo barato e eficiente em sua casa.

Mobilização da Ferida Operatória: Um Passo Fundamental

Um aspecto muitas vezes negligenciado é a mobilização da ferida operatória. Movimentar gentilmente a pele ao redor da cicatriz ajuda a:

  • Evitar aderências aos planos profundos, que podem limitar a mobilidade do joelho.
  • Facilitar a organização das fibras de colágeno, resultando em uma cicatriz mais funcional e esteticamente discreta.

Esses movimentos devem ser realizados de forma cuidadosa e com orientação de um profissional de saúde para garantir segurança e evitar complicações.

Dessensibilização: Cuidando das Terminações Nervosas

A via cirúrgica utilizada na reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) pode causar danos a terminações nervosas superficiais, resultando em áreas de sensibilidade alterada ao redor da ferida. A dessensibilização é um processo que visa reeducar essas terminações nervosas e melhorar o conforto do paciente.

Técnicas simples de dessensibilização incluem:

  • Uso de diferentes texturas para massagear suavemente a região da ferida.
  • Estímulos leves com materiais como algodão ou escovas macias.
  • Massagem ao redor da cicatriz para estimular a reorganização nervosa.

Essas práticas ajudam a reduzir a sensibilidade exacerbada e previnem o desconforto crônico.

Conclusão nos Cuidados com a Ferida Operatória Após a Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Os cuidados com a ferida operatória após a reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) vão muito além de proteger a região contra infecções. Curativos com umidade controlada, mobilização da ferida e dessensibilização são práticas que contribuem para uma recuperação mais rápida e eficaz.

Se você está passando por uma recuperação ou se prepara para a cirurgia, conte com uma equipe especializada para orientá-lo em cada etapa. Agende sua consulta e receba um plano de reabilitação personalizado para atingir os melhores resultados!

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Imobilizadores no Pós-Operatório da Cirugia do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Uso de Imobilizadores no Pós-Operatório da Cirugia do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Uso de Imobilizadores no Pós-Operatório da Cirugia do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 350 350 Iberê Datti

A lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) pode ser muito grave e potencialmente incapacitante. Por isso, o tratamento cirúrgico dessa lesão frequentemente é necessário. Devido à alta prevalência dessa lesão, a reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é uma das cirurgias mais realizadas pelo ortopedista especializado em cirurgia de joelho.

Um dos temas que costuma gerar dúvidas entre pacientes é o uso de imobilizadores rígidos de joelho no pós-operatório. Embora o uso de imobilizador de joelho nessa situação seja indicado de forma rotineira por alguns colegas, essa conduta está proscrita. O uso de imobilizador de joelho nos casos pós-operatórios deve ser encarado como indicação de exceção, geralmente relacionado a presença de algumas lesões associadas.

A seguir vou explicar os motivos que levaram o imobilizador de joelhos a ser indicado no pós-operatório antigamente, e porquê atualmente ele deve ser evitado.

Por que o Uso de Imobilizadores no Pós-Operatório de Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) Foi Indicável no Passado?

Historicamente, o uso de imobilizadores rígidos após a reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) foi amplamente adotado por dois motivos principais:

  1. Prevenir o joelho flexo: A rigidez em flexão do joelho é uma das complicações de difícil tratamento que podemos ter após a reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), por isso trata-se de uma complicação ainda temida nos dias de hoje. Acreditava-se que a imobilização em extensão poderia evitar o desenvolvimento dessa condição, facilitando a recuperação da amplitude de movimento.
  2. Proteção estrutural: Havia a hipótese de que a imobilização reduzisse o risco de falha do enxerto ou de complicações relacionadas ao procedimento cirúrgico.

O que sabemos hoje?

               Ensaios clínicos bem desenhados e estudos prospectivos vieram a desmentir a premissas citadas anteriormente. Os dados demonstraram que a imobilização prolongada pode, na verdade, além de não ajudar a evitar a contratura em flexão do joelho ainda pode retardar o processo de reabilitação, prejudicar a recuperação da força muscular e aumentar o risco de outras complicações, como atrofia muscular e trombose venosa profunda.

O Que Dizem as Recomendações Atuais?

Na prática ortopédica moderna, o uso de imobilizadores rígidos de joelho após a reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) via de regra é contraindicado, ficando reservado para casos específicos em que lesões associadas podem precisar disso.

Atualmente sabemos que quanto mais cedo o paciente começar a movimentar o joelho, contrair o quadríceps e tentar andar (mesmo que usando muletas ou andador), melhor é o processo de recuperação pós-operatória.

A mobilização e a descarga de peso precoces não só ajudam a evitar a contratura em flexo de joelho e outras complicações relacionadas ao tratamento cirúrgico, como facilitam o ganho de amplitude de movimento, a recuperação da função do quadríceps e promovem um ambiente mais propício para a diferenciação de colágeno e reparação tecidual necessárias após a cirurgia.

Conclusão

Se você está planejando ou se recuperando de uma reconstrução do LCA, é importante estar ciente de que o uso de imobilizadores rígidos é uma prática cada vez menos comum e reservada apenas a casos específicos. A reabilitação personalizada, conduzida por uma equipe experiente, é essencial para garantir os melhores resultados.

Precisa de orientação especializada ou deseja tirar dúvidas sobre o tratamento do LCA? Agende uma consulta e descubra como podemos ajudar na sua recuperação!

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dor anterior após reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA)

Dor Anterior do Joelho após a Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Dor Anterior do Joelho após a Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)  300 200 Iberê Datti

A reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é uma cirurgia comumente realizada para restaurar a estabilidade do joelho após a lesão desse ligamento. 

Embora geralmente seja um procedimento bem-sucedido, muitos pacientes evoluem com dor anterior no joelho após a cirurgia, principalmente nos primeiros meses após a cirurgia ou quando usamos o tendão patelar com sítio doador para enxerto. 

Neste artigo, discutiremos as causas dessa síndrome, seus sintomas característicos e as opções de tratamento disponíveis para aliviar a dor e restaurar a função do joelho. 

Dor Anterior do Joelho após a Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Trata-se de uma dor que causa desconforto na região anterior do joelho, próxima à patela e ao tendão patelar, principalmente para subir e descer escada. Após a reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) essa dor pode ocorrer por diversos fatores, incluindo: 

  • Cicatrização inadequada (fibrose) 
  • Fraqueza muscular 
  • Sobrecarga patelar  
  • Inflamação ou fibrose da gordura de Hoffa 

Tratamento 

O tratamento tem como objetivos aliviar a dor e fortalecer os músculos ao redor do joelho. Fazem parte da estratégia de tratamento 

  • Fisioterapia: Exercícios específicos para fortalecer os músculos do quadríceps e isquiotibiais, bem como alongamentos para melhorar a flexibilidade, podem ser prescritos. 
  • Terapia manual: Técnicas como a liberação miofascial e a mobilização articular podem ajudar a reduzir a dor e melhorar a mobilidade. 
  • Modificações nas atividades: Evitar atividades de alto impacto ou adaptar a forma de execução de certos movimentos pode ajudar a reduzir a pressão sobre a rótula. 
  • Uso de órteses: O uso de uma joelheira ou órtese pode fornecer suporte adicional à rótula e aliviar a dor. 
  • Cirurgia: Em casos graves e persistentes, a cirurgia pode ser considerada para corrigir problemas estruturais ou remover aderências cicatriciais. 

Conclusão 

A Dor Anterior do Joelho pode ser uma complicação frustrante após a reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

No entanto, com o tratamento adequado, é possível aliviar a dor e recuperar a função do joelho. Normalmente, ao término do tratamento o paciente fica totalmente assintomático. 

É importante procurar orientação médica especializada para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento individualizado. Com a abordagem correta, é possível superar a dor anterior do joelho e retornar às atividades normais com um joelho saudável e funcional. 

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É possível tratar uma lesão de LCA só com fisioterapia

Meu joelho ficou duro após a cirurgia do Ligamento Cruzado Anterior (LCA). E agora? 

Meu joelho ficou duro após a cirurgia do Ligamento Cruzado Anterior (LCA). E agora?  275 183 Iberê Datti

A reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é uma cirurgia comum realizada para restaurar a estabilidade do joelho após a lesão desse ligamento. Embora seja geralmente bem-sucedida, algumas complicações podem ocorrer durante o processo de recuperação. Duas das complicações mais comuns são a artrofibrose e o cíclope.  

Vamos explorar essas condições, entender suas causas e discutir opções de tratamento disponíveis. 

Artrofibrose 

A artrofibrose é uma complicação pós-operatória que envolve a formação excessiva de tecido cicatricial no joelho. Esse tecido fibroso pode causar restrição do movimento, rigidez e dor. Acredita-se que a artrofibrose seja resultado de uma resposta inflamatória inadequada após a cirurgia de reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA). Fatores como trauma cirúrgico, hemorragia, infecção e resposta individual do paciente podem contribuir para o desenvolvimento da artrofibrose. 

Cíclope 

O cíclope é outra complicação que pode ocorrer após a reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA). Essa condição é caracterizada pela formação de uma massa de tecido cicatricial no intercôndilo, próximo ao local da fixação do enxerto na tíbia. 

O nome “cíclope” deriva da semelhança da protuberância com o olho de um cíclope da mitologia grega. 

Causas e Fatores de Risco 

Embora as causas exatas da artrofibrose e do cíclope não sejam totalmente compreendidas, alguns fatores de risco têm sido identificados. Esses incluem a presença de sangue ou detritos no joelho após a cirurgia e reabilitação inadequada ou insuficiente. 

É importante ressaltar que nem todos os pacientes submetidos à reconstrução do LCA desenvolverão essas complicações. E que nem todos os pacientes que desenvolvem cíclope são sintomáticos. 

Opções de Tratamento 

O tratamento para artrofibrose e cíclope pode variar dependendo da gravidade dos sintomas e do impacto na função do joelho. Em casos leves, a fisioterapia e a reabilitação intensiva podem ser suficientes para restaurar a amplitude de movimento e reduzir a rigidez. 

Em situações mais graves, pode ser necessário um procedimento cirúrgico para remover o tecido cicatricial excessivo. 

Prevenção 

Embora nem todas as complicações possam ser evitadas, algumas medidas podem reduzir o risco de desenvolvimento de artrofibrose e cíclope. É fundamental seguir rigorosamente o protocolo de reabilitação prescrito pelo médico ou fisioterapeuta, dando ênfase à mobilização precoce e aos exercícios específicos para o fortalecimento muscular.  

Além disso, o controle adequado da dor e inflamação pós-operatórias. 

Conclusão 

A reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é uma cirurgia eficaz para restaurar a estabilidade do joelho após uma lesão. No entanto, complicações como artrofibrose e cíclope podem surgir durante o processo de recuperação. É essencial estar ciente dessas complicações e procurar tratamento adequado, se necessário. Com o acompanhamento médico adequado, a maioria dos pacientes pode superar essas complicações e retornar a suas atividades normais com um joelho estável e saudável. 

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relesão do ligamento cruzado anterior

ReLesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA): Sintomas, Exame Físico e Exames de Imagem 

ReLesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA): Sintomas, Exame Físico e Exames de Imagem  2238 1748 Iberê Datti

Infelizmente a reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) não é um procedimento infalível. Ou seja, o paciente pode ter um novo trauma e romper esse ligamento novamente. 

Incidência da Relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Na literatura a probabilidade de re-ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) varia de cerca de 5% a mais de 20%. A maioria das relesões ocorre no primeiro ano após a reconstrução ligamentar. 

Sintomas da Relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Os sintomas relatados pelos pacientes nesses casos são exatamente iguais aos sintomas da primeira lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA). Os pacientes costumam relatar sensação de instabilidade e falseio no joelho acometido.

Saiba mais aqui: O principal sintoma da lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Exame Físico na Relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

O exame físico também é muito semelhante ao das lesões primárias, os testes de Lachman, gaveta anterior, Lever-test/Lelly-test e pivot-shift, entre outros, podem estar positivos, demonstrando insuficiência do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Exames de Imagem na Relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

O principal exame de imagem na avaliação da relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é a Ressonância Magnética, mas radiografias com stress podem ser úteis para identificar insuficiências ligamentares nos casos de dúvida diagnóstica e avaliação de lesões associadas. 

Saiba mais aqui: 3 Exames para fazer o diagnóstico da lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Lesões Associadas a Relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

As lesões associadas a relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) são as mesmas da lesão primária 

  • Lesões meniscais, inclusive lesões da raiz meniscal e “ramp-lesion” 
  • Lesões de outros ligamentos, inclusive do Ligamento Antero-Lateral (LAL) 
  • Lesões de cartilagem 

Saiba mais aqui: Lesões Associadas a Ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) – As 3 Principais

Fatores de Risco para a Relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

São inúmeros os fatores de risco para relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), entre eles estão: 

  • Reabilitação inadequada 
  • Lesões ligamentares associadas negligenciadas 
  • Meniscectomia medial ampla ou lesão em rampa negligenciada 
  • Técnica cirúrgica inadequada, com mal posicionamento dos túneis ósseos

Mecanismos de Trauma da Relesão do Ligamento Cruzado Anterior 

Os mecanismos de trauma da relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) são essencialmente os mesmos da lesão primária 

  • Movimento de rotação interna do fêmur sobre a tíbia com o pé fixo ao chão (mecanismo mais comum, geralmente ocorre durante mudança de direção ou aterrisagem de um salto) 
  • Hiperextensão do joelho (errar o chute na bola inadvertidamente) 
  • Frenagem brusca (interromper uma corrida abruptamente com uma desaceleração brusca)

Saiba mais aqui: Como rompi o Ligamento Cruzado Anterior (LCA)? – 3 Principais Mecanismos

Tratamento da Relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

O tratamento da relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) depende muito dos sintomas apresentados pelo paciente.  

Se o paciente tem queixa de instabilidade para as atividades desejadas, o tratamento deve ser cirúrgico. Além disso, o tratamento cirúrgico também deve ser indicado nos casos de lesão associada que necessitem de tratamento cirúrgico, como algumas lesões meniscais e condrais (de cartilagem) 

Já se o paciente não tiver queixas clínicas, a despeito da lesão ligamentar, e nem lesões associadas de tratamento cirúrgico é possível tentar o tratamento conservador. 

Quando Operar a Relesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

O momento ideal para realizar a cirurgia depende de alguns marcos. O joelho deve estar: 

  • Desinchado
  • Sem dor  
  • Com arco de movimento completo  
  • Boa ativação da musculatura da coxa  

Esses marcos normalmente são alcançados em cerca de 3 semanas após o trauma.

Saiba mais aqui: Qual o Melhor Momento Para Operar Meu Ligamento Cruzado Anterior (LCA)?

O que Fazer na Relesão Aguda do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)? 

Na relesão aguda do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) são opções que podem te ajudar: 

  • Procurar atendimento em caráter de urgência (pronto-socorro ortopédico ou pronto-atendimento ortopédico)  
  • Punção articular de alívio  
  • Imobilizar o joelho  
  • Usar um par de muletas 
  • Tomar anti-inflamatórios e analgésicos  
  • Compressa gelada  
  • Manter a perna elevada  
  • Usar meia elástica de compressão  
  • Iniciar a fisioterapia precocemente 
  • Buscar informação de qualidade  
  • Procurar um especialista em joelho de confiança

Saiba mais aqui: 11 Medidas Para Fazer nas Lesões Agudas do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) ou nos Entorses de Joelho

Quais tendões podem ser utilizados como enxerto na revisão de reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)? 

Diversos tendões podem ser utilizados como opção de enxerto na revisão da Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

  • Tendões Isquiotibiais (Grácil e Semitendíneo)
  • Tendão Patelar 
  • Tendão Quadricipital 
  • Tendão do Fibular Longo 
  • Aloenxerto (Enxerto de banco de tecido) 

Saiba mais aqui: 5 Principais Enxertos Utilizados Para Reconstruir o Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Recuperação após a Revisão da Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

O processo de recuperação após a revisão da Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é quase igual ao processo após a reconstrução primária desse ligamento. A progressão de carga e complexidade dos exercícios deve respeitar o planejamento do fisioterapeuta e as metas de reabilitação estabelecidas quanto a propriocepção, força e controle motor, por exemplo. 

Habitualmente o paciente está apto a receber alta cerca de um ano após a cirurgia, desde que alcance critérios de alta 

  • Isocinético 
  • “Hop-test” 
  • Gesto esportivo satisfatório 
  • Prontidão psicológica 

Saiba mais aqui: Como são a fisioterapia e a reabilitação após a cirurgia do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)?

E aqui: 5 Critérios para retorno aos esportes depois de uma lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 

Sou ortopedista especialista em cirurgia de Joelho pela USP.

Há 10 anos ajudo meus pacientes a recuperar a função de seus joelhos e retomar a qualidade de vida.

Sei que também posso te ajudar.

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natação após lca ligamento cruzado anterior

Exercícios para fazer no Pós-Operatório de Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Exercícios para fazer no Pós-Operatório de Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 1000 667 Iberê Datti

Antes de mais nada é preciso reforçar que a reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) visa a plena funcionalidade do paciente, sem restrição alguma. Ou seja, após o término do processo de reabilitação o paciente deve estar apto a realizar a atividade física que desejar e bem entender. 

Porém o retorno as atividades devem progredir com parcimônia e ser bem orientada. O paciente não deve ser afobado e apressar o processo porque está se sentindo bem. É preciso cautela para evitar a relesão do Ligamento e colocar a perder todo um trabalho de meses. 

A progressão de liberação dos exercícios você pode checar nesse meu outro post: https://iberedatti.com.br/como-sao-a-fisioterapia-e-a-reabilitacao-apos-a-cirurgia-do-ligamento-cruzado-anterior-lca/

Porém alguns pacientes, mesmo completando o tratamento inteiro e estando aptos a praticar o esporte que desejarem sem restrição alguma, optam por evitar atividades de alto risco e se restringem a esportes com menor chance de causar uma nova lesão no joelho. 

As atividades esportivas consideradas seguras são aquelas sem contato e que não dependem de movimentos rotacionais ou mudança brusca de direção. Entre elas estão corrida, ciclismo, natação, musculação, ioga, polo aquático, vela e escalada esportiva, por exemplo. 

Já esportes como futebol, basquete e judo possuem um risco mais elevado para relesão ou lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) contralateral (do outro joelho). 

Sou ortopedista especialista em cirurgia de Joelho pela USP.

Há 10 anos ajudo meus pacientes a recuperar a função de seus joelhos e retomar a qualidade de vida.

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Anestesia Cirurgia Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Como é a anestesia para a cirurgia de Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)? 

Como é a anestesia para a cirurgia de Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)?  2560 892 Iberê Datti

A intenção de todo o tratamento médico sempre deve ser diminuir o sofrimento do paciente. Isso inclui não sentir dor ou sentir o mínimo possível de dor. 

Para alcançar esse objetivo a cuidado em conjunto com o médico anestesista é indispensável. Esse profissional pode ter atuação relevante não apenas durante o ato cirúrgico, mas durante todo o período perioperatório, já que ele é de grande valia na individualização e implementação de estratégias analgésicas

Muitos pacientes têm medo da anestesia e acham que são procedimentos perigosos. Alguns pacientes até pedem para não tomar anestesia geral ou não ser entubados. Felizmente, com avaliação pré-operatória adequada, a evolução da medicina e das técnicas anestésicas a anestesia se tornou um procedimento extremamente seguro. 

Antes de avançar com a discussão das opções de anestesia existentes para a cirurgia de reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), é importante deixar claro que a melhor conduta anestésica deve ser individualizada considerando: condições e necessidades do paciente, preferências do médico e do anestesista, e desejo do paciente. 

Frequentemente, mais de uma técnica anestésica é usada em um mesmo procedimento. Com isso conseguimos garantir um ato cirúrgico tranquilo tanto o paciente quanto para a equipe médica, e um pós-operatório precoce mais funcional e com menos dor para o paciente. 

As principais técnicas anestésicas utilizadas na cirurgia de reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) são: 

Anestesia Geral 

Essa talvez seja a técnica mais conhecida e temida pelos pacientes. Nela o paciente é sedado e anestesiado. Nem sempre é preciso intubar o paciente, já que é possível usar a máscara laríngea. Apesar do medo que os pacientes têm da anestesia geral, essa é uma das estratégias preferidas de muitos anestesistas 

Raquianestesia 

Também chamada de “raqui” por muita gente, trata-se de uma anestesia em que se bloqueiam os impulsos dos nervos na região da medula. Dessa forma o paciente não tem controle motor sobre os membros inferiores e seu cérebro não recebe as informações sensitivas da região operada 

Bloqueio de Nervo Periférico 

A lógica é semelhante a da raquianestesia, mas ao invés de bloquear os impulsos nervosos no nível da medula espinal, o bloqueio ocorre ainda enquanto o nervo está na região da coxa. Para a reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) esse bloqueio pode ser feito na região do canal femoral ou do canal dos adutores. 

Converse com o seu médico para definir a melhor estratégia para você.

Sou ortopedista especialista em cirurgia de Joelho pela USP.

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